Recebi o convite do João Carlos de Carvalho para fazer a campanha política do irmão dele. Apesar de conhece-lo apenas por fama, já que ele é dirigente estadual do PCdoB/RJ, fiquei muito contente.
Dificilmente eu encontraria oportunidade tão boa para demonstrar a minha capacidade, desenvolver um novo trabalho, junto ao partido.
O lugar marcado foi um prédio comercial "Edifício Esplanada" no centro da Rio de Janeiro. Situado na Rua México, 90. 11° andar se não me falha a memória.
Empolgada fui uma das primeiras pessoas a chegar na reunião.
Na recepção uma mulher mulata de cabelos cacheados voz macia, sorriso fácil me atendeu com muita educação. O lugar era razoavelmente grande e sem vida, mas organizado e limpo, gostei do que vi.
Depois de uma meia hora e ouvir algumas vezes pessoas dizendo eufóricas: o João Carlos e o Kique... estão vindo, entraram algumas pessoas no corredor e uns dos homens falava e gargalhava absurdamente alto.
Esse Homem que falava alto era o tal João Carlos de Carvalho. Magro, branco, alto e cara de rolinha. Sim, o homem já tinha cara de rolinha, mas quando colocava os óculos parecia-se mais com um pombo porém, isso não vem ao caso.
A maioria dos presentes eram homens e isso me causa um certo desconforto, mas tudo transcorreu bem e foram todos educados, ao final da reunião João Carlos pediu que eu o aguardasse.
Todos saíram da sala. Somente assim João Carlos se aproximou, certificou-se está falando com Jaqueline Ramiro decorreu um pouco mais sobre a campanha e a importância de eu está ali e como poderia ser feito o trabalho na minha região de atuação. Naquele momento talvez pela minha euforia não percebi o quanto era estranho essa colocação por parte dele.
Na reunião que acabávamos de assistir ficou muito evidente que a campanha,excetuando-se o bairro Méier, estava direcionada, exclusivamente aos bairros nobres da cidade principalmente os da Zona Sul.
Minha região de atuação é o subúrbio.
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Nos despedimos e dai em diante não houve um único dia que João Carlos não fizesse meu telefone tocar. O cara não largava do meu pé. Me ligava dia e noite e eu tinha de me fazer presente no comitê quase 24 horas.
Fazer o que? O sujeito estava pagando para que eu não fizesse absolutamente nada na campanha do irmão dele,(o Carlos Henrique Carvalho).
Precisei de quase 1 ano e muita enrolação para clarear meus pensamentos sobre suas reais intenções. Se você estão penssaram em sexo erraram.
João Carlos de Carvalho em nome do PCdoB estava usando meu nome para lavagem de dinheiro.
Não estou deixando a questão sexo de lado. Durante todo o processo João Carlos de Carvalho se fez de muito amigo, porém como ainda sou uma mulher jovem e bem apanhada de corpo, mesmo depois de 12 anos casada e 2 filhos maravilhosos, é mais que óbvio que o camarada pensou em juntar o útil ao agradável.
João Carlos acostumado a vulgaridade que se prestam, hoje sei que a maioria da mulheres do PCdoB em troca de cargo e dinheiro, estava tão alienado na sua construção que não viu ali uma militante, uma pessoa responsável, comprometida, competente, enxergou apenas uma Maria Campanha.
Tentou me igualar as suas inúmeras Marias Campanhas ou as prostitutas de luxo que trabalham para o PCdoB.
Coitado... ao que parece a unica coisa que ele é bom é em desviar dinheiro público e mesmo assim, porque o PCdoB o resguarda as costas!
Campanha para mim é coisa séria, mas alguns só querem saber de Carnaval!
continua...
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