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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 0 comentários

UBM (União Brasileira de Mulheres) parte2


Uma segunda reunião e o bicho pegou!

Estavam presente mulheres de diversos bairros, associações de moradores e afins. Gente convidada pelo nosso Distrital Norte, gente de responsabilidade que conheciam e respeitavam o trabalho da Celina. Não querendo de forma alguma se indispor com ela.Ainda mas quando a reunião estava sendo realizada dentro do SINDESPREV. Mas não teve jeito, mal a reunião começou e veio a tona os maus entendidos. Celina dizia uma coisa, as mulheres do distrital diziam outra e ninguém se entendia.

E por fim ficou aquela de porque você está falando como se você fosse a dirigente do grupo? Você já tem o seu núcleo, sua direção, sua presença aqui é para colaborar com sua experiência é apenas dando sugestões. Enquanto Celina salientava que foi chamada ali para dirigir o grupo. Até que alguém nesse samba de criolo doido resolveu fazer a pergunta maestral: é assim ou não é Charuto?

Ihiii! O homem ficou desconcertado a ponto de gaguejar. Desmascarado na frente de todos e o pior que a Celina não é pessoa de levar desaforo para casa, depois disso ficou muito claro que sua liderança no movimento feminista não se dá a toa.Ela não foi mal educada, não disse um palavrão sequer, mas foi ríspida. Desmoralizou o Charutinho de forma desconcertante, não havia contra argumentação da parte dele.

Celina falou com propriedade e se retirou dizendo que ficássemos a vontade a casa estava ali para servi.Nem preciso dizer que a reunião acabou ali. O desconforto era muito grande entre os presentes e nada mais foi dito além despedidas.

Link para a parte1 http://jeckmaluca.blogspot.com.br/2012/02/uniao-de-mulheres.html

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UBM (União Brasileira de Mulheres) parte1



















Havia uma orientação superior de montarmos no Distrital Norte um núcleo de mulheres  e o grupo feminista deveria ser expandido o Máximo possível.
Foi realizada a primeira reunião com a então recente dirigente dessa entidade feminista, a Sr. Helena Piragibe, para explicar o que era UBM, como as mulheres deveriam se mobilizar, etc.Nada conclusivo.

Quando perguntada sobre a funcionalidade da UBM (União Brasileira de Mulheres), a resposta foi que não existiam regras. Claramente perdida, sem saber o que explicar, Helena Piragibe respondia sempre da mesma forma: é um grupo que luta pelos direitos das mulheres.

Carlos Anjos Estrela (Charuto) aproveitando-se da situação, tomou frente das conversas e acabou sendo motivo de estranheza e algumas piadas.
Onde se viu um núcleo feminista com um cueca dando pitaco? De qualquer forma ficou decidido que montaríamos um grupo central em Madureira tendo por base as mulheres do Distrital Norte, e montaríamos outros seculares de acordo com os locais de moradia. Esses grupos teriam autonomia e escolheriam através de votação entre os participantes quem seriam suas dirigentes, secretariado, o que fosse necessário para o desenvolvimento do grupo. Cada um fizesse da forma que bem intendesse, pois a própria dirigente do movimento não tinha a menor noção de como funcionava um núcleo feminista.
Helena Piragibe foi uma daquelas pessoas que conseguiu o cargo por indicação, até então, filiada a um partido controversamente de direita. A coitada chamava quase o tempo todo o PCdoB(Partido Comunista do Brasil) de PCB(Partido Comunista Brasileiro) que é outra legenda, apesar da semelhança de seus nomes. Ela saberia disso se não fosse uma mulher de direita que caiu de paraquedas na conveniente esquerda. Sabe como é: "o que importa é o cascalho".

Outro problema é que no bairro Madureira, onde seria a nossa grande base, já havia uma "União de Mulheres" atuando ao menos 3 anos. Gerenciado por uma pessoa de grande expressão nos setores feministas do estado do Rio de Janeiro. A Sr. Celina. Sendo Carlos estrela muito oportunista disse para a Celina que iríamos filiar o maior número de mulheres possível, deixando o grupo dela maior e mais forte. Ou seja, o grupo cresce e ela continua sendo a dirigente (o que estava longe da verdade). Seria uma gentileza por ela tanto nos ajudar.Mesmo não sendo mais filiada ao PCdoB.

No entanto como contei, a orientação dada para nós mulheres do Distrital Norte foi de montarmos uma base independente onde escolheríamos entre nós as dirigentes e as formas de atuação entre outras coisas. Resumindo, alguém estava sendo enganado ou a Celina ou nós, as mulheres do Distrital Norte.
continua...
link para a parte2
domingo, 22 de janeiro de 2012 0 comentários

Cabo Eleitoral de Luxo


"Eu passei de militante para guerrilheiro desarmado. Fui deslocada de um posto para outro sem saber o por quê."


Recebi o convite do João Carlos de Carvalho para fazer a campanha política do irmão dele. Apesar de conhece-lo apenas por fama, já que ele é dirigente estadual do PCdoB/RJ, fiquei muito contente.

Dificilmente eu encontraria oportunidade tão boa para demonstrar a minha capacidade, desenvolver um novo trabalho, junto ao partido.

Para não magoar nenhum coração mais sensível, me certifiquei com os camaradas do Distrital Norte  se haveria algum problema em eu fazer a tal campanha. Nenhum problema foi salientado além de preferências por determinados candidatos. Bom, então coloquei toda minha energia nisso, mas até hoje não sei quais foram os verdadeiras razões que fizeram João Carlos de Carvalho me chamar, pois ao longo da campanha ficou claro que não era para trabalhar, principalmente no subúrbio. 

Minha função era fazer absolutamente nada além de passar o dia inteiro no comitê de campanha bajulando o dirigente João Carlos.
Função que poderia ser cumprida com muito esmero pela moça do cafezinho ou qualquer uma outra. Mas ao que parece eu fui a escolhida de João Carlos para ser a Cabo Eleitoral de Luxo!

O encontro


O lugar marcado foi um prédio comercial "Edifício Esplanada" no centro da Rio de Janeiro. Situado na Rua México, 90. 11° andar se não me falha a memória.

Empolgada fui uma das primeiras pessoas a chegar na reunião.
Na recepção uma mulher mulata de cabelos cacheados voz macia, sorriso fácil me atendeu com muita educação. O lugar era razoavelmente grande e sem vida, mas organizado e limpo, gostei do que vi.

Depois de uma meia hora e ouvir algumas vezes pessoas dizendo eufóricas: o João Carlos e o Kique... estão vindo, entraram algumas pessoas no corredor e uns dos homens falava e gargalhava absurdamente alto.

Esse Homem que falava alto era o tal João Carlos de Carvalho. Magro, branco, alto e cara de rolinha. Sim, o homem já tinha cara de rolinha, mas quando colocava os óculos parecia-se mais com um pombo porém, isso não vem ao caso.

A maioria dos presentes eram homens e isso me causa um certo desconforto, mas tudo transcorreu bem e foram todos educados, ao final da reunião João Carlos pediu que eu o aguardasse.

Todos saíram da sala. Somente assim João Carlos se aproximou, certificou-se está falando com Jaqueline Ramiro decorreu um pouco mais sobre a campanha e a importância de eu está ali e como poderia ser feito o trabalho na minha região de atuação. Naquele momento talvez pela minha euforia não percebi o quanto era estranho essa colocação por parte dele.

Na reunião que acabávamos de assistir ficou muito evidente que a campanha,excetuando-se o bairro Méier, estava direcionada, exclusivamente aos bairros nobres da cidade principalmente os da Zona Sul.

Minha região de atuação é o subúrbio.

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Nos despedimos e dai em diante não houve um único dia que João Carlos não fizesse meu telefone tocar. O cara não largava do meu pé. Me ligava dia e noite e eu tinha de me fazer presente no comitê quase 24 horas.

Fazer o que? O sujeito estava pagando para que eu não fizesse absolutamente nada na campanha do irmão dele,(o Carlos Henrique Carvalho).

Precisei de quase 1 ano e muita enrolação para clarear meus pensamentos sobre suas reais intenções. Se você estão penssaram em sexo erraram.

João Carlos de Carvalho em nome do PCdoB estava usando meu nome para lavagem de dinheiro.

Não estou deixando a questão sexo de lado. Durante todo o processo João Carlos de Carvalho se fez de muito amigo, porém como ainda sou uma mulher jovem e bem apanhada de corpo, mesmo depois de 12 anos casada e 2 filhos maravilhosos, é mais que óbvio que o camarada pensou em juntar o útil ao agradável.

João Carlos acostumado a vulgaridade que se prestam, hoje sei que a maioria da mulheres do PCdoB em troca de cargo e dinheiro, estava tão alienado na sua construção que não viu ali uma militante, uma pessoa responsável, comprometida, competente, enxergou apenas uma Maria Campanha.

Tentou me igualar as suas inúmeras Marias Campanhas ou as prostitutas de luxo que trabalham para o PCdoB.

Coitado... ao que parece a unica coisa que ele é bom é em desviar dinheiro público e mesmo assim, porque o PCdoB o resguarda as costas!

Campanha para mim é coisa séria, mas alguns só querem saber de Carnaval!

continua...


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