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terça-feira, 15 de maio de 2012 0 comentários

O LADO B DO PCdoB parte2


Filiação apadrinhada

Veja o que aprendi!

Quando entrei para a política propriamente dita, não tive padrinho.

Padrinho político é aquele “tio”, ou “parente” que há anos já trabalha em algum ministério, gabinete, ou afim. Esse te dá àquela mão amiga que pode ser representada por quase todo tipo de favorecimento. Dinheiro, cargo público, boa colocação em multinacional...

Resumindo: Por conseguinte uma posição de destaque no partido.

Mesmo que você tenha acabado de se filiar, tendo padrinho ganhará facilmente cargo de direção a começar, no próprio partido e em instituições, ONG, movimentos sociais claramente dominados pelo partido. Ao menos foi isso que eu aprendi no PCdoB e o que a Sra.Mara Marciel fez questão de salientar e defender na tal comissão de controle do PCdoB, a qual tive a infelicidade de participar.

Como estou passando para vocês o caminho das pedras, havendo a possibilidade de escolha do cargo por sua parte, principalmente se você já possui alguma experiência política, sugiro que opte pelas ONGs.

Lá o dinheiro rola solto e sem qualquer licitação. E mesmo que haja licitações quase todos os critérios de legalidade serão predeterminados pela própria ONG.

Percebam que os super militantes do PCdoB adoram ONGs . E porque?

É uma excelente forma de você conseguir muito dinheiro tendo o partido por intermediário e não ter qualquer problema com a justiça. Está dentro da lei e fim de papo.

Não se preocupe de imediato com os outros cargos oferecidos, sei que é tentador. Porém, como se tornou tradição no partido, sendo competente, o que é fácil quando se é apadrinhado, você será convidado para eles acumulando diversas funções.

Exemplo de passos para se dá muito bem:

Você será dirigente da ONG, e ao mesmo tempo dirigente do partido. Entende-se o seguinte: a ONG é um espaço político muito importante, sendo você direção, torna-se aos olhos do partido um membro indispensável para um processo político vitorioso.

Não esquecendo que foi o próprio partido que te colocou como dirigente da tal ONG, movimento social, ou seja, lá o que for. Digamos que os cargos vem em pacotes casados.Quando não vem em suruba, mesmo.

Sendo você agora indispensável e provando ser fiel ao partido, o que podemos resumir em:

participe do lance e mantenha a boca fechada, outros convites virão. E seu trabalho de fato será acumular o dinheiro.

Ops! Quer dizer acumular as funções.

Imagine: enquanto milhares de trabalhadores estão lutando para se manterem em seus míseros trabalhos de salário baixíssimo, você será, por exemplo: dirigente estadual do partido, dirigente de uma grande estatal, dirigente da empresa distribuidora de gás, e de uma ONG simultaneamente!

Isso sem levar em conta, o que você pode arrecadar em dinheiro, na infinidade de projetos, financiados pelos governos e também por particulares.

Parceria é tudo!

Porém nem tudo são flores, isso é um jogo. Não pense que irá ficar com todo o dinheiro do seu salário oficial.

Dinheiro adquirido de forma legal tem muitas utilidades para ser desperdiçado apenas por você. Então rola algo como meio a meio.

Metade do salário para você e outra para o partido. E você tem de dá o dinheiro na mãozinha. Nada de depósitos, ou docs, pois isso gera provas, referente a desvio de verbas e etc. E ninguém vai querer isso, não é mesmo!

Deixe de ser ranzinza não reclame. Não dá para se ganhar todas e lembre-se que pelo estatuto do partido é dever de todo militante zela pelo nome do partido.

E o que são algumas migalhas para quem pode ter uma torta inteirinha bem escondidinha, ehm?

Pense bem, por meio do partido você poderá ter a estabilidade de ser empregado em uma estatal, ocupando cargo de direção, sem o incomodo de prestar qualquer tipo de concurso público ou seleção. Ganhará muito dinheiro de diversas fontes e ainda poderá desfrutar de todo o glamour social que os cargos exigem.

Jantares, viagens, festas, entrevistas, reuniões com políticos, artistas e empresários importantes e muitos outros benefícios.

Por isso Eu tenho muito orgulho do meu partido, pois ele através de seus políticos, muito bem apadrinhados, estão fazendo o Brasil mudar e para valer!

Eleição vem ai. Você decide. Eu não.

Vou caminhado, cantando e seguindo a canção...

segunda-feira, 14 de maio de 2012 0 comentários

As Aventuras de João em A Campanha do Kiki Baralho


Kiki Baralho naquele momento era vice presidente da comissão de direitos humanos da OAB- ra RJ e acabou saindo como candidato a deputado federal pela legenda do PCdeB (partido corrupto de bosta).

A realidade é que ele jamais teria condições de ganhar aquela eleição do ano de 2010, mas dada a oportunidade porque não tentar! Para cumprir esse objetivo seu organizador de campanha, ou seja, a pessoa mais importante depois do próprio candidato e realmente responsável, foi o seu irmão mais velho João Carlos de Baralho.

João Carlos de Baralho vivia do meio político, mas sempre as sombras de alguém. Nunca teve autonomia para nada e por mais que não disse-se, isso o incomodava bastante.

A possibilidade de torna-se o organizador daquela campanha política caiu do céu. Seria sua oportunidade de demonstrar a os familiares e amigos que ele era capaz, e ainda melhor, talvez resolvesse definitivamente os seus problemas financeiros.

Sentia-se falido desde que perdera sua vaguinha como assessor parlamentar.

Ainda nos tempos de escola militou no movimento estudantil e já estava sobre as sombras do seu irmão Kiki. Enquanto Kiki era mais articulado, mais popular, sendo o preferido pelas moças, João tentava esconder a custo sua inveja e acompanhar a tudo.

Recebeu com contentamento a campanha do irmão. Gostaria de ser ele mesmo o candidato, mas teria grandes problemas se sua imagem fosse divulgada amplamente na mídia. Entre outras coisas Kiki era melhor para isso. João Carlos sempre foi o homem dos bastidores. Querendo ou não.

Ele estava com quase 50 anos de idade, pensava que quando chegasse a essa idade já estaria aposentado e vivendo de renda, suas únicas preocupações seriam viagens e lazer, porém isso não ocorreu.

Conquistou formação como advogado, seu diploma foi comprado em uma faculdade particular. Decisão tomada apenas depois de perceber seu irmão kiki obtendo algum êxito nessa profissão.

Apesar de o partido PCdeB permitir a ele acumular cargos públicos e ocupar cargo de direção em diversas instituições, não possuía grandes bens. E ria internamente quando pensava em suas falta de recursos nesse sentido, pois se ainda tivesse alguma coisa, suas 6 ex-mulheres já teriam lhe arrancado tudo, até mesmo as cuecas.

Nossa, 50 anos!

Sem aposentadoria, sobrevivendo de aparência, vivendo a sobra dos outros e muitas vezes precisando de ajuda para manter seu fantasioso padrão de vida, sem êxito também na vida amorosa e o pior começava a sofre de problemas de ereção. Agora não podia se valer nem daquilo que se achava bom.

Bendita campanha que veio em boa hora.

Bendita campanha da salvação!


Continua...

 
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