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terça-feira, 4 de abril de 2017 0 comentários

MARCELO CRIVELLA: ESCOLAS COM MUROS À PROVA DE BALAS! - NA HORA DO TIROTEIO, ADIVINHA QUEM VAI USAR O LOCAL?



Esse Marcelo Crivella é o que? Não sei. Mas está me parecendo um bocado limitado. Quer transformar as escolas situadas em locais de risco em Bunkers à prova de balas. Ou ele está se achando o imbecil do Trump ou está com desarranjo mental. Além de mostrar a péssima assessoria que tem. Pelo visto, os assessores estão ali só para dizer amém a tudo que ele fala.

Será que não tem um “irmão” ao lado dele que lhe conte o mico que está pagando?
Desde quando muro resolveu alguma coisa na humanidade?

Bispo Marcello Crivella, o que você quer fazer é colocar as pobres escolas ainda mais no centro do tiroteio do que já estão.

Essas áreas de risco, as quais se refere o Bispo prefeito, são locais ou dentro ou nos entornos das comunidades mais violentas da cidade.

Por vezes, esses confrontos armados ocorrem nas imediações de escolas. Por vezes, não. A partir de agora, isso acaba.

Com essa idéia genial passarão a ocorrer sempre dentro delas. Será o primeiro lugar onde os bandidos irão se refugiar da polícia, e vice-versa, que ninguém é de ferro). 

Lá eles encontrarão o pacote VIP completo: refúgio à prova de balas,  que já vem com refens incluídos, merenda e água fresca.

Caso o prefeito “gênio” faça o que está falando (vindo dele existe uma distancia bíblica entre uma coisa e outra), ele estará não só colocando as escolas no centro do tiroteio, como transformando todos os alunos, professores, serventes e quem mais estiver dentro, em potenciais reféns.

Não é preciso ser um estrategista para concluir que um local à prova de balas é o melhor lugar para se estar durante um tiroteio. E todos pensam assim. Polícia, bandidos, alunos e todos nós. Ou seja, se os bandidos chegarem primeiro, e chegarão, estarão não só num Bunker à prova de balas, como com centenas de crianças e professores como reféns.

Bispo prefeito Marcelo Crivella, você está conseguindo piorar muito o que já estava péssimo.

Edmir Silveira
domingo, 26 de março de 2017 1 comentários

O BRASIL TEM MOSTRADO SUA CARA?



O Brasil é um país de mal educados. Um país de ignorantes. Somos um povo que, por esses motivos, é muito fácil de ser enganado e conduzido, como o admirável gado novo da poesia de Zé Ramalho.

Nada disso que vemos hoje é novidade. Nada.

A diferença, atualmente, é que, graças à internet, estamos descobrindo que existe muita coisa podre no reino do Brasil.

O descaramento e falta de vergonha na cara dos políticos, de todos os partidos, é uma coisa inacreditável! Da vontade de dar um soco na cara deles!

A população, em sua maioria, está atordoada sem saber o que pensar a respeito de uma quantidade enorme de denúncias que se sucedem diariamente há mais de dois anos, ininterruptamente.

Uma quantidade gigantesca de informações e contra-informações impossível de ser processada pela maioria da população.

Mais ainda para uma população que, em sua maioria, não tem esclarecimento básico (educação formal) mínimo para compreender onde aqueles fatos impactam na sua vida diária.

Ou seja, nosso povo sequer está preparado para entender onde, quando e como está sendo roubado.

Desvio de verba, propina, caixa dois, superfaturamento em obras e mais uma dezena de nomes para designar uma coisa só: roubo!

E, que ninguém venha dizer que é furto, apropriação indébita ou qualquer outro termo que só alguns entendem. Ninguém está interessado em definições técnicas, deixemos isso para os advogados de acusação.

Se querem realmente que todos entendam o que está acontecendo é necessário desenvolver uma comunicação à altura do vocabulário do brasileiro médio, que é paupérrimo, restrito a algumas centenas de palavras. Mesmo assim, grande parte da população continuará sem compreender por se tratar de analfabetos funcionais.

O déficit educacional do país é gigantesco. A dívida social, nesse setor, que todos os mandatários, em todos os níveis e em todos os tempos,  tem com o povo brasileiro, é impagável!

Hoje, ficou extremamente fácil compreender porque grandes mentes nacionais sempre afirmaram que só a educação de qualidade tiraria o país de um destino de república de bananas. Hoje, me dei conta que as bananas somos nós. Sempre fomos uns bananas. Principalmente, por não termos dado a devida importância às palavras de Darcy Ribeiro, Ariano Suassuna, Rubem Alves e tantos outros educadores.

Vejam como custou, custa e continuará custando caro ao país negar aos jovens uma educação com uma qualidade mínima que os permita entender a própria vida e o funcionamento de seu país.

O Brasil está num estágio tão confuso e perdido que se faz necessária a presença de todos na busca de caminhos. Porque não precisamos de UM caminho. Precisamos de 200 milhões de caminhos. Todos os brasileiros estão sem direção no momento. Até os que achavam que mandavam no timão dessa nau dos insensatos.  

É tanta mentira, tanta desonestidade, por todos os lados da vida cotidiana de todos nós que não é exagero falar que todo brasileiro está se sentindo com o rabo preso nesse momento. Não pela lava-jato (nessa só os milionários), mas pela própria consciência.

Ficou claro que a complascência excessiva e a aceitação de aparentes pequenas deturpações do tipo “levar vantagem em tudo, certo?” ou “Jeitinho brasileiro” foram degenerando e se expandindo para todas as camadas da população, indistintamente. Uma decadência moral invisível, lenta e quase imperceptível a olho nu. Mas que, como bola de neve, foi acelerando e ganhando cada vez mais volume até se tornar uma catástrofe, arrastando tudo e todos pela frente.

No momento, nos falta crença em nós mesmos. Estamos envergonhados de quem elegemos para nos representar. Estamos envergonhados do que estávamos nos tornando como povo. Um país que dá um passo pra frente e dois pra trás.

Todos estamos exaustos com os acontecimentos desses últimos anos. Não estávamos acostumados a lutar por nada.

Não lutamos por nossa independência, não lutamos para libertar os escravos, não lutamos para impor a república. Agora, Estamos vendo como é difícil se construir um país digno e justo esperando que tudo nos seja concedido como benevolência de uma instância superior.

Esses políticos são ardilosos, tentam impor suas vontades de milhares de maneiras, milhões se necessário. Tentarão nos vencer pelo cansaço, podem ter certeza.

A maioria ali troca de voto, de partido e até de mãe muito mais fácil do que de cuecas.

No Brasil não existem partidos políticos, existem quadrilhas que atuam na política. Como no antigo jogo do bicho ou no tráfico de drogas, cada um tem seus pontos de exploração. Empreiteiras, petróleo, exportação de carnes, e, muito provavelmente toda a cadeia produtiva nacional. Porque quem não participa está acabado. Muitos dos empresários que serão presos na lava jato não tiveram muita escolha. Ou alguém tem dúvida disso?

Nesse ambiente completamente prostituído e corrompido quem não entra na dança está fora da festa...

Essas práticas se repetem em todos os níveis da vida brasileira. Uns achacando outros quando podem. Governadores, prefeitos, juízes, Fiscais, superintendentes, diretores, gerentes...

Todos achacando e despejando seus recalques em quem vem, supostamente, abaixo hierarquicamente. E, assim, estamos construindo um país muito feio. Muito feio.

Mas, que ainda teima em acreditar que pode ser feliz.

 Edmir Silveira
terça-feira, 20 de setembro de 2016 0 comentários

GENTILEZA GERA GENTILEZA



Em nosso dia a dia devemos ter muito cuidado com modo que tratamos as pessoas, mesmo aquelas que não simpatizamos devem ser tratadas com respeito. Respeito é bom e todo mundo gosta. E não devemos nos fixar apenas no campo confortável da boa educação, pois da mesma forma que você facilmente percebe hostilidade as outras pessoas, elas detectam a que vem de você. Não adianta ser educado se o tom de voz demonstrar ironia, amabilidade exagerada também pode ser uma grande furada, afinal de contas ninguém é bobo. 

"A maior ignorância de uma pessoa não é na escrita e nem no falar, é não saber tratar seu próximo como você gostaria de ser tratado".(Kleber Chamabrelli)
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 2 comentários

ANARQUISMO: filosofia e história – 165 obras para download

ANARQUISMO: filosofia e história


Google Drive:
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uTorrent (via pirate bay – clique em  “magnet link”):
   http://thepiratebay.se/torrent/9234441

Caso o site acima não esteja acessando, clique nesta pasta onde encontra-se todos os torrents:
https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlakRydmRmZFpjVkU&usp=sharing

ACKELSBERG, M. Free women of Spain – anarchism and the struggle for the emancipation of women
ADDOR, C. Um homem vale um homem – memória, história e anarquismo em Edgar Rodrigues
ALVES, M. Natureza e anarquia – Proudhon e Kropotkin
ALVES, M. O elogio da anarquia em ‘O que é a propriedade’ de Proudhon
ANDRADE, C. Blásfemos e sonhadores ideologia, utopia e sociabilidades nas campanhas anarquistas em a lanterna (1909-1916)

AVELINO, N. Anarquismos e governamentalidade[doutorado]
AVELINO, N. Estudos anarquistas e teoria política – entre Proudhon e Foucault
AVELINO, N. Governamentalidade e anarqueologia em Foucault
AVELINO, N. Malatesta – revolta e ética anarquista
AVELINO, N. Poder e governo em Proudhon e Foucault
AVELINO, N. Revolta, ética e subjetividade anarquista

BAKUNIN, M. A ilusão do sufrágio universal
BAKUNIN, M. A reação na Alemanha
BAKUNIN, M. Bakunin por Bakunin
BAKUNIN, M. Carta a Alexandre Herzen
BAKUNIN, M. Critica y accion [espanhol]
BAKUNIN, M. Dios y el estado – notas sobre rousseau [espanhol]
BAKUNIN, M. El principio del estado [espanhol]
BAKUNIN, M. Estatismo y anarquía [espanhol]
BAKUNIN, M. La mujer, el matrimonio y la família
BAKUNIN, M. La política del consejo
BAKUNIN, M. O conceito de liberdade
BAKUNIN, M. O sistema capitalista
BAKUNIN, M. O socialismo libertário

BERKMAN, Alexander. Kronstadt (em espanhol)
BERNERI, M. L. Viaje a través de la utopia
BEY, Hakim. TAZ (Zona Autonoma Temporaria)
BONOMO, A. O anarquismo em São Paulo [mestrado]
BOOKCHIN, M. Compilación de escritos

CABRAL, M. Teatro anarquista, futebol e propaganda
CAMPOS, C. O sonhar libertário – movimento operário nos anos de 1917 a 1920
CAPPELLETTI, A. La Ideologia Anarquista
CASTRO, R. A cisão no anarquismo argentino – as perspectivas

CHOMSKY, N. Apuntes sobre anarquismo
CHOMSKY, N. Fabricando consenso – el control de los medios massivos de comunicacion
CHOMSKY, N. O lucro ou as pessoas
CHOMSKY, N. Os caminhos do poder

COGGIOLA, O. A primeira internacional e a comuna de Paris

COLOMBO, E. Anarquia e anarquismo
COLOMBO, Eduardo. Anarquismo ante la crisis de las ideologías [espanhol]
COLOMBO, Eduardo. La vontad del pueblo – democracia y anarquía [espanhol]
COLOMBO, Eduardo. L’espace politique de l’anarchie [francês]

COLSON, D. Nietzsche e o anarquismo
COLSON, D. O anarquismo hoje

CORNÉLIUS, G. O Bakuninismo – um estudo sobre o coletivismo [monografia]

CORRÊA, F. Anarquismo, poder, classe e transformação social
CORRÊA, F. Elementos para uma teoria libertária do poder
CORRÊA, F. O sentido do termo “anarquia”
CORRÊA, F. Poder e participação
CORRÊA, F. Rediscutindo o anarquismo [mestrado]

COSTA, C. T. O que é anarquismo
CUBERO, Jaime. O movimento anarquista no Brasil – entrevista da Revista Utopia

DUARTE, R. A imagem rebelde – a trajetória libertária de Avelino Fóscolo

FABBRI, L. Carácter ético del anarquismo
FABRI, L. O caráter ético do anarquismo
FLORESTA, L. A gênese do pensamento pedagógico anarquista
FOSCOLO, A. O semeador
FREIRE, R; BRITO, F. Utopia e Paixão – A Política do Cotidiano

GALLO, S. Anarquismo e educação – os desafios para uma pedagogia anarquista hoje
GALLO, S. Escola pública numa perspectiva anarquista
GALLO, S. O paradigma anarquista em educação
GATTAI, Z. Anarquistas graças a deus

GOLDMAN, Emma. Dois anos na Rússia
GOLDMAN, Emma. O Indivíduo a Sociedade e o Estado, e Outros

GONÇALVES, C. Homem regenerado Brasil reformado [TCC]
GORDON, U. Anarchism and political theory [inglês]
GRAEBER, D. The new anarchists [inglês]

GUÉRIN, D. El anarquismo
GUÉRIN, D. Marxismo e anarquismo

GUIMARAES, Adonile. Anarquismo e ação-direta como estratégia [mestrado]

HAMON, A. Psicología del socialista-anarquista
HART, J.M. Anarquismo e la clase obrera no México
HOROWITZ, I. Los anarquistas – la teoria

KROPOTKIN, P. A Conquista do Pão
KROPOTKIN, P. Ajuda Mutua um fator de evolução
KROPOTKIN, P. Anarquismo (enciclopédia britânica)
KROPOTKIN, P. As prisões
KROPOTKIN, P. O assalariado
KROPOTKIN, P. O Princípio Anarquista e outros ensaios

LANDAUER, G. Revolution and other writings [inglês]
LEAL, C. Pensiero e dinamite – anarquismo e repressão em SP nos anos 1890
LEHNING, A. Marxismo y anarquismo en la revolucion rusa
LEUENROTH, E. Anarquismo – roteiro da libertação social
LEVAL, G. Espagne libertaire [francês]
LOPREATO, C. O espírito da leis – anarquismo e repressão política no Brasil
LOPREATO, C. O espírito da revolta – a greve geral anarquista de 1917

MACKAY, J.H. The anarquists

MALATESTA, E. Amor y anarquia.pdf
MALATESTA, E. Anarquismo e Anarquia
MALATESTA, E. Entre campesinos
MALATESTA, E. Escritos revolucionários
MALATESTA, E. Pensamiento y accion revolucionários
MALATESTA, E. Um pouco de teoria
MALATESTA; MERLINO. Elecciones y anarquismo

MATEUS, J. G. Liberdade em Mikhail Bakunin
MATEUS, J. G. O sindicalismo revolucionário como estratégias nos congressos
MELLA, R. El socialismo anarquista
MENDES, S. As mulheres anarquistas na cidade de São Paulo, 1889-1930
MIRANDA, J. Recuso-me! ditos e escritos de Maria Lacerda de Moura

MONTEIRO, Fabrício. O materialismo histórico de Bakunin
MONTEIRO, Fabrício. O materialismo no debate Feuerbach, Stirner e Marx
MONTEIRO, Fabrício. Significações do ‘eu’ niilista [mestrado]

NETTLAU, M. Anarchism Communist or Individualist –Both
NETTLAU, M. História da anarquia
NETTLAU, M. La anarquia a traves de los tiempos

PASSETTI, E. Poder e anarquia
PAZ, A. Durruti y la revolución
PENNA, M. Socialistas libertários e lutas sociais no RJ
POMINI, Igor. Revolução espanhola [mestrado]

PROUDHON, P-J. A filosofia da miséria
PROUDHON, P-J. A guerra e a paz
PROUDHON, P-J. Do princípio federativo
PROUDHON, P-J. Filosofia Da Miséria (Tomo II)
PROUDHON, P-J. General Idea Of Revolution In The 19th Cent
PROUDHON, P-J. Idéia Geral Da Revolução No Século Dezenove
PROUDHON, P-J. O Que é a Propriedade?
PROUDHON, P-J. Sociedade Sem Autoridade

PUENTE, I. Comunismo libertário

RAGO, M. O anarquismo e a história
READ, H. A filosofia do anarquismo
READ, H. Al diabo con la cultura
READ, H. Anarquia y orden
READ, H. Arte poesia y anarquismo

RÉCLUS, E. La anarquía y la iglesia

ROCKER, R. Anarco sindicalismo – teoria y pratica [espanhol]
ROCKER, R. Artistas y rebeldes
ROCKER, R. As idéias absolutistas no socialismo
ROCKER, R. La tragédie de l’Espagne [francês]
ROCKER, R. Porque sou anarquista
ROCKER, R. The nation and the light of modern race theories [inglês]

RODRIGUES, E. Pequena história da imprensa social no Brasil
ROMANI, C. Oresti Ristori – uma aventura anarquista [mestrado]

SAMIS, A. Bolchevismo e anarquismo
SAMIS, A. Matizes do sentido
SAMIS, A. Neno Vasco e os grupos anarquistas em Brasil e Portugal
SAMIS, A. Sindicalismo e anarquismo no Brasil
SAMIS, A. Uma terra sem amos – federalismo na comuna de Paris

SANTOS, Kauan. Ação e militância anarquista nas manifestações operárias de 1917
SCHMIDT, M; WALT, V. Apresentando a Chama Negra
SCHMIDT, S. Accursed Anarchism Five Post-Anarchist Meditat
SEIXAS, J. Acerca do militante anarquista
SILVA, Custódio. A concepção de educação em Max Stirner (monografia)
SILVA, Regina. A linguagem anárquica de Barthes em dois momentos
SILVA, Regina. Stirner e Barthes – questões da linguagem e o anarquismo individualista
SILVA, Thiago L. Memórias de um anarquista na Porta da Europa [mestrado]
SILVA, Thiago L. Revolucionário ou reformista – sobre Malatesta
SILVA, Wanderlei. ‘Anarquia no Reino Unido’ – proposta anarquista em V de Vingança [TCC]
SOREL, G. El sindicalismo revolucionário
STIRNER, M. Textos Dispersos

THOREAU, H. Desobedecendo – a desobediencia civil e outros escritos
THOREAU, H. Desobediência civil
THOREAU, H. Walden ou a vida nos bosques

TOLSTOI, L. Cristianismo e anarquismo
TOLSTOI, L. O reino de Deus está em vós

TUCKER, Benjamin. Individual liberty

VACCARO, S. Anarquismo e ontologia
VASCO, Neno. A greve dos inquilinos
VASCO, Neno. Georgicas – ao trabalhador rural
VIANA, Rafael. Anarquismo – uma breve genealogia história

WALTER, N. O que é Anarquismo
WOODCOCK, G. historia das ideias e movimentos anarquistas

ZERZAN, J. O futuro primitivo
domingo, 15 de dezembro de 2013 2 comentários

Adorno, Arendt, Benjamin e Habermas – 37 obras para download


Theodor Adorno, Hannah Arendt, Walter Benjamin e Jürgen Habermas


Google Drive:
https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlSDF1UWZ1UkprUWs&usp=sharing

uTorrent (clique em clique em “magnet link”):
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Caso o site acima não esteja acessando, clique nesta pasta onde encontra-se todos os torrents:

ADORNO, T. Anotações sobre Kafka in Prismas – crítica cultural e sociedade
ADORNO, T. As Estrelas Descem a Terra
ADORNO, T. Conceito de Esclarecimento
ADORNO, T. Dialética negativa
ADORNO, T. Educação e emancipação
ADORNO, T. Indústria Cultural e Sociedade
ADORNO, T. Introdução à Sociologia da Música
ADORNO, T. Mínima moralia
ADORNO, T. Notas de Literatura I
ADORNO, T. Teoria estética
ADORNO, T. Textos escolhidos – Os pensadores

ARENDT, Hannah. A Condição Humana
ARENDT, Hannah. Da Violência
ARENDT, Hannah. Los origenes del totalitarismo (em espanhol)
ARENDT, Hannah. O que é política?
ARENDT, Hannah. O significado em revolução. In ‘Sobre a revolução’
ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo
ARENDT, Hannah. Reflexões sobre little rock

BENJAMIM, W. A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica
BENJAMIN, W. A Modernidade e os Modernos
BENJAMIN, W. Diário de Moscou
BENJAMIN, W. Discursos interrumpidos I – Filosofía del arte y de la historia
BENJAMIN, W. Documentos de cultura, documentos de barbárie
BENJAMIN, W. Ensaios Reunidos – Escritos Sobre Goethe
BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política
BENJAMIN, W. O Iluminismo visionário
BENJAMIN, W. Obras Escolhidas, Vol. 1 – Magia e Técnica, Arte e Política
BENJAMIN, W. Obras Escolhidas, Vol. 2 – Rua de Mão Única

HABERMAS, J. Direito e democracia, vol. 1
HABERMAS, J. Direito e democracia, vol. 2
HABERMAS, J. O Discurso Filosófico da Modernidade
HABERMAS, J. On the Logic of the Social Sciences
HABERMAS, J. Para a reconstrução do materialismo histórico
HABERMAS, J. Pensamento Pós-Metafísico – Estudos Filosóficos
HABERMAS, J. Técnica e Ciência Como Ideologia
HABERMAS, J. Verdade e Justificação – Ensaios Filosóficos
HABERMAS, J; RAWLS, J. Debate Sobre el Liberalismo Político
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BAUMAN,BOURDIEU E ELIAS – 50 obras para download

Zygmunt Bauman, Pierre Bourdieu e Norbert Elias


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uTorrent (descompactado – possibilidade de escolher quais livros quer baixar):
Caso o site acima não esteja acessando, clique nesta pasta onde encontra-se todos os torrents:

BAUMAN, Z. A arte da vida
BAUMAN, Z. A fragilidade dos laços humanos
BAUMAN, Z. Amor Líqüido
BAUMAN, Z. A liberdade
BAUMAN, Z. A sociedade individualizada
BAUMAN, Z. Capitalismo parasitário
BAUMAN, Z. Comunidade
BAUMAN, Z. Confiança e medo na cidade
BAUMAN, Z. Em busca da política
BAUMAN, Z. Ensaios Sobre o Conceito de Cultura
BAUMAN, Z. Ética pós-moderna
BAUMAN, Z. Et al. O Papel da Cultura nas Ciências Sociais
BAUMAN, Z. Globalização e as consequências humanas
BAUMAN, Z. Identidade – entrevista a Benedetto Vecchi
BAUMAN, Z. La Cultura como Praxis
BAUMAN, Z. La sociedad sitiada (em espanhol)
BAUMAN, Z. Legisladores e Intérpretes
BAUMAN, Z. Medo Líquido
BAUMAN, Z. Modernidade e Ambivalência
BAUMAN, Z. Modernidade Líquida
BAUMAN, Z. Modernidade e Holocausto
BAUMAN, Z. O mal-estar da pós-modernidade
BAUMAN, Z. Por uma Sociologia Crítica
BAUMAN, Z. Tempos líquidos
BAUMAN, Z. Vida a crédito
BAUMAN, Z. Vida Para Consumo
BAUMAN; MAY. Aprendendo a pensar com a sociologia

BOURDIEU, P. A Dominação Masculina
BOURDIEU, P. A ilusão biográfica
BOURDIEU, P. As regras da arte
BOURDIEU, P. Coisas Ditas
BOURDIEU, P. Escritos da educação
BOURDIEU, P. Homo Academicus
BOURDIEU, P. Lições da Aula
BOURDIEU, P. Meditações Pascalianas
BOURDIEU, P. O poder simbólico
BOURDIEU, P. Os Usos Sociais da Ciência
BOURDIEU, P. Para uma Sociologia da Ciência
BOURDIEU, P. Questões de Sociologia
BOURDIEU, P. Razões Práticas – Sobre a Teoria da Ação
BOURDIEU, P. Sociologia

ELIAS, N. A Condição Humana
ELIAS, N. A peregrinação de Watteau à Ilha do Amor
ELIAS, N. A sociedade de corte
ELIAS, N. A sociedade dos indivíduos
ELIAS, N. O processo civilizador, vol. I: uma história dos costumes
ELIAS, N. O processo civilizador, vol. II: formação do estado e civilização
ELIAS, N. Os alemães
ELIAS, N. Sobre o tempo
ELIAS, N. Teoria Simbólica
quarta-feira, 6 de novembro de 2013 3 comentários

VIOLÊNCIA NA ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ EMYGDIO DE OLIVEIRA

CRIANÇA SOFRE AGRESSÃO DENTRO DA ESCOLA E É LEVADA ENSANGUENTADA E INCONCIÊNTE PARA O HOSPITAL. DIRETORA E SUBDIRETORA TENTAM ESCONDER EPISÓDIO DE VIOLÊNCIA QUE É RECORRENTE.

 

 
MEU FILHO FICOU DE CASTIGO NA SECRETÁRIA POR TER TIRADO FOTO DE COLEGA QUE FOI AGREDIDO DENTRO DA ESCOLA.

Sei que não é o mais certo, mas dada a insegurança dentro da escola José Emygdio Oliveira faz algum tempo dei a meu filho mais novo um celular para que em caso de emergência entre em contato comigo, foi o que ele fez. E mesmo estando no primário teve a ideia de tirar foto do acontecimento....

Ontem mesmo a professora mandou que ele deletasse as imagens, sendo criança e em razão da educação que recebeu, obedeceu. Ainda assim, hoje meu filho foi impedido de assistir a aula de educação física (aula que ele mais gosta) FICANDO DE CASTIGO NA SECRETÁRIA das 9:00 até +- 11:00h.

Ao tomar conhecimento do castigo fui impedida de falar com a diretora, sendo autorizada a minha entrada na escola somente após ameaçar chamar a reportagem.
No entanto meu marido foi impedido de me acompanhar.

Contrariada e sem entender porque meu marido e pai do meu filho foi impedido de me acompanhar, mas obviamente a direção quer evitar testemunhas, fui conversar com a diretora.

Fui atendida primeiramente pela diretora Ana Lúcia e logo sendo interrompida pela diretora Fanny. Ambas disseram que meu filho não ficou de castigo, mas confirmaram a presença dele na secretária do período de pelo menos 9:00h até as 11:00h.
Segundo elas NÃO FOI CASTIGO, foi apenas uma conversa que ocorreu com outros alunos que se encontravam na mesma situação, pois tirar foto dentro da escola é crime e eles precisavam saber disso.

A subdiretora Fanny em tom de ironia ainda acrescentou que quando o prefeito vem visitar a escola mesmo ele tem que apresentar autorização para tirar fotos.
Avisando que existindo outras imagens ela entrará com processo criminal.

Gostaria de saber dessas diretoras quem eu devo processar caso ocorra algo grave com um dos meu filhos.

A Sr.Fanny mais uma vez irônica sugeriu que se eu não estou satisfeita que devo procurar outra escola.

Não quero outra escola, quero SEGURANÇA para os meus filhos e demais estudantes e professores que utilizam esse espaço.

DURMA COM UMA DESSAS!


https://www.facebook.com/jaquelineramiro1/posts/10200225988853016?comment_id=4636295&offset=0&total_comments=4&notif_t=feed_comment
terça-feira, 25 de junho de 2013 0 comentários

O Brasil está no osso, inflação, PIB pífio, endividado, o povo endividado...


A MODA AGORA É FALAR SOBRE A POSSIBILIDADE DE IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA,ou melhor "presidenta". Mas o maior problema não é a pessoa, e sim, o sistema que tem que mudar.

Por favor minha gente, não adianta destrona-la e deixar toda a quadrilha com o dinheiro que nos foi tirado, as refinarias da Petrobrás tomadas pela Bolívia, as Universidades doadas na África quando aqui criam um sistema nojento de cotas para os alunos da rede pública poderem cursar uma faculdade, dívidas perdoadas, caças doados, mensalão, como o BMG que até 2004 poucos sabiam que existia, agora patrocina campeões, como o Itaú criou um monopólio financeiro da noite pro dia passando a ser o maior banco do hemisfério sul?

O que na verdade precisamos, é fazer com que ela e os demais governantes coloquem o país no eixo, com medidas equilibradas e projetos sociais seguros; precisamos parar com as roubalheiras nas obras faraônicas e fantasmas, e concluir as que já está em curso. Precisamos de saúde de qualidade boa com investimentos controlados; precisamos de uma educação bem programada para atender aos anseios dos jovens na construção do futuro do país; precisamos extirpar a corrupção com atitudes firmes e sem o jeitinho brasileiro; precisamos acabar com a fome e a miséria, dando oportunidade de estudo e trabalho aos que estão abaixo da linha da pobreza. Enfim, precisamos de um país sério de verdade.


              Mucamas do PCdoB

          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
domingo, 9 de setembro de 2012 0 comentários

Arte de amar



Não faço poemas como quem chora,
nem faço versos como quem morre.
Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeira
quando muito moço; achava que tinha
os dias contados pela tísica
e até se acanhava de namorar.
Faço poemas como quem faz amor.
É a mesma luta suave e desvairada
enquanto a rosa orvalhada
se vai entreabrindo devagar.
A gente nem se dá conta, até acha bom,
o imenso trabalho que amor dá para fazer.

Perdão, amor não se faz.
Quando muito, se desfaz.
Fazer amor é um dizer
(a metáfora é falaz)
de quem pretende vestir
com roupa austera a beleza
do corpo da primavera.
O verbo exato é foder.
A palavra fica nua
para todo mundo ver
o corpo amante cantando
a glória do seu poder.

(Thiago de Mello)
sexta-feira, 7 de setembro de 2012 0 comentários

O ser humano está pelo que faz



O que o homem faz
O ser humano está pelo que faz.
Mas o que é o fazer, a essencial
virtude de quem vive? me pergunto.
Não me sei responder, só me indagar.
(...)

Ainda que me indague mal e pouco
a respeito de mim, depois da morte,
onde fazer é verbo inconjugável.
E se indago apenas sei dizer
o que é o fazer aqui e que me faz
ser um homem compondo a minha vida
de sono e sonho, prêmio e desvario,
eu com os outros (eu para eles, outro)
a quem me dou querendo me saber.
O homem vale só pelo que faz.

(Thiago de Mello)
sexta-feira, 3 de agosto de 2012 0 comentários

Escravidão no Brasil


Sem dúvida, um dos mais tristes momentos da nossa história. Foram os escravos que produziram todas ou quase todas as riquezas da América. No início, os portugueses, escravizaram os índios, porém com o passar do tempo, foram substituídos pelos africanos. Alguns estudiosos acham que esta substituição se deu pelo fato dos africanos se adaptarem melhor ao tipo de trabalho realizado na colônia. É importante ressaltar que o vergonhoso comércio de escravos representou uma excelente alternativa econômica para a Europa e trouxe muitos lucros para os europeus. A escravidão do negro era mais rentável do que a do índio, por isso, valia a pena o alto custo do investimento.

A presença negra na América começou por volta de 1550. O escravo africano era considerado por muitos como simples mercadoria e a escravidão chegou a ser indispensável para o progresso e prosperidade do país. Quando chegavam aqui, eram exibidos para que os compradores pudessem analisá-los. Evitavam comprar escravos da mesma família ou da mesma tribo (pois não queriam rebeliões).

Os escravos viviam em senzalas, onde ficavam presos quando não estavam trabalhando, e eram responsáveis por todo trabalho braçal realizado nas fazendas. Trabalhavam de sol a sol e não tinham quase tempo para descansar. A vida útil do escravo adulto não passava de 10 anos (por causa da dureza dos trabalhos e precariedade da alimentação) e seus filhos eram seus substitutos. Qualquer deslize era motivo para as mais horríveis punições. Para fugir de todos estes sofrimentos, alguns escravos se suicidavam; outros, matavam seus feitores e ainda os que fugiam para os quilombos.

Nos quilombos (geralmente localizados em lugares de difícil acesso), os escravos viviam em liberdade, produziam seus alimentos, fabricavam roupas, móveis e instrumentos de trabalho, cultivavam também as crenças, as tradições e os costumes africanos. O adultério, o roubo e o homicídio eram punidos com a pena de morte. Alguns escravos que não conseguiam chegar até o quilombo, eram capturados no meio do caminho pelos capitães-do-mato que eram remunerados pelo seu trabalho.

Os quilombos estavam espalhados em todo o território colonial, porém, a falta de registros impede que estudiosos descubram mais detalhes sobre eles. Mesmo assim, ainda encontramos comunidades remanescentes de antigos quilombos no interior do Brasil. O mais famoso de todos os quilombos, chamava-se Palmares e ficava em Alagoas. Esse quilombo possuía aproximadamente 20 ou 30 mil habitantes. Dentre os seus líderes destacava-se Zumbi. Durante o século XVII, vários governos (portugueses e holandeses) quiseram destruí-lo. Foram várias tentativas em 80 anos de conflito, mas Palmares resistia bravamente e chegou a derrotar cerca de 30 expedições enviadas. Foi somente em 1695 que Palmares foi destruído por completo, com a colaboração do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho que para cumprir a missão se armou com homens preparados e um vasto material bélico. Zumbi foi capturado um ano depois da destruição de Palmares e foi executado. Só a partir da Independência (1822) que as pessoas começaram a ter uma consciência antiescravista. Baseado nos ideais iluministas (o pensamento iluminista considerava o homem como a obra mais importante de Deus), muitos achavam que em uma sociedade livre, não havia espaço para a escravidão. Na mesma época (séc. XIX), cresciam as pressões internacionais pelo fim do tráfico negreiro.

Em 1821, a Assembléia Geral aprovou uma lei pela qual os africanos que entrassem no país a partir daquela data seriam livres, mas isso ficou só no papel. A Inglaterra aboliu a escravatura em 1833 (embora tenha sido o maior país traficante de escravos até o final do século XVIII) e passou a ser uma grande defensora da abolição. Após a Revolução Industrial, a busca por mercados consumidores mais amplos começou a se intensificar. Era preciso buscar trabalhadores assalariados e como os escravos não recebiam por seus trabalhos e não podiam comprar, a Inglaterra começou a fazer pressão para o fim da escravidão. O Brasil era, naquela época, o maior comprador de escravos, logo esta pressão caiu sobre o nosso país. Em 1845, foi aprovado o Bill Aberdeen – uma Lei que autorizava a esquadra britânica a prender os navios negreiros e a julgar seus tripulantes. O Brasil protestou, porém, em 1850 (cedendo às pressões inglesas), a Assembléia Geral aprovou a Lei Eusébio de Queirós, que extinguiria o tráfico negreiro.

A partir de 1860, os manifestos contra a escravidão ficavam cada vez mais intensos, graças à imprensa e a várias campanhas antiescravistas. Muitos se declararam abolicionistas, como por exemplo, o poeta Castro Alves (Terceira Geração Romântica – Poesia Social), chamado “Poeta dos Escravos”. Ele escreveu as seguintes obras: “Navio Negreiro” e “Vozes d’Africa” e “Os Escravos”. Em 1865, com a abolição da escravatura nos EUA só restavam dois países com o regime de escravidão: Brasil e Cuba. A situação se agravou e em 1871 foi assinada a Lei do Ventre Livre declarando que todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data estariam livres.

Em 1885, a Lei dos Sexágenarios declarava libertos todos os escravos acima de 60 anos. Essa Lei foi encarada pelos abolicionistas como uma “brincadeira de mau gosto”, pois a vida útil de um escravo adulto não passava de 10 anos. No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Izabel assinou a Lei Áurea que declarava extinta a escravidão no Brasil. Vários fatores causaram a assinatura desta Lei, dentre eles a rebeldia dos escravos e as campanhas abolicionistas.

Embora não existisse mais escravidão no Brasil, os escravos, agora livres, tinham um grande problema pela frente: foram postos em liberdade sem nenhuma garantia de emprego ou qualquer coisa que garantisse a sua sobrevivência. Tinham ainda que se preocupar com um fator que até hoje os persegue: o preconceito. Apesar de todos os sofrimentos, é inegável que o negro contribuiu muito para a nossa cultura, além da diversidade étnica, a cada dia que passa comprovamos a presença negra em vários setores: na culinária (feijoada, vatapá, acarajé), na religião (umbanda e candomblé), na música, no vestuário, etc.

Texto: Paulo Conceição

(Licenciando em História) UNIBAN

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Assistir aulas das melhores universidades do mundo através da internet

Objetivo é tornar acessível o conteúdo
disponibilizado por diversas instituições

Assistir aulas das melhores universidades do mundo através da internet já é uma realidade desde 2002, quando o renomado Massachussets Institute of Techonology (MIT) disponibilizou alguns de seus conteúdos de graça na rede. O movimento foi seguido por diversas instituições e agora ficou ainda mais acessível aos brasileiros: o portal Veduca, criado este ano, disponibiliza os vídeos legendados para quem tiver interesse.

O projeto nasceu da vontade de um grupo de engenheiros formados no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) de tocar um negócio que ajudasse a melhorar a vida das pessoas. Perceberam que as principais instituições de ensino no mundo caminhavam nesta direção, mas que havia pouquíssimas experiências no país. Quando o portal entrou no ar, em março, rapidamente bateu a marca dos 100 mil acessos. Isso sem investimento em publicidade e divulgação. Hoje, já são 500 mil acessos e quase 5 mil vídeos disponibilizados.

Carlos Souza, um dos fundadores, conta que, para colocar o portal no ar, eles contrataram 10 tradutores. No entanto, muitas pessoas começaram a procurá-los com o intuito de colaborar. Foi desenvolvida então uma plataforma no próprio site para os legendadores voluntários. Hoje, cerca de 100 ajudam com as legendas dos vídeos e o trabalho é todo supervisionado por especialistas, para evitar erros.

- O movimento do open course começa no MIT três anos antes de existir o YouTube. Só que apenas 2% dos brasileiros fala inglês bem. Então, havia um conteúdo enorme que as pessoas não tinham acesso. Temos uma carência muito grande na educação, há uma demanda enorme por parte das pessoas. Tem várias pessoas que entram em contato contando que estudam uma coisa, mas através do portal conheceram outras. Isso abre a cabeça das pessoas. Das pessoas que acessam a internet no país, 66% busca educação. Nossa meta é chegar a um milhão de acessos por mês até o fim do ano. E legendar todos os vídeos até 2013 - afirma Souza, um dos fundadores do projeto.

Além da legenda, o grupo investe em ferramentas tecnológicas para facilitar a vida dos usuários. Uma delas permite que sejam feitas buscas no áudio das palestras. Por exemplo: se um usuário busca por Freud, será apresentada uma lista de vídeos em que ele é citado. Ao clicar na opção desejada, a exibição começará do ponto em que o professor cita o pai da psicanálise. Ao mesmo tempo, ao assistir um vídeo, aparece uma lista de notícias relacionadas com o assunto. Os recursos já provocaram até o interesse empresas de mídia.

No segundo semestre, o portal vai entrar de cabeça na produção de vídeos em universidades brasileiras. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) será a primeira delas.

- O próprio reitor entrou em contato com a gente para fazer este trabalho. Fomos para uma reunião e conversamos para que a Unicamp seja a primeira a participar do Veduca entre as brasileiras. Estamos muito felizes com o resultado. Não pretendemos fechar o conteúdo. Vamos sobreviver com publicidade. O objetivo é facilitar o acesso ao conhecimento - resume Souza.

 
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