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terça-feira, 28 de março de 2017 0 comentários

REGISTRAR SEUS SONHOS PODE AJUDAR VOCÊ A SE ENTENDER MELHOR



Pesquisadores recomendam registrar sonhos para exercitar a memória e interpretar sua própria realidade.


Alguns casos famosos de pessoas inspiradas em seus próprios sonhos já renderam obras marcantes: muitas das poesias de Edgar Allan Poe foram baseadas em seus sonhos e a letra de “Yesterday”, de Paul McCartney, também surgiu enquanto o Beatle dormia.

Apesar disso, nem todos têm a sorte de lembrar detalhes de seus sonhos. Quantas ideias podem ter se perdido por causa disso? Esse é apenas um dos vários argumentos a favor de registrar no papel esses momentos.

Lembrar dos sonhos e poder interpretá-los serve como método para entender a si mesmo. Jayne Gackenbach, pesquisadora de sonhos da Universidade MacEwan, no Canadá, explica em entrevista ao Science of Us que, ao relembrá-los, você começa a notar certos padrões e anormalidades. Com o tempo, é possível usar essa noção para determinar quando estamos sonhando ou não.

O processo de descrever os sonhos em palavras também nos força a pensar mais ativamente sobre eles. Após a infância, é comum perdermos a habilidade de memorizar sonhos, mas tomar notas acaba funcionando como um exercício mental.

“Diários de sonhos também o ajudam a entender alguns sentidos da ‘vida acordado’”, disse Gackenbach. Os sonhos frequentemente oferecem um olhar sem filtros da sua própria realidade e são um tipo de paralelo da consciência de cada pessoa, como afirmou também o psicólogo Dylan Selterman. Mesmo assim, a memória humana muitas vezes é falha e essas lembranças podem variar com o passar do tempo.

“No período do sono, o cérebro vai fazer aquilo que sempre faz”, explicou Gackenbach. “Ele fornece inspiração criativa, regula as emoções negativas e, se conseguirmos acompanhar este processo, será mais fácil administrar essas sensações quando estivermos acordados.”

A pesquisadora observa que, para algumas pessoas, desenhar os sonhos pode ser um método mais fácil. Ela também recomenda dar títulos para cada sonho, o que “nos força a capturar a ideia essencial de cada um deles”.

Fora isso, não existem regras diretas para organizar seu próprio diário, mas o experimento é uma prática capaz de conectá-lo à própria psique e traduzir parte do que se passa dentro dela.

Fonte: Revista Science of Us
quinta-feira, 16 de julho de 2015 0 comentários

CAROLINA MARIA DE JESUS




(Sacramento, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977)

  A catadora de lixo que virou escritora. saiu do quarto de despejo para ganhar o mundo. Em sua época chegou a vender tanto quanto Jorge Amado e hoje, infelizmente, encontra-se no esquecimento.



Carolina Maria de Jesus nasceu em Minas Gerais, numa comunidade rural onde seus pais eram meeiros. Filha ilegítima de um homem casado, foi tratada como pária durante toda a infância, e sua personalidade agressiva contribuiu para os momentos difíceis pelos quais passou. Aos sete anos, a mãe de Carolina forçou-a a frequentar a escola depois que a esposa de um rico fazendeiro decidiu pagar os estudos dela e de outras crianças pobres do bairro. Carolina parou de frequentar a escola no segundo ano, mas aprendeu a ler e a escrever.

A mãe de Carolina tinha dois filhos ilegítimos, o que ocasionou sua expulsão da Igreja Católica quando ainda era jovem. No entanto, ao longo da vida, ela foi uma católica devota, mesmo nunca tendo sido readmitida na congregação. Em seu diário, Carolina muitas vezes faz referências religiosas.

Em 1937, sua mãe morreu, e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo. Carolina construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar. Ela saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família. Quando encontrava revistas e cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas. Começou a escrever sobre seu dia-a-dia, sobre como era morar na favela. Isto aborrecia seus vizinhos, que não eram alfabetizados, e por isso se sentiam desconfortáveis por vê-la sempre escrevendo, ainda mais sobre eles.

Teve vários envolvimentos amorosos quando jovem, mas sempre se recusou a casar-se, por ter presenciado muitos casos de violência doméstica. Preferiu permanecer solteira. Cada um dos seus três filhos era de um pai diferente, sendo um deles um homem rico e branco. Em seu diário, ela detalha o cotidiano dos moradores da favela e, sem rodeios, descreve os fatos políticos e sociais que via. Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.
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PRINCESA NEGRA DA LITERATURA

CAROLINA MARIA DE JESUS

(Sacramento, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977)

  A catadora de lixo que virou escritora. Saiu do quarto de despejo para ganhar o mundo. Em sua época chegou a vender tanto quanto Jorge Amado e hoje, infelizmente, encontra-se no esquecimento.

Carolina jamais se resignou às condições impostas pela classe social a qual pertencia. Em uma vizinhança com alto nível de analfabetismo, saber escrever era uma conquista excepcional. Carolina escreveu poemas, romances e histórias. Um dos temas abordados em seu diário foram as pessoas do seu entorno; a autora descrevia a si mesma como alguém muito diferente dos outros favelados, e afirmava “que detestava os demais negros da sua classe social”.

Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.



http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/bloco/escritora-carolina-maria-de-jesus-completaria-100-anos





segunda-feira, 17 de novembro de 2014 2 comentários

FILME- DIÁRIO PROIBIDO /DIÁRIO DE UMA NINFOMANÍACA


Li uma critica dizendo que Diário Proibido/Diário de uma ninfomaníaca (tradução ao pé da letra) é apenas um porno falsamente não-porno, porém discordo completamente dessa opinião e defendo o filme afirmando que tem drama, tem mensagem... mesmo tratando-se de um assunto direcionado ao sexo. Como mulher moderna, de moralismo flexível assim como é o tempo em que vivemos, me perdoem as feministas extremistas,mas admito: gostei desse "porno com historinha", e a pessoa que fez a critica também, pois assistiu até o fim.

Outra colocação que descordo é de que a estética perfeita tenha interferido na qualidade do filme. Acredito que o diretor Christian Molina tenha usado sabiamente desse recurso exatamente para sair do possível estigma de pornô.

Críticas mais duras ficam por conta do diretor ter sido um homem e por isso ter dado uma visão com foco masculino e as entradas feministas terem sido clichês. Mas minha gente, quem falou que o filme era para ser feminista? E se não for claramente feminista não presta?

Diário de uma ninfomaníaca é baseado em uma história real tirada de livro com o mesmo nome e fez muito sucesso nos EUA e Europa, agora ganhando amplitude mundial.Polêmico conta a história de Val, uma jovem francesa formada em economia, ninfomânica que registra suas experiências sexuais em um diário.

Acredito que a verdadeira Val tenha escrito suas experiências sexuais em um diário, realmente, como tentativa de conhecer melhor a si própria. O que deve ter sido muito importante para ela, lá encontramos suas confissões mais intimas e, o filme deixa claro que essa mulher se utilizava do corpo como fonte de prazer e mesmo busca de felicidade.

Quantas de nós mulheres teríamos coragem de fazer um décimo do que fez essa personagem? E por quais razões de fato?

De modo exagerado ou não, Val óptica pela possibilidade da experiência, mas toda essa liberdade sexual, vivida por uma mulher no que eu acredito ser a plenitude de sua sexualidade, no caso aqui os 29 anos de idade, não lhe apaziguaram as carências afetivas.

O tema ninfomânica nos desperta curiosidade e até mesmo certa inveja, mas depois de assistir um filme como esse acabamos por perceber que as coisas pode não ser tão fáceis assim para aquelas que venham de alguma forma a sofrer com essa patologia.

Se bem que quando o assunto e sexo ninguém é normal.

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NINFOMANÍACA- o que é?


Apetite sexual excessivo, hipersexualidade, Desejo Sexual Hiperativo (DSH) ou simplesmente Ninfomania (em mulheres) e Satiríase (em homens) é um transtorno sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual a ponto de causar prejuízos na vida da pessoa.

É um transtorno psiquiátrico - não existem razões biológicas para explicar sua origem. De acordo com o Código Internacional de Doenças (CID), a ninfomania é considerada uma compulsão, não relacionada à produção de hormônios sexuais. Assim como a compulsão por comida, bebida ou por compras, ela acontece quando a paciente  não consegue controlar seu impulso.



CURIOSIDADE: A atriz que interpreta a avó da personagem  Val é nada mais, nada menos que Geraldine Chaplin, filha  do saudoso cineasta Charles Chaplin.

FIXA TÉCNICA:
Diário Proibido/Diario de una Ninfómana
De Christian Molina, Espanha, 2008
Com Belén Fabra (Val), Leonardo Sbaraglia (Jaime), Ángela Molina (Cristina), Geraldine Chaplin (a avó), Pedro Gutiérrez (Hassan), Llum Barrera (Sonia), Judith Diakhate (Cindy)
Roteiro Cuca Canals
Baseado em livro de Valérie Tasso
Fotografia Javier G. Salmones
Música Roque Baños
Produção Canonigo Films, Filmax
Cor, 95 min*
Título em inglês: Diary of a Nynphomaniac 
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013 1 comentários

184 DIAS NÃO SOU ESCRITORA



Não sou escritora. Não sei jogar com as palavras, muito menos uso palavras difíceis que levam as pessoas a procurarem o seu significado. Não faço rimas, cometo erros de português e concordância, uso abreviações, e coloco vírgulas onde não precisa. Não procuro me inspirar pra escrever e pra quem não sabe, todos os dias eu escrevo pouco antes antes de postar. Admiro os grandes construtores de versos e frases bonitas que eu tive o prazer de conhecer desde que comecei a contar os meus dias sem ele.

Deixo o meu sentimento guiar os meus dedos pelas teclas do meu computador. Um desabafo, só. Sem grandes obras de arte. Um alívio que eu procuro. Calmaria pro coração. Companhia na solidão. Uma busca inconsciente de entender o que acontece comigo, de conhecer aquela que sorri, chora, ama e sente saudades todos os dias.

Eu que escrevo o que sinto, sinto o que escrevo e não sou escritora. Não por falta de um dom, ou talento. Mas talvez por muitas vezes perceber que eu não escrevo pra ninguém além de mim mesma. Eu registro pensamentos e sentimentos meus. Para que eles não se percam nesta grande complexidade que sou. Eu que já fui tantas e das tantas hoje me lembro tão pouco. Eu que já tive tantos e desses tantos lembro quase nada.

Esta que em metamorfose me tornei, me lembro tanto. Percebo finalmente que não quero ser outra além desta e que não quero mais tantos esquecíveis porque finalmente eu encontrei aquele que não se esquece. E escrevo, para que nada seja esquecido, mesmo que se vá. Escrevo um diário de bordo, não um romance, nem uma poesia.

Os dias sem ele. Só um registro de uma não escritora.




              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 0 comentários

VELHO DIÁRIO


Na infância cataloguei minha vida em pequenos diários, na adolescência em agendas anuais, e por fim cheguei aos blogs. Adorei essa interação por meios eletrônicos porque possibilitou que pessoas as quais eu nunca tinha visto antes passassem a se comunicar comigo e trocar experiências. Desse modo, escrever me servia como válvula de escape. Ler e reler tudo o que escrevia ajudava a compreender, ou ao menos aceitar, o complexo mundo a minha volta.

Sei que a liberdade de escrever tudo como eu bem quisesse ou estendesse nunca foi real, mas sinto falta de poder escrever sem ressalvas. Escrever para desabafar, fazer confissões como quem fala a um velho amigo. Sem ter a impressão permanente de está sendo vigiada e analisada o tempo todo.
Mas agora nenhum lugar é seguro, Nem caderno, nem Email, nenhuma                                           rede social.
 
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