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segunda-feira, 20 de novembro de 2017 0 comentários

MULHERES NEGRAS USADAS PARA EXPERIÊNCIAS GINECOLÓGICAS



Famoso ginecologista estadunidense Marion Sims no século XIX comprava mulheres negras para fazer suas experiências ginecológicas de corte, em seus argumentos dizia que as negas não sentiam dor.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013 1 comentários

ORIGEM DA CONCIÊNCIA HUMANA




Entrevista com um dos maiores neurologistas da atualidade

No campus da Universidade de Iowa, Estados Unidos, o neurologista português António Damásio gasta boa parte do tempo tentando compreender uma das áreas mais nebulosas do conhecimento: a consciência humana. É difícil encontrar um desafio mais instigante para um cientista, diz Damásio. Afinal, o que poderia ser mais fascinante do que conhecer o modo como conhecemos?
Em seus dois livros, O Erro de Descartes e O Mistério da Consciência (editados no Brasil pela Companhia das Letras), Damásio descreve como a consciência abriu caminho para uma verdadeira revolução na natureza, tornando possível o surgimento da religião, da moral, da organização social e política, das artes, da ciência e da tecnologia. Ele tenta encontrar as respostas para as questões mais antigas da filosofia pesquisando o que há de mais novo no conhecimento do cérebro. Depois da polêmica em torno da clonagem humana, ele prevê que os debates mais fervorosos da ciência estarão ligados à possibilidade de manipularmos nossas emoções por meio de uma melhor compreensão da mente.



Qual a origem da consciência humana?
A consciência é fruto da necessidade básica de nos mantermos vivos. É claro que, na natureza, existe uma série de organismos simples que vivem de uma forma basicamente automática. Desde que mantenham cuidados básicos, como evitar perigos e adquirir a energia por meio dos alimentos, a vida desses organismos pode ser preservada. Os seres humanos são mais complexos: além de precisarem manter a vida de uma forma simples, eles têm que se adaptar a um ambiente cheio de dificuldades para obter energia e se expõem a inúmeros perigos e oportunidades. Nesse ambiente que não é apenas físico, mas também cultural, precisamos de um sistema complexo de imaginação, criatividade e planejamento. A consciência surge dessa necessidade.



Existe uma primeira forma de consciência?
Uma forma de consciência inicial aparece quando o homem sente que ele é um ser em si mesmo. É difícil encontrar uma palavra, em português, para definir o processo. Chamo essa consciência de self. É ela que faz que não sejamos um robô, uma máquina manipulável. Podemos guiar a imaginação e conduzir a criatividade por meio dessa consciência. Para compreendermos o que é a dor, o sofrimento, e também o prazer das outras pessoas, precisamos antes ter uma idéia de quem somos. E a consciência self é fundamental para que possamos respeitar os outros.



Como o estudo da consciência pode melhorar a vida das pessoas?
Grande parte do sofrimento humano é causado por conflitos das pessoas consigo mesmas. Quando conhecemos mais a natureza biológica do homem, encaramos esses problemas com outro olhar. Se conhecemos os mecanismos que acionam a ansiedade, a tristeza e a alegria, podemos entender melhor como cada pessoa é e evitar certos problemas. Pense nos conflitos religiosos, políticos e de grupos sociais. É claro que há bases econômicas para eles mas acredito que a compreensão das emoções pode ajudar a mudar a maneira pela qual as pessoas tentam resolver essas disputas. Entender a tendência para a violência, para a competição ou o funcionamento do medo é fundamental para o autocontrole. Posso soar otimista, mas acredito que, quando admitirmos que nossa razão é influenciada por essas emoções, o mundo poderá tornar-se melhor.



A compreensão detalhada da consciência não pode nos tornar mais céticos ao descobrirmos, por exemplo, que há, no cérebro, uma região responsável pelo amor ou outra pela fé?
Mesmo que venhamos a compreender a mente com mais profundidade, será muito difícil desvendar mistérios como a origem do universo ou o que faz com que nos apaixonemos por outra pessoa. É possível que nunca cheguemos a desvendar essas questões talvez nosso cérebro não tenha capacidade para compreender certos enigmas...



Como a crença em Deus...
Exatamente. Acho improvável que a neurociência consiga, um dia, apresentar razões para que as pessoas tenham ou deixem de ter fé numa inteligência superior. Elas podem até deixar de acreditar em milagres. Mas a ciência não tem como concluir que o Criador existe ou deixa de existir. A fé e a origem do universo não são problemas científicos passageiros. Mesmo assim, o conhecimento da mente pode mudar a forma como nos relacionamos com a vida. As pessoas tendem a aceitar a morte em função da complexidade do universo. Acho que deveria ser o contrário: constatando como a vida é frágil, podemos dar mais importância a ela e trabalhar para que seja a melhor possível enquanto dure.

A cada ano surgem um novo antidepressivo e drogas que provocam emoções artificiais.

Você acredita que, no futuro, teremos uma droga que possa acabar com as emoções ruins?
Acho que sim. É uma questão importante, que precisaremos discutir cada vez mais. Imagine uma superpopulação tomando Prozac diariamente. Esse grupo de pessoas alteraria um sistema natural e poderia causar diversos problemas é claro que alguns problemas seriam resolvidos, mas as consequências da proliferação dessa medicação poderiam levar à ruína de uma sociedade. Tem que haver mais investigação sobre como essas drogas serão usadas. É claro que as pessoas deprimidas devem ser tratadas, mas pode ser um erro tomar o medicamento apenas para inibir a timidez e impulsionar a vida social. A ciência precisa trazer mais informações para que esses temas não sejam discutidos pela simples opinião ou intuição de algumas pessoas.



Chegaremos, um dia, a manipular tão bem as áreas do cérebro que poderemos reproduzir com uma pílula a sensação de voar ou de passear numa montanha russa?
É bem provável que isso seja possível. E, sem dúvida, para a sociedade esse será um assunto tão polêmico quanto o da clonagem genética. Vamos ter que decidir o que deve e não deve ser permitido exatamente como na regulamentação da indústria do cinema e da televisão. Há um ponto em que tanto a criação artística quanto a científica precisam ser filtradas pela sociedade. Mas não podemos deixar que um burocrata decida isso. Quanto mais informações forem divulgadas no futuro, inclusive por meio desta revista, mais condições a sociedade terá para tomar suas decisões.



Que outro tipo de realidade virtual poderá ser criada, no futuro, manipulando o cérebro?
Prefiro não especular, tudo ainda não passa de teoria.



O estudo da consciência humana é um campo da ciência à espera de um novo Newton?
O problema da consciência é um tema complexo, que tem sido mal abordado. É evidente que é necessário avançar muito mais. Acho que meu livro O Mistério da Consciência traz alguns avanços importantes sobre o assunto, mas não devemos ter a ingenuidade de acreditar que tudo está resolvido. Há imensos problemas à espera de mais investigação e trabalho. Nos próximos dez ou 20 anos, talvez seja possível resolver boa parte deles.



Como escrever sobre assuntos tão complexos para o público leigo?
Os temas sobre os quais escrevo são importantes demais para ficarem restritos aos cientistas. Escrever sobre o pâncreas ou o fígado pode ser atraente apenas para os médicos, mas o público tem interesse quando falamos da mente, do pensamento, da emoção e do sentimento. É fantástico o retorno que tenho recebido dos leitores dos meus livros em todo o mundo. Interessados em arte, literatura e cinema dizem que essa pesquisa os ajuda a compreender melhor o que fazem nas suas próprias áreas.

ANTÓNIO DAMÁSIO
quarta-feira, 6 de novembro de 2013 1 comentários

MODELOS TIRAM A ROUPA EM ATO PELA CONSCIÊNCIA NEGRA NO FASHION RIO

CERCA DE 40 MODELOS FIZERAM O ATO NO EM FRENTE AO PÍER MAUÁ.
 PRIMEIRA NOITE DE DESFILES DA TEMPORADA ACONTECEU NESTA QUARTA-FEIRA 06/11/2013


 Durante ato, mulheres tiraram a roupa e ficaram só com calcinhas cor da pele (Foto: Giovana Sanchez / G1)
 Um grupo de cerca de 40 artistas e modelos fez um ato na Zona Portuária, em frente ao Píer Mauá, onde ocorre a primeira noite de desfiles da temporada outono/inverno do Fashion Rio, na noite desta quarta-feira (7). Segundo o diretor do grupo Palco dos Mil Sonhos, Leonidas Lopes, a apresentação é uma celebração pelo mês da consciência negra.
 A apresentação ocorre um dia após a assinatura de um termo de compromisso por parte da empresa que realiza o evento, a Luminosidade, e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, recomendando uma cota de 10% de modelos negros nos desfiles.
 "O termo de compromisso é uma celebração de um passo conjunto que pode trazer um espaço que ainda não há no Rio. O desenho estético vendido pela moda não atende a proposta de consumo da maioria da população brasileira", disse Moisés Alcuña, coordenador de políticas públicas da Educafro.

FONTE:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/11/apos-cota-para-modelos-no-fashion-rio-ato-celebra-consciencia-negra.html
sexta-feira, 19 de julho de 2013 0 comentários

MÃOS DADAS


Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro. 
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. 
Entre eles, considero a enorme realidade. 
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. 

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, 
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. 
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes, 
a vida presente.

Neste poema o poeta reafirma a sua consciência da existência de outros homens, seus companheiros. Com eles é que se sente de mãos dadas, e renunciou aos seus temas pessoais: uma mulher, uma história, a paisagem vista da janela. Não mais se refugiará na solidão porque o que lhe interessa é o tempo presente em que se acha inserido, e os homens que o cercam.

O poema "Mãos dadas" anuncia a utópica e festiva solidariedade humana. Como um ativista dos direitos humanos Drummond muitas vezes nega a influência do mundo moderno em sua obra, é o fugir do individual e o olhar para o coletivo e a solidariedade.

Como vimos, em "Mãos Dadas", Drummond diz: "Não serei o poeta de um mundo caduco / também não contarei o mundo futuro.". Isto é, o poeta não é arcaísta nem invencionista. E prossegue: "Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem da janela / Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicidas." O poeta afirma que não há espaço para o lirismo contemplativo, o escapismo romântico ou o pessimismo decadentista em sua poesia.

Carlos Drummond de Andrade
domingo, 3 de fevereiro de 2013 2 comentários

FAVELA SENDO REPRESENTADA NO CINEMA DE 1935




Lançado em 1935,quando atrizes eram mal vistas e mesmo hostilizadas pela sociedade,

Favela dos Meus Amores foi produzido por Carmen Santos e dirigido por Humberto Mouro.
Tendo por conhecimento que mesmo nos dias atuais o mundo das produções cinematográficas é quase exclusivamente masculino o fato de termos uma mulher como produtora torna o filme no minimo curioso. No entanto o que desejo salientar é o pano de fundo onde se desenvolve a trama - FAVELA- denuncia o título.

Enquanto o governo do Brasil representado por Getúlio Vargas esforçava-se por meio da censura para camuflar a massiva presença de negros e a pobreza existente no país, principalmente em respeito a capital tupiniquim. E o mercado brasileiro estava sendo tomado por produções norte americanas que impunham seu modelo de cinema hollywoodiano com mocinhas, bandidos e lugares de estética perfeita, Favela dos Meus Amores usa por cenário o morro. Não como um lugar de triste desordem ou violência, e sim como lugar de suavidade, beleza e musicalidade.


A impressa da época destacou a interpretação de Armando Louzada como "Nhonhô", alusão clara o a sambista carioca Sinhô.As canções apresentadas no filme  fizeram sucesso por longos anos consagrando a dobradinha música e cinema.A ousadia de mostrar nas grandes telas a favela agradou o público e a crítica, mesmo entre as elites, porém infelizmente essa importante  película não existe mais.

Segundo Alex Viany:

"primeiro filme carioca a aproveitar um dos mais trágicos, exuberantes e musicais da vida na capital do Brasil. o morro (...) marco importantíssimo não só por construir a coisa mais séria dos primeiros anos do per[iodo sonoro , mas também por seu sentido popular, que apontava um rumo verdadeiro a nossos homens de cinema".

Segundo Jorge Amado:

"Em relação as virtudes de Favela dos Meus Amores. O que Humberto conseguiu tirá da favela(fotografias absolutamente admiráveis) com motivo de emoção humana é simplesmente extraordinário. o grande morro legendário não aparece nesse filme com sua fisionomia deturpada. Muito ao contrário Humberto mouro soube conservar o ar próprio do morro, a sua vida miserável e, no entanto com tanta beleza os pretos e as mulatas do morro que movimentam o filme se revelam além de tudo artistas admiráveis. Estão de uma naturalidade espantosacomo se diante deles não estivesse a câmera.os efeitos da fotografia conseguido com as ruas das favelas estão além de toda e qualquer expectativa. nota-se também, com todos os louvores, a introdução das escolas de Samba, o maxixe dançado no cabaré, e todas as músicas do filme que são muito boas. o som também está bom, perdendo-se um numero relativamente pequeno de palavras."

Obs.: Mesmo com a maioria dos atores sendo brancos ou morenos Favela do Meus Amores acabou sendo censurado por mostrar muitos pobres e conseqüentemente negros.


Canções apresentadas em Favela dos Meus Amores:

Título: Ao luar;
Autor da canção: Barroso, Ari;
Intérprete: Santos, Carmen;

Título: Favela dos meus amores;
Autor da canção: Nássara;

Título: Quando um sambista morre;
Autor da canção: Barroso, Ari;

Título: Favela;
Autor da canção: Mesquita, Custódio;

Título: Fado, O;
Autor da canção: Vivas, maestro;
Intérprete: Orfeao Português;

Título: Todinha;
Autor da canção: Mesquita, Custódio;

Título: Ironia torturante;
Autor da canção: Caldas, Silvio;
Intérprete: Caldas, Silvio;

Título: Quase que eu disse
Autor da canção: Caldas, Silvio
Intérprete: Caldas, Silvio  



fontes:
Cinemateca Brasileira
Viany, Alex. introdução ao cinema brasileiro. rio de janeiro, MEC/INL,1956. p. 107-8.
Gomes, P.E. Salles, e Gonzaga, A. 70 anos..., op. cit., p. 90.
amado, Jorge. Favela dos Meus Amores. Boletim de Ariel, s. d. p. 30.
Filmografia: Censura Federal, Rio de Janeiro, entre 01 e 15.10.1935; renovação de Censura Federal (com metragem de 2.600m), para a Brasil Vita Filmes, entre 16 e 31.08.1946.




quarta-feira, 21 de novembro de 2012 0 comentários

Consciência Negra


Tive a impressão que nesse ano as pessoas de modo geral interagiram mais com as comemorações do dia da consciência negra. Nesse dia 20 de novembro de 2012, acompanhei diversas discussões  ligadas a os negros, principalmente nas redes sociais. Porém a maioria era formada por comentários superficiais.

Em resumo: de um lado negros exaltando o quanto são negros e as mazelas sofridas nos tempos da escravidão que não viveram. Do outro aqueles que acreditam serem brancos se posicionando contra a existência dessa data comemorativa, pois todas as pessoas devem ser tratadas com igualdade.

Qual dos lados está com a razão?
Digo que ambos.

A pesar do mito das três raças constituintes da nação brasileira: índio, branco europeu e negro, ao longo da história as comunidades indígenas foram dizimadas, restando pouquíssimos representantes. E os negros mesmo com o fim da escravidão  por inúmeras razões continuaram renegados e marginalizados.Algo que impediu por muito tempo qualquer mobilidade social real, salvo raríssimas exceções.
A falta de oportunidades somadas ao subjugue do homem branco europeu com suas teorias e superioridade racial; pontuando os negros como vadios, ignorantes e outras qualificações pejorativas deixaram sequelas de preconceito presentes até os dias atuais.

É de conhecimento amplo  os sofrimentos físicos e morais impostos a o negros escravos e nada mais justo que tentemos sanar de algum modo essa vergonhosa mancha em nossa história. E nesse propósito o governo tem se esforçado adotando leis e políticas que favorecem a negros e afrodescendentes, no entanto, essa atitude tem causado polemicas até mesmo entre os próprios negros. Á exemplo a adoção de cotas para negros nas universidades públicas e a existência de um feriado nacional dedicado  a consciência negra.
Longe de chegarmos ao fim do debate, muitos defendem que esse tipo de política ressalta ainda mais as disparidades entre negros e brancos e menospreza a capacidade do negro como cidadão e individuo,podendo gerar mais racismo, só que agora em desfavorecimento as pessoas brancas.

O antropólogo Claude Levi Strauss realizou extenso estudo sobre as raças humanas e nos transmite que as diferenças entre nós estão nas diferentes culturas, quanto a raça todos pertencemos a uma só: a raça humana. Mas ainda que concordemos com a sentença acima o preconceito racial é uma realidade e ainda encontrasse enraizado no brasileiro.

Se pergunto onde estão os negros, no mínimo dirão que estão nas favelas.

Mas agora pergunto: EM UM PAÍS DE MISCIGENAÇÃO TÃO GRANDE COMO O BRASIL ONDE ESTÃO OS BRANCOS?

Nesse dia de Zumbi talvez meus antepassados ficassem orgulhosos se pudessem ter visto. Presenciei nas ruas pessoas parabenizando outras em razão de serem negras, no entanto achei constrangedor. Pois dada a nossa mistura étnica o feriado de 20 de novembro deveria ser comemorado por todos os brasileiros, afinal é o dia da CONSCIÊNCIA NEGRA. |Infelizmente isso nos prova que o dia em que não precisaremos de leis de caráter racista ainda é uma utopia, porém limitar as comemorações como sendo o dia dos pretos é prova de ignorância e desconhecimento da própria história.



Biografia: LÉVI-STRAUSS, C. Raça e História. Raça e Ciência I. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1970
Menezes, Adolfo Bezerra de, A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a nação. 1831-1900.
Roberto Damatta, O Que Faz o Brasil, Brasil? Rio de Janeiro, Ed. Rocco. 1984.
Emilia Viotti, Da Senzala a Colônia, São Paulo,Ed. UNESP.1997.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012 0 comentários

SENHOR COCAÍNA



 Senhor Cocaína da branca
Ai da negra que cruza o seu caminho
Senhor Cocaína
o tempo já lhe enruga a face
porém o moleque não amadurece.
Senhor Cocaína
inseguro com as mulheres
Dos filhos varridos para distante
Quem não paga as sua dividas, fantasma errante
Morte certa a espreitar.

Cara de caveira, olheira funda,
tremedeira do corpo
Durante o dia se repara.
Senhor Cocaína frustrado passa a noite teclando,
Senhor cocaína acordado a madrugada inteira.
Sem amor, sem dor, sem nada para ofertar
Senhor cocaína puxa mais uma carreira e
Molhado de urina acorda no sofá.

Senhor cocaína
se a mulher rica não o tivesse sustentado
Ou lhe aberto as portas,
O que seria? 
O seu futuro havendo o que será?
Talvez Senhor cocaína se visse obrigado a respeitar seus semelhantes
e não roubasse o pão da bocas dos pobres inocentes.
Mas Senhor Cocaína não conhece a moral que nasce da consciência de ser responsável por outro ser humano.

De bolso e barriga cheia
Senhor cocaína é apenas vazio.
Tudo faz sem nada temer.
Como uma barata se esconde sobre as asas de um partido que se diz vermelho
Inflado de membros da OAB.

Se o diabo profissão tivesse
Qual seria?
Todos sabem responder!
Tem muitos seguidores e favorecimentos,
posa de bom moço iluminado pelos holofotes.
O pai da mentira não é mero militante
 É dirigente adorável do PCdoB.




 
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