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domingo, 30 de setembro de 2018 0 comentários

A LIQUIDEZ TOMOU CONTA DAS RELAÇÕES...



A liquidez tomou conta das relações, enfraquecendo laços, deixando as pessoas mais frias e frágeis. Como argumenta Bauman, "E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exigem esforços prolongados." Assim, como num grande mercado, todos compram, trocam e vendem relacionamentos. Tudo isso em virtude da facilidade de desconectar. Acreditam que com suas várias experiências, tornam-se especialistas no amor. Contudo, o que alcançam é a mera "habilidade de terminar rapidamente e começar do início." ⠀⠀
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Por isso é tão importante querer e se responsabilizar pelo sentimento e pela expectativa que criamos, saber se colocar no lugar do outro, entender o que ele espera, deixando claro o que queremos. Isso se chama Responsabilidade Afetiva. Intenção! Responsabilidade afetiva é a ação que tomamos a partir da intenção que temos, é ter empatia, caráter e honestidade suficiente para expor o que realmente sentimos. É abdicar dos "joguinhos emocionais" por compreender que o que está de fato em jogo é o coração e o sonho de alguém.
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Por isso, os relacionamentos mais parecem competições, onde quem demonstra menos, ganha. Note, o "amor" sendo transformado em arma, numa guerra egoísta. Assim, alimentamos os nossos egos e criamos monstros que devoram nossa capacidade afetiva. Seria a "síndrome do homem de lata" às avessas, já que ele quis um coração para ser capaz de demonstrar suas emoções - enquanto nós jogamos o coração na mais pura obsolescência.
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Não expresse aquilo que não sente. Diga que não tem convicção, mas não diga nada sem convicção. Não se cale. Seja claro sobre o que você sente e sobre o que não sente. Seja inteiro caso queira ficar, seja inteiro caso esteja só de passagem pela vida de alguém. Ser descartável pode até ser opção, mas ser responsável é questão de caráter. ⠀
sexta-feira, 17 de março de 2017 0 comentários

“AS REDES SOCIAIS SÃO UMA ARMADILHA" - ZYGMUNT BAUMAN




Desde que colocou, em 1999, sua ideia da “modernidade líquida” – uma etapa na qual tudo que era sólido se liquidificou, e em que “nossos acordos são temporários, passageiros, válidos apenas até novo aviso” –, Bauman se tornou uma figura de referência da sociologia. Suas denúncias sobre a crescente desigualdade, sua análise do descrédito da política e sua visão nada idealista do que trouxe a revolução digital o transformaram também em um farol para o movimento global dos indignados, apesar de que não hesita em pontuar suas debilidades.

O polonês (Poznan, 1925) era criança quando sua família, judia, fugiu para a União Soviética para escapar do nazismo, e, em 1968, teve que abandonar seu próprio país, desempossado de seu posto de professor e expulso do Partido Comunista em um expurgo marcado pelo antissemitismo após a guerra árabe-israelense. Renunciou à sua nacionalidade, emigrou a Tel Aviv e se instalou, depois, na Universidade de Leeds (Inglaterra), onde desenvolveu a maior parte de sua carreira.

Sua obra, que arranca nos anos 1960, foi reconhecida com prêmios como o Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades de 2010, que recebeu junto com Alain Touraine.

Bauman é considerado um pessimista. Seu diagnóstico da realidade em seus últimos livros é sumamente crítico. Em A riqueza de poucos beneficia todos nós?, explica o alto preço que se paga hoje em dia pelo neoliberalismo triunfal dos anos 80 e a “trintena opulenta” que veio em seguida. Sua conclusão: a promessa de que a riqueza acumulada pelos que estão no topo chegaria aos que se encontram mais abaixo é uma grande mentira. Em Cegueira moral, escrito junto com Leonidas Donskis, Bauman alerta sobre a perda do sentido de comunidade em um mundo individualista.

Em seu ensaio, Estado de crise, um diálogo com o sociólogo italiano Carlo Bordoni, volta a se destacar. O livro da editora Zahar, que já está disponível para pré-venda no Brasil, trata de um momento histórico de grande incerteza.

Bauman volta a seu hotel junto com o filósofo espanhol Javier Gomá, com quem debateu no Fórum da Cultura, evento que terá sua segunda edição realizada em novembro e que traz a Burgos os grandes pensadores mundiais. Bauman é um deles.

Pergunta. Você vê a desigualdade como uma “metástase”. A democracia está em perigo?

Resposta. O que está acontecendo agora, o que podemos chamar de crise da democracia, é o colapso da confiança. A crença de que os líderes não só são corruptos ou estúpidos, mas também incapazes. Para atuar, é necessário poder: ser capaz de fazer coisas; e política: a habilidade de decidir quais são as coisas que têm ser feitas. A questão é que esse casamento entre poder e política nas mãos do Estado-nação acabou. O poder se globalizou, mas as políticas são tão locais quanto antes.

A política tem as mãos cortadas. As pessoas já não acreditam no sistema democrático porque ele não cumpre suas promessas. É o que está evidenciando, por exemplo, a crise de migração. O fenômeno é global, mas atuamos em termos paroquianos. As instituições democráticas não foram estruturadas para conduzir situações de interdependência. A crise contemporânea da democracia é uma crise das instituições democráticas.

“Foi uma catástrofe arrastar a classe media ao precariat. O conflito já não é entre classes, mas de cada um com a sociedade”

P. Para que lado tende o pêndulo que oscila entre liberdade e segurança?

R. São dois valores extremamente difíceis de conciliar. Para ter mais segurança é preciso renunciar a certa liberdade, se você quer mais liberdade tem que renunciar à segurança. Esse dilema vai continuar para sempre. Há 40 anos, achamos que a liberdade tinha triunfado e que estávamos em meio a uma orgia consumista. Tudo parecia possível mediante a concessão de crédito: se você quer uma casa, um carro… pode pagar depois. Foi um despertar muito amargo o de 2008, quando o crédito fácil acabou. A catástrofe que veio, o colapso social, foi para a classe média, que foi arrastada rapidamente ao que chamamos de precariat (termo que substitui, ao mesmo tempo, proletariado e classe média). Essa é a categoria dos que vivem em uma precariedade contínua: não saber se suas empresas vão se fundir ou comprar outras, ou se vão ficar desempregados, não saber se o que custou tanto esforço lhes pertence… O conflito, o antagonismo, já não é entre classes, mas de cada pessoa com a sociedade. Não é só uma falta de segurança, também é uma falta de liberdade.

P. Você afirma que a ideia de progresso é um mito. Por que, no passado, as pessoas acreditavam em um futuro melhor e agora não?

R. Estamos em um estado de interregno, entre uma etapa em que tínhamos certezas e outra em que a velha forma de atuar já não funciona. Não sabemos o que vai a substituir isso. As certezas foram abolidas. Não sou capaz de profetizar. Estamos experimentando novas formas de fazer coisas. A Espanha foi um exemplo com aquela famosa iniciativa de maio (o 15-M), em que essa gente tomou as praças, discutindo, tratando de substituir os procedimentos parlamentares por algum tipo de democracia direta. Isso provou ter vida curta. As políticas de austeridade vão continuar, não podiam pará-las, mas podem ser relativamente efetivos em introduzir novas formas de fazer as coisas.

P. Você sustenta que o movimento dos indignados “sabe como preparar o terreno, mas não como construir algo sólido”.

R. O povo esqueceu suas diferenças por um tempo, reunido na praça por um propósito comum. Se a razão é negativa, como se indispor com alguém, as possibilidades de êxito são mais altas. De certa forma, foi uma explosão de solidariedade, mas as explosões são muito potentes e muito breves.

P. E você também lamenta que, por sua natureza “arco íris”, o movimento não possa estabelecer uma liderança sólida.

R. Os líderes são tipos duros, que têm ideias e ideologias, o que faria desaparecer a visibilidade e a esperança de unidade. Precisamente porque não tem líderes o movimento pode sobreviver. Mas precisamente porque não tem líderes não podem transformar sua unidade em uma ação prática.

P. Na Espanha, as consequências do 15-M chegaram à política. Novos partidos emergiram com força.

“O 15-M, de certa forma, foi uma explosão de solidariedade, mas as explosões são potentes e breves”

R. A mudança de um partido por outro não vai a resolver o problema. O problema hoje não é que os partidos estejam equivocados, e sim o fato de que não controlam os instrumentos. Os problemas dos espanhóis não estão restritos ao território nacional, são globais. A presunção de que se pode resolver a situação partindo de dentro é errônea.

P. Você analisa a crise do Estado-nação. Qual é a sua opinião sobre as aspirações independentistas da Catalunha?

R. Penso que continuamos com os princípios de Versalhes, quando se estabeleceu o direito de cada nação baseado na autodeterminação. Mas isso, hoje, é uma ficção porque não existem territórios homogêneos. Atualmente, todas as sociedades são uma coleção de diásporas. As pessoas se unem a uma sociedade à qual são leais, e pagam impostos, mas, ao mesmo tempo, não querem abrir mão de suas identidades. A conexão entre o local e a identidade se rompeu. A situação na Catalunha, como na Escócia ou na Lombardia, é uma contradição entre a identidade tribal e a cidadania de um país. Eles são europeus, mas não querem ir a Bruxelas por Madri, mas via Barcelona. A mesma lógica está emergindo em quase todos os países. Mantemos os princípios estabelecidos no final da Primeira Guerra Mundial, mas o mundo mudou muito.

P. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas protestam e a exigência de transparência. Você é um cético sobre esse “ativismo de sofá” e ressalta que a Internet também nos entorpece com entretenimento barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do povo?

R. A questão da identidade foi transformada de algo preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade, você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence a você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar as pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com que os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas.

Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que as habilidades sociais não são necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um diálogo. O papa Francisco, que é um grande homem, ao ser eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio Scalfari, um jornalista italiano que é um ateu autoproclamado.

Foi um sinal: o diálogo real não é falar com gente que pensa igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil evitar a controvérsia… Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.
Entrevista ao Jornal El País - Ricardo de Querol
terça-feira, 15 de março de 2016 0 comentários

CENSURA À VISTA: A DITADURA RENASCE NO BRASIL!!!

PANÓPTICO

Censura a vista: Lei autoritária exigirá registro de blogs e permitirá acusação criminal por comentários



Pressão no Brasil através de blogs, umas das poucas fontes de informação ainda não controladas.



Se você mantém um blog ou se simplesmente se importa com a sua liberdade de expressão e com a defesa e garantia de liberdades individuais e coletivas informe-se e faça algo a respeito antes que todos tenhamos que testemunhar o nascimento de uma nova e poderosa CENSURA.

A proposta de número 7.131 de autoria do deputado federal Gerson Peres (PP-PA), foi apresentada no dia 14 de abril e pretende instaurar mecanismos de censura sob o pretexto de regulamentação.

Este ofensivo projeto de lei, que não só inclui blogs, mas também fóruns e mecanismos similares de publicação na internet (termos muito convenientemente vagos), inclui basicamente três pontos principais:

Comentários de blogs (e semelhantes) terão que ser previamente moderados.
Crimes contra honra - calúnia, injúria e difamação - advindos dos comentários de blogs serão de responsabilidade de seus editores, proprietários ou autores. Ações civis poderão ser impetradas contra o dono do blog.
Todos os blogs (e semelhantes) terão que ser registrados no registro.br. Este registro inclui informações tais como: Nome Completo, Endereço completo, Bairro, Cidade, Estado, CEP, Telefone (fixo, celular ou os dois), CPF e RG.

Caso o blog ou similar não estiver em conformidade com estas regras terá que pagar uma multa de R$2.000 até R$10.000 reais!!! Por exemplo, o meu blog seria multado, porque meu registro não é no registro.br, e provavelmente nunca será!




O pretexto utilizado é que os blogs e afins, por mais que tenha aumentado as possibilidades de manifestação do pensamento e liberdade de expressão, não são passíveis de responsabilização civil e penal no caso de ocorrência de crimes contra a honra.

O que vemos aqui é um dupla armadilha. A primeira será de manter a identificação e o registro de cada um de nós blogueiros. Não haverá mais anonimato, todos os blogueiros serão conhecidos, pelo menos para o governo. A segunda é que, quando bem entenderem, poderão cancelar o registro no registro.br. Alguém ousou criticar a nova campanha de vacinação do governo? Simples, cancele seu registro, afinal, onde já se ouviu tamanha calúnia! ;)

Em relação ao comentários anônimos, caso você não tiver habilitado moderação ou não tiver muito cuidado para não deixar passar um comentário calunioso, pessoas mal intencionadas (ou até mesmo empresas ou departamentos do governo que se sintam expostos pelo blog ou fórum) poderão simplesmente escrever algo que possa ser visto como calúnia para que o responsável seja processado de forma civil e penal.

Apesar do foco da lei ser nos comentários anônimos, no meu ver o real objetivo é identificar e registrar todos os blogueiros, além de criar burocracia e esta ameaça constante que com certeza fará com que menos pessoas se aventurem a abrir um blog.

No caso dos fóruns, esta lei irá torná-los totalmente ineficaz. Ou você terá que achar uma forma de identificar os usuários do fórum ou terá que moderar todas as mensagens. Quem irá usar um fórum assim?

Uma outra implicação serão nos blogs corporativos de jornais, ou até matérias de jornais que permitam comentários. Os veículos de mídia terão que se certificar da identidade dos autor dos comentários ou arcar com a responsabilidade por processos. O resultado será que lamentavelmente irão remover quaisquer oportunidades de interação com os usuários. A internet simplesmente virará o que vemos hoje na TV, um total controle da mídia corporativa.

Não apenas seremos todos nós blogueiros identificados, dando oportunidade para retaliações e coações por parte do governo quando postarmos verdades inconvenientes, mas teremos nosso blog rapidamente retirado do ar quando bem entenderem.

De acordo com o site Terra, o projeto de lei (PL-7131/2010) tramita na Câmara em regime de urgência, e aguarda apreciação em plenário, ainda sem data definida.

Leis similares estão sendo criadas nos Estados Unidos, e não me surpreende que o Brasil está querendo ficar a frente em matéria de controle totalitário.

Por favor, passe esta mensagem adiante, ou leia esta lei e dê sua opinião.

Por gentileza repasse este texto, mobilize suas redes e vamos barrar este texto absurdo. A omissão pode trazer sérias consequências.

Clique aqui para mandar sua reclamação para o nosso nobre deputado. Seja educado mas faça valer sua opinião.

FONTES: 

Íntegra da proposta
Página de Gerson Peres na Camara
Ferramentas Blog: Projeto de lei quer responsabilizar donos de blogs por comentários "anônimos"
UOL: Projeto de lei quer regularizar os blogs brasileiros
Terra: Projeto de lei: anonimato na web pode penalizar blogueiros


sexta-feira, 11 de março de 2016 0 comentários

AQUI EU SOU NOTADO



AQUI EU SOU NOTADO


Tenho mil razões para não gostar de Facebook, mas a exposição não é uma delas. Quem frequenta as  ditas  redes sócias não está em busca de privacidade e sim de notoriedade. O sujeito quer mostrar ao mundo aquilo que todo nós temos - narcisismo. 

Muitos filósofos  falam sobre o período pós-moderno, o que estamos vivendo hoje, como sendo de incertezas e perda da identidade. Nada é sólido, nem os casamentos, nem nossos empregos, a religião. E teoricamente, por um outro lado  podemos ter tudo, mas se temos   nada é suficiente. Resultado: agitação e angústia, ambiguidade e contradição. 

Agora, onde podemos desabafar essas desagradáveis sensações que se acumulam? 

Muitos dirão automaticamente, no psicólogo, ou no psicanalista. E está certo, mas quantos dos mesmos terão grana e tempo  para pagar a ajuda de um profissional especializado? Poucos, acredito eu.   Mas facilmente temos acesso as redes sócias, hoje elas andam com a gente para todo canto na pequena tela de um celular. Com um click entramos em um ambiente mágico onde o ar parece menos denso, onde é mais fácil fingir ser o que gostaríamos de ser - FELIZES. 




Facebook, whatsapp... é o remédio barato que vai na bolsa. Ainda que não resolva meu problema de me sentir sozinho, triste, não notado, servirá como placebo. É a droga perfeita. E como toda droga quanto mais se usa, mas se quer. 

Foto de comida, foto na academia,  foto no banheiro nessa fantasia querem dizer: Vivo com fartura - sou bonito - não tenho medo da opinião alheia. 
SELF- SELF-  SELF: preciso ser amado, preciso ser notado, preciso que vocês  me digam quem eu sou. 

Agora você vai dizer: uhm tenho uma amiga que vive postando foto de comida, o fulano de academia...
Pois é, na defesa do ego segundo Freud  a primeira alternativa é negar e  outra é apontar o coleguinha ;  a isso chama-se "projeção" consiste em atribuir a outros as ideias e tendências que o sujeito não pode admitir como suas.

Minha gente o problema não é expor sua vida ou mesmos suas inquietações nas redes sócias, isso não fará de você um anormal (um louco) e sim o modo como se expõe e se você está apito à segurar as prováveis consequências que podem ser boas ou más. 

A grosso modo todos somos seres mal amados, Todos sofremos, sentimos medo e procuramos fugas de uma realidade extremamente dolorosa. Seja nas redes sociais ou na realidade. Uns postando foto de comida outro exibindo o corpo em profundos decotes.  Por isso as redes sócias são um sucesso. 

JAQUELINE  RAMIRO
domingo, 2 de fevereiro de 2014 2 comentários

REDES ANTISSOCIAIS



A publicação de jornais e revistas on-line abriu um importante canal de comunicação com os leitores. Assim que leem um artigo ou reportagem, eles podem enviar seu comentário sobre o texto ou o assunto de que este trata. Publicado ao pé da matéria, o dito comentário desperta a opinião de outros leitores e, em poucos minutos, está criado um fórum de discussão entre pessoas que nunca se viram, nunca se verão e podem estar a milhares de quilômetros umas das outras.

Ainda bem. Pelo teor de alguns desses comentários, é bom mesmo que não se encontrem. Se um leitor discorda enfaticamente do que leu, pode atrair a resposta raivosa de um terceiro, o repique quase hidrófobo de um quarto e um bombardeio de opiniões homicidas na sequência. Lá pelo décimo comentário, o texto original já terá sido esquecido e as pessoas estarão brigando on-line entre si.

O anonimato desses comentários estimula a que elas se sintam livres para passar da opinião aos insultos e até às ameaças. Na verdade, são um fórum de bravatas, já que seus autores sabem que nunca se verão frente a frente com os alvos de seus maus bofes.

Já com as "redes sociais" é diferente. Elas também podem ser um festival de indiscrições, fofocas, agressões, conspirações e, mais grave, denúncias sem fundamento. E, como acolhem e garantem a impunidade de todo tipo de violência verbal, induzem a que as pessoas levem esse comportamento para as ruas. Será por acaso a crescente incidência, nos últimos anos, de quebra-quebras em manifestações, brigas em estádios, arrastões em praias e, última contribuição das galeras, os "rolezinhos" nos shoppings?

São algumas das atividades que as turbas combinam pelas "redes sociais" --expressão que, desde sempre, preferi escrever entre aspas, por enxergar nelas um componente intrinsecamente antissocial.

RUY CASTRO
2 comentários

O QUE VOCÊ REVELA SOBRE VOCÊ NO FACEBOOK



 Coloquei o apartamento do meu pai para alugar no carnaval do Rio. Um rapaz respondeu. Simpático, educado. Achou o preço ótimo. Pelo que me falou sobre ele, eu disse OK, vou reservar para você.

Perguntei quais eram as idades do grupo. Ele respondeu que faria o depósito do sinal. Insisti perguntando as idades do grupo. Respondeu que mandaria logo e me pediu o contrato de temporada para assinar rapidamente e fechar negócio. Pedi de novo os nomes e as idades dos interessados. Tudo por email.

Quando eu percebi que havia uma certa enrolação, telefonei para o celular do candidato. O rapaz, engenheiro formado, paulistano, aparentemente rico e de boa família, tinha 26 anos. Dois eram amigos de 28 e 29 e havia uma trinca – “ou mais” – de 20 a 23 anos. “Primos”.

Bom, aí a coisa começou a emperrar.

Resolvi olhar os perfis nas redes sociais. Eram bonitos, fortes e saudáveis os dois mais “velhos”. O que me contatou tem, como foto principal, uma imagem sem camisa, músculos bem definidos, numa mesa de bar, rodeado por latas de cervejas.

Nada demais, um cara festeiro, curte a vida, não?
Outra foto o mostra no meio da Fiel do Corinthians. OK, um cara apaixonado por seu time, uma torcida “aguerrida”...quem não ama seu clube de futebol, né?

A outra foto o mostra rindo, de boné, com uma camiseta com os seguintes dizeres: SEX & PILLS & DRUGS & TATTOO & MUSIC & SEX = Rehab+iMode.

Nesse momento, eu agradeci o interesse e desejei boa sorte a todos.

Fico pensando.

Será que as moças e os rapazes que se despem física e emocionalmente nas redes sociais acham que “tudo bem”?

O meu candidato pode ser uma pessoa muito legal mesmo e as fotos talvez apenas traduzam a personalidade de um jovem popular, feliz, sedutor e cheio de vida.

Mas, na hora de entregar o apartamento dos pais a um grupo de inquilinos, ou na hora de se contratar alguém ou de chamar um profissional para uma empreitada, dificilmente a pessoa opta pelo risco.

A primeira coisa que se faz hoje é verificar o perfil do candidato na rede social.

Tem gente que faz essa “verificação” virtual até mesmo antes de correr o risco de se apaixonar...

E as fotos podem dizer mais do que mil palavras.

Menos, pessoal. Menos.

RUTH DE AQUINO
 
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