A maturidade chega a face, porém não me agride, estamos entrando num acordo eu acho.
Quando eu era criança queria ser Bina ou Mônica essas duas irmãs meigas, bonitas e delicadas, agora não quero mais ser nada além de Jaqueline Ramiro. Apenas clamo a senhora maturidade que venha trazendo ao mundo com todos os seus encantos a mulher dentro de mim, pois se fecho os olhos percebo ainda sonhos de menina.
Femininas, caças e presas.
Tento compreender suas razões o que faz delas fortes, frágeis.
Singelas partes de chocolate e sorvete para reprimir desejos encadeados pelo perfume amadeirado do completo estranho que remete a intimidade daquele que deixou saudade.
Examino o fundo do pote, o que acreditamos ser sempre o último pedaço de felicidade principalmente para aquelas que resolveram travar guerra contra o tempo.
Quantas tristezas pode haver por baixo de uma maquiagem perfeita? E quanto prazer disfarçado no olhar aparentemente absorto de quem contempla a paisagem.
Vejo homens atônitos procurando pela mulher, não encontrando julgam estarem todas loucas e sem piedade nos ferem a alma, então as meninas choram, choram, choram...
Por: Jaqueline Ramiro
Links: PCdoB x MILICIANOS


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