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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016 0 comentários

MODELO NEGRA RECRIA IMAGENS DE ANÚNCIOS PARA EVIDENCIAR A FALTA DE REPRESENTATIVIDADE NA MODA



Qualquer pessoa que já abriu uma revista de moda deve ter se deparado com uma realidade bem diferente da que vemos nas ruas. Além de muita riqueza, ostentação e barrigas esculpidas, elas também evidenciam uma cultura predominantemente branca e são raras as publicações que apresentam mulheres negras com frequência em suas páginas. Para evidenciar o problema, essa modelo decidiu recriar alguns anúncios com suas próprias fotografias.

Deddeh Howard é negra, natural da Libéria e vive em Los Angeles (EUA). Em um projeto recente chamado Black Mirror (“Espelho Negro”, em inglês), ela recria campanhas de marcas famosas e mostra que ainda estamos longe de alcançar a representatividade no mundo da moda.


Nas imagens, ela imita as poses e expressões das modelos do anúncio original e utiliza roupas bastante semelhantes às usadas por elas. “A visibilidade nos comerciais e outdoors é tão importante quanto a eleição do primeiro presidente negro. A próxima geração só pode se inspirar e alcançar as estrelas se acreditar que pode fazer isso. Por essa razão a diversidade em campanhas de anúncios é muito mais importante, na minha opinião, do que você pode imaginar.“, escreveu ela em seu site.



Ela buscou recriar os anúncios com a ajuda do fotógrafo Raffael Dickreuter para mostrar como eles seriam caso representassem uma modelo negra. “Por que as grandes marcas não podem abraçar mais nossa diversidade e oferecer a todas nós visibilidade?“, questiona ela.

Depois de ver essas imagens, muitas agências provavelmente vão começar a repensar esse conceito, porque ela simplesmente A-R-R-A-S-A! Vem  ver:






fonte: hypeness
quarta-feira, 1 de maio de 2013 0 comentários

REFORMA PEREIRA PASSOS (curiosidade)


A Fundação Oswaldo Cruz organizou uma série de curtas-metragens animados sobre a mais importante reforma urbano-sanitária pela qual a cidade do Rio de Janeiro passou, a conhecida Reforma Pereira Passos.

1904 marca o início dessa reforma urbano-sanitária implantada pelo prefeito Pereira Passos e pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Alta insalubridade, ruas estreitas, cortiços, a condição da cidade à época era de fato deplorável. Sua elevada concentração urbana, intrinsecamente ligada à transição da mão-de-obra no país, de uma recém abolida escravatura pra o trabalho assalariado dos imigrantes europeus. Libertamos mas não inserimos, não abrigamos. E sabemos também que a Reforma é feita em um momento de intensa turbulência social, percebida principalmente na eclosão da “Revolta da Vacina” (1904), movimento popular que surge em oposição à lei da vacinação obrigatória. Barricadas, ruas em conflito, repressão: era o povo contra o Estado. Venceu aquele que outro dia havia proclamado a República em silêncio, embora dessa vez não tenha encontrado o povo bestializado.

O que poucos sabem é que essa relação não foi em sua totalidade de beligerância (violenta). Na intenção de erradicar doenças como a devastadora peste bubônica (proveniente da pulga dos ratos), o governo encontrou uma solução um tanto curiosa: pagaria 300 réis por cada ratinho capturado e entregue aos sanitaristas!

Mas, espera aí: 300 réis era muito dinheiro? De acordo com algumas fontes, o valor daria para comprar 2 kg de feijão, ou 4 kg de farinha de mandioca. Pensando em uma população cada vez mais marginalizada após a demolição dos cortiços e sem colocação social bem definida após a abolição da escravidão, ou ainda estrangeiros que vinham para o Brasil atrás de oportunidades, pode ser sim um bom dinheiro. E pensem comigo: imagina capturar 40 ratinhos? Já paga as compras de um mês!

E no Brasil essa prática foi bem sucedida? Foi sim. Conseguimos erradicar a peste, só não conseguimos erradicar a malandragem carioca: que tendo em vista a elevada concorrência nesse novo mercado de trabalho e a consequente falta de mercadoria, passam a capturar ratos da cidade vizinha Niterói, ou, os mais empreendedores, trazendo ratos estrangeiros para a cidade. É…viva nossa cidade, que sobrevive em sua malandragem até mesmo nos momentos de mais dificuldade.

Enquanto pensamos, podemos acompanhar a trajetória do pequeno Heitor, um estrangeiro nem tão malandro e nem tão hábil caçador de rato:





              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB


 
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