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sábado, 21 de abril de 2018 0 comentários

VIDA AUTÊNTICA



(...) desacostumados da vida, todos capengamos, uns mais, outros menos. Desacostumamo-nos mesmo a tal ponto que sentimos por vezes certa repulsa pela "vida viva", e achamos intolerável que alguém a lembre a nós. Chegamos a tal ponto que a "vida viva" autêntica é considerada por nós quase um trabalho, um emprego, e todos concordamos no íntimo que seguir os livros é melhor. E por que nos agitamos às vezes, por que fazemos extravagâncias? O que pedimos? Nós mesmos não o sabemos.

Dostoievski - Memórias do Subsolo
terça-feira, 27 de março de 2018 0 comentários

AS PESSOAS ERAM LIMITADAS E CUIDADOSAS...



E nada era interessante, nada. As pessoas eram limitadas e cuidadosas, todas iguais. E eu teria que viver com esses putos pelo resto de minha vida, pensava.

Charles Bukowski - Misto Quente
sábado, 24 de março de 2018 0 comentários

A VIDA PASSADA A LIMPO




Começo a ver no escuro
um novo tom
de escuro.
Começo a ver o visto
e me incluo
no muro.
Começo a distinguir
um sonilho, se tanto,
de ruga.
E a esmerilhar a graça
da vida, em sua

- Poema "Ciência", de Carlos Drummond de Andrade, in "A Vida Passada A Limpo".
terça-feira, 10 de outubro de 2017 0 comentários

O BAIXIO DAS BESTAS CONTINUA


Os MORALISTAS de plantão não precisam se preocuparem: a cultura atual tem mostrado muito mais disposição para abraçar a ignorância do que qualquer cultura anterior.

É muita gente crendo e disseminando verdades absolutas enquanto o BAIXIO DAS BESTAS continua.


segunda-feira, 2 de outubro de 2017 0 comentários

TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA


Um artista nu permite que espectadores manipulem suas articulações. Uma criança, acompanhada da mãe, toca no seu pé.

Sugiro às pessoas que viram erotismo nessa cena que procurem tratamento psicológico. Amigo, você sofre de alguma doença grave: ou tem tesão em crianças, ou tem tesão em pés, ou tem tesão em crianças tocando em pés. Ou é pedófilo, ou podófilo, ou pedopodófilo.

A cena em questão é tão erótica quanto o teto da Capela Sistina (em que Adão, vale lembrar, estava pelado) ou aquela cena do "E.T." em que a criança toca no dedo do extraterrestre (em que Adão, vale lembrar, estava pelado, vestindo apenas um cachecol). Deve ter gente que vê erotismo nisso. 

E deve ter gente que vê, inclusive, na extremidade vermelha do dedo do E.T. um símbolo fálico. Mas o problema é delas, e não do E.T.. O tesão é de quem vê. O mesmo vale para quem se escandaliza com o seio de uma mãe que amamenta. Isso é coisa de gente muito tarada. Por acaso, o Brasil tá cheio delas.

José Wilker contava que tinha um parente que se relacionava sexualmente com uma cabra, e todo o mundo sabia disso. O tal parente, quando viu "Dona Flor e seus Dois Maridos", ficou tão chocado com a cena da nudez que cortou relações com o Wilker. Brasil, o país em que só a nudez choca. Todo o resto é perdoável.

Viva o país em que o topless é proibido, mas a ejaculação no ônibus é tolerada. Um país em que uma exposição dita profana é cancelada, mas o mandato do Aécio segue firme e forte. O país em que o professor não pode ter partido, mas pode ter igreja, e fazer propaganda da igreja, mesmo na escola pública.

Sabe o que é um crime contra a infância? Ensinar criacionismo nas escolas. Crime contra a infância é a música gospel da Aline Barros que ensina as crianças a pagarem o dízimo: "Jesus se agrada, Jesus se agrada / da ofertinha da criançada / Tirilim, tim, tim / oferta vai caindo dentro da caixinha".

Brasileiro tem orgulho de dizer que adora crianças. Não sei de quais crianças a gente tá falando. Seis milhões de crianças no Brasil vivem em situação de extrema pobreza -muitas delas na rua. Ninguém parece tão chocado quanto com a exposição do MAM. Talvez essas crianças precisassem assistir a uma nudez indevida, talvez precisassem tocar no pé de um artista nu. Aí, sim, o Brasil ia rodar a baiana. "Miséria, desnutrição, analfabetismo, vá lá. O importante é que essa criançada não veja um pinto!"

Gregório Duvivier
sexta-feira, 29 de setembro de 2017 0 comentários

PEDOFILIA EM EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE SÃO PAULO



Uma performance que ocorreu durante a abertura da 35ª Mostra Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), gerou polêmica na internet, mesmos depois do museu informar que a apresentação do coreografo Wagner Schwartz não tinha teor erótico. Em nota, o museu explica que tem o costume de sinalizar as exposições e performances com tema "sensível à restrição de público", 

Imagens mostram uma criança tocando um homem nu, com o pênis a mostra, durante o evento, passaram a circular nas redes sociais na noite de quinta-feira (28).

Pedofilia, putaria disfarçada de exposição artística e até mesmo pronunciamentos do tipo: essas coisas só acontecem no Brasil!

  
Bem. Na Europa uma apresentação dessas não farinha nem cosquinha no ego de ninguém. A maioria não vê pecado no corpo ou na nudez e sim nas intenções das pessoas. Acaba que a apresentação foi um estupro a mentalidade ideológica de alguns.

Terrível uma inocente criança tocar com naturalidade um outro corpo humano. Esse absurdo não pode acontecer, porque o humano é sujo, pecaminoso e algumas vezes se esconde atrás de "MORALIDADES" para que OS OUTROS não percebam as PERVERSÕES do seu pensamento.

Vamos mandar preder os poucos Índios que restam, pois seguindo a lógica dos internautas ultra moralizados, todos são pedófilos. 

Eu pergunto a você: a criança foi estuprada? Sofreu algum trauma? Algum tipo de violência? Pois o que vejo nas imagens é apenas o toque em um corpo humano. 

Todo meu apoio ao artista e idealizadores da exposição. Vejo que aqui a arte cumpriu sua função. Mexeu com os sentimentos, deixou muita gente em conflito interno. E sobre tudo abriu um importante espaço para discutirmos assuntos ligados a sexualidade, libido, etc. 

Obs. A MAIOR PARTE DA VIOLÊNCIA SEXUAL À CRIANÇAS E ADOLESCENTES ACONTECE NO AMBIENTE DO PRÓPRIO LAR, E POR PESSOAS ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.
sexta-feira, 28 de julho de 2017 0 comentários

OKJA FILME



Vi o filme OKJA achando que seria um filme fofo para passar uma tarde tranquila, só que não! Após assistido ficou um sentimento de culpa e a vontade de nunca mais comer carne na minha vida.
QUE SAUDADE DO MEU FALECIDO CACHORRO!!!



AGORA PELO AMOR DE DEUS. O BICHO ALÉM DE FOFO É INTELIGENTE E TEM OLHOS HUMANOS. Isso acaba com o coração da gente. 


quinta-feira, 27 de julho de 2017 0 comentários

A REALIDADE TRANSFIGURADA



Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada. O que te direi? te direi os instantes. Exorbito-me e só então é que existo e de um modo febril. Que febre: conseguirei um dia parar de viver? ai de mim, que tanto morro. Sigo o tortuoso caminho das raízes rebentando a terra, tenho por dom a paixão, na queimada de tronco seco contorço-me às labaredas. A duração de minha existência dou uma significação oculta que me ultrapassa. Sou um ser concomitante: reúno em mim o tempo passado, o presente e o futuro, o tempo que lateja no tique-taque dos relógios. 
Para me interpretar e formular-me preciso de novos sinais e articulações novas em formas que se localizem aquém e além de minha história humana. Transfiguro a realidade e então outra realidade, sonhadora e sonâmbula, me cria. E eu inteira rolo e à medida que rolo no chão vou me acrescentando em folhas, eu, obra anônima de uma realidade anônima só justificável enquanto dura a minha vida. E depois? depois tudo o que vivi será de um pobre supérfluo. 
Mas por enquanto estou no meio do que grita e pulula. E é sutil como a realidade mais intangível. Por enquanto o tempo é quanto dura um pensamento. 

Clarice Lispector, in 'Água Viva' 
segunda-feira, 20 de março de 2017 0 comentários

Michelangelo Antonioni sobre a consternação em "A Aventura"



"Alguns filmes são agradáveis e alguns filmes são amargos; alguns filmes são leves e alguns são dolorosos. 'A Aventura' é um filme amargo e muitas vezes doloroso. É a dor dos sentimentos que acabam tendo um fim, ou dos sentimentos que você consegue vislumbrar o fim no mesmo momento em que eles nascem. Tudo isso é contado em uma língua que eu tentei manter livre de efeitos.

 Eles dizem que um filme é 'articulado em um ritmo dilatado, em relações de espaço e tempo que aderem à realidade." Essas palavras não são minhas. Eu tenho poucas palavras ao meu dispor para dizer tais coisas. Eu darei um exemplo.

Depois de assistir ao filme todos se perguntam: O que terá acontecido a Anna? Havia uma cena no roteiro - que mais tarde foi cortada, não me lembro porque - na qual Claudia, uma amiga de Anna, está com outros amigos na ilha. Eles estão fazendo todas as especulações possíveis sobre o desaparecimento da garota. Mas não existem respostas. Depois de um momento de silêncio, um deles diz: 'Talvez ela simplesmente tenha se afogado'. Claudia bruscamente se vira para ele e diz: 'Simplesmente?'

Todos se entreolham, consternados.
É isso. Essa consternação é o significado do filme"

Michelangelo Antonioni no texto "Le Avventure dell'Avventura", publicado no jornal Corriere della Sera, em 31 de maio de 1976
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016 0 comentários

PORQUE A VIDA NÃO BASTA



A arte contemporânea acabou com a crítica;
isso é expressão da crise por que passam as artes plásticas

Embora tenha frequentemente criticado o que se chama de arte contemporânea, devo deixar claro que não pretendo negá-la como fato cultural. Seria, sem dúvida, infundado vê-la como fruto da irresponsabilidade de alguns pseudoartistas, que visam apenas chocar o público.

Há isso também, é claro. Mas não justificaria reduzir a tais exemplos um fenômeno que já se estende por muitas décadas e encontra seguidores em quase todos os países.

Por isso, se com frequência escrevo sobre esse fenômeno cultural, faço-o porque estou sempre refletindo sobre ele. Devo admitir que ninguém me convenceria de que pôr urubus numa gaiola é fazer arte, não obstante, me pergunto por que alguém se dá ao trabalho de pensar e realizar semelhante coisa e, mais ainda, por que há instituições que a acolhem e consequentemente a avalizam.

O fato de negar o caráter estético de tais expressões obriga-me, por isso mesmo, a tentar explicar o fenômeno, a meu ver tão contrário a tudo o que, até bem pouco, era considerado obra de arte. Não resta dúvida de que alguma razão há para que esse tipo de manifestação antiarte (como a designava Marcel Duchamp, seu criador) se mantenha durante tantos anos.

Não vou aqui repetir as explicações que tenho dado a tais manifestações, as quais, em última análise, negam essencialmente o que se entende por arte. Devo admitir, porém, que a sobrevivência de tal tendência, durante tanto tempo, indica que alguma razão existe para que isso aconteça, e deve ser buscada, creio eu, em certas características da sociedade midiática de hoje. O fato de instituições de grande prestígio, como museus de arte e mostras internacionais de arte, acolherem tais manifestações é mais uma razão para que discutamos o assunto.

Uma observação que me ocorre com frequência, quando reflito sobre isso, é o fato de que obra de arte, ao longo de 20 mil anos, sempre foi produto do fazer humano, o resultado de uma aventura em que o acaso se torna necessidade graças à criatividade do artista e seu domínio sobre a linguagem da arte.

Das paredes das cavernas, no Paleolítico, aos afrescos dos conventos e igrejas medievais, às primeiras pinturas a óleo na Renascença e, atravessando cinco séculos, até a implosão cubista, no começo do século 20, todas as obras realizadas pelos artistas o foram graças à elaboração, invenção e reinvenção de uma linguagem que ganhou o apelido de pintura.

Isso não significa que toda beleza é produto do trabalho humano. Eu, por exemplo, tenho na minha estante uma pedra --um seixo rolado-- que achei numa praia de Lima, no Peru, em 1973, que é linda, mas não foi feita por nenhum artista. É linda, mas não é obra de arte, já que obra de arte é produto do trabalho humano.

Pense então: se esse seixo rolado, belo como é, não pode ser considerado obra de arte, imagine um casal de urubus postos numa gaiola, que de belo não tem nada nem mantém qualquer relação com o que, ao longo de milênios, é tido como arte. Não se trata, portanto, de que a coisa tenha ou não tenha qualidades estéticas --pois o seixo as tem-- e, sim, que arte é um produto do trabalho e da criatividade humana. Se é boa arte ou não, cabe à crítica avaliar.

E toca-se aqui em outro problema surgido com essa nova atitude em face da arte. É que, assim como o que não é fruto do trabalho humano não é arte, também não é possível exercer-se a crítica de arte acerca de uma coisa que ninguém fez.

O que pode o crítico dizer a respeito dos urubus mandados à Bienal de São Paulo? A respeito de um quadro, poderia ele dizer que está bem mal-executado, que a composição é pobre ou as cores inexpressivas, mas a respeito dos urubus, que diria ele? Que não seriam suficientemente negros ou que melhor seria três em vez de dois? Não o diria, pois nada disso teria cabimento. Não diria isso nem diria nada, porque não é possível exercer a crítica de arte sobre o que ninguém fez.

Desse modo --e inevitavelmente--, a chamada arte contemporânea acabou também com a crítica de arte. Isso tudo é, sem dúvida, a expressão da crise grave por que passam hoje as artes plásticas.

Costumo dizer que a arte existe porque a vida não basta. Negar a arte é como dizer que a vida se basta, não precisa de arte. Uma pobreza!

FERREIRA GULLAR 
terça-feira, 20 de setembro de 2016 0 comentários

CRÍTICA SOCIAL EM DESENHO

Em tempos onde os problemas políticos e sociais são delicados, a critica social não poderia ser do mesmo caráter. O artista polonês Pawel Kuczynski realiza desenhos satíricos com o principal objetivo de fazer que o público se auto-questione o porquê de muitas coisas que formam parte do nosso dia-a-dia.

Seus temas vão da vida social à política ou a pobreza, e também se você olhar com atenção às obras, irá notar muitas situações descritas incisivamente e sem palavras…

É preciso parar e refletir um pouco para tentar captar a essência da mensagem que o artista quer nos passar, mas é difícil ficar indiferente à sua obra sem questionarmos os valores predominantes na sociedade atual.
















domingo, 15 de maio de 2016 0 comentários

GRYLLE - IMAGEM DA LOUCURA HUMANA




A loucura é uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos que não são considerados comuns pela sociedade.
Algumas visões sobre loucura defendem que o sujeito não está doente da mente, mas pode simplesmente ser uma maneira diferente de ser julgado pela sociedade.

NA ANTIGUIDADE A LOUCURA ERA CONSIDERADA UMA MANIFESTAÇÃO DIVINA.

segunda-feira, 29 de junho de 2015 0 comentários

COMUNICAÇÃO, LITERATURAS, TEORIA LITERÁRIA E ARTÍSTICA


7ª atualização. Comunicação, Literaturas, Teoria Literária e Artística (60 obras inéditas para download)

Voltamos com uma lista de 60 obras inéditas para você baixar e ler aí no conforto do seu lar. Mais conhecimento, menos fascismo, por favor!

Baixar torrent via KICKASS (clique no ícone do imã ao lado de “download torrent”):
https://kickass.to/7%C2%AA-atualiza%C3%A7%C3%A3o-comunica%C…

Baixar torrent via MINHATECA:
http://minhateca.com.br/…/7*c2*aa+atualiza*c3*a7*c3*a3o.+Co…

Baixar item por item via GOOGLE DRIVE:
https://drive.google.com/open…

AGAMBEN, G. A linguagem e a morte - um seminário sobre o lugar da negatividade
AGAMBEN, G. Ninfas
AGAMBEN, G. O sacramento da linguagem - arqueologia do juramento
ALAVARCE, Camila S. Ironia e suas refrações
ALMEIDA, Carlos Cândido de. Elementos de linguística e semiologia na organização da informação
ALMEIDA, J. J. Dicionário aberto de calão e expressões idiomáticas - português BR
ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola
ANDRADE, Mário de. Macunaíma
ANDREW, J. Dudley. As principais teorias do cinema
AUERBACH, Erich. Figura
AZEREDO, J. C. Escrevendo pela nova ortografia
BACHELARD, G. Lautréamont
BARBOSA, Alice Príncipe. Teoria e prática dos sistemas de classificação bibliográfica
BARROS, Manuel de. Poesia completa
BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire um lírico no auge do capitalismo - Obras escolhidas III
BYRNE, David. Diários de bicicleta
CALDERON, Wilmara. O arquivo e a informação arquivística
CAMUS, A. El periodismo libre
CAMUS, A. A morte feliz
CAUQUELIN, Anne. Arte contemporânea - uma introdução
CAVALERA, Max. My bloody roots - Toda verdade sobre a maior lenda do heavy metal brasileiro.
COMPAGNON, A. O trabalho da citação
CORTÁZAR, J. Válise de Cronópio
DOMENACH, J-M. A propaganda política
D'ONOFRIO, S. Elementos estruturais do poema [in O texto literário _ teoria e aplicação]
DUARTE, Rogério. Tropicaos
ECO, U. Los límites de la interpretación, vol. I
EISNER, Will. O complô
FARACO, Carlos Alberto. Linguística histórica
FERRÉZ. Deus foi almoçar
FRIEDMAN, Norman. O Ponto de Vista na Ficção
GARCIA, N. Propaganda, ideologia e manipulação
GORKI, M. A mãe
HASTINGS, M. Inferno - o mundo em guerra 1939-1945
JAKOBSON, Roman. Linguística e comunicação
JAKOBSON, Roman. Linguística, poética, cinema
MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem
MERLEAU-PONTY, M. O homem e a comunicação
MILLER, Henry. Pesadelo refrigerado
NORTHROP, Frye. El Gran Código.
PALLOTTINI, Renata. Introdução à dramaturgia
PORTON, R. Cine y anarquismo. La utopía anarquista en imágenes
RENNER, Eric. Pinhole Photography - From Historic Technique to Digital Application.
RIBEIRO, Joao Ubaldo. A casa dos budas ditosos
RIBEIRO, Joao Ubaldo. O feitiço da ilha do pavão
RIBEIRO, João Ubaldo. Política
RIBEIRO, João Ubaldo. Um brasileiro em Berlim
RIBEIRO, João Ubaldo. Viva o povo brasileiro!
SGANZERLA, Rogério. Por um cinema sem limite.
SIMÕES, Darcilia. Semiótica, linguística e tecnologias - Homenagem a Umberto Eco
STEINER, George. Antígonas
SUASSUNA, Ariano. Auto da compadecida
SUASSUNA, Ariano. Iniciação à Estética
SUASSUNA, Ariano. Pedra do reino
TUFANO, Douglas. Estudos de literatura brasileira
VELOSO, Caetano. Verdade tropical
VERMES, Timur. Ele está de volta
WILLIAMS, Raymond. Marxismo e literatura
WILLIAMS, Raymond. Palabras clave - Un vocabulario de la cultura y la sociedad
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido
segunda-feira, 28 de abril de 2014 1 comentários

TRANSFORMANDO A DOR EM ARTE


Música: Evanescence - My Immortal

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 0 comentários

Deleuze, Foucault e Rancière – 65 obras para download

Michel Foucault, Gilles Deleuze e Jacques Rancière


Google Drive:
https://drive.google.com/folderview?id=0B2fYI0opdjTISVdUQjBiMlJIT2s&usp=sharing

uTorrent: 
http://thepiratebay.pe/torrent/8937980

Caso o site acima não esteja acessando, clique nesta pasta onde encontra-se todos os torrents:
https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlakRydmRmZFpjVkU&usp=sharing

DELEUZE, G. A Filosofia Crítica de Kant
DELEUZE, G. A Ilha Deserta e outros textos
DELEUZE, G. A imagem-tempo, Cinema, vol. 2
DELEUZE, G. Bergsonismo
DELEUZE, G. Conversações
DELEUZE, G. Crítica e Clínica
DELEUZE, G. Derrames-entre el capitalismo y la esquizofrenia [espanhol]
DELEUZE, G. Diferenca e repetição
DELEUZE, G. Empirismo e Subjetividade
DELEUZE, G. Espinosa e o Problema da Expressão
DELEUZE, G. Espinoza – filosofia prática
DELEUZE, G. Foucault
DELEUZE, G. Kafka – Por Uma Literatura Menor
DELEUZE, G. Lógica do Sentido
DELEUZE, G. Nietzsche e a Filosofia
DELEUZE, G; GUATARRI, F. Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia v.4
DELEUZE, G; GUATARRI, F. Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia v.5
DELEUZE, G; GUATTARI, F. Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia, vol. 3
DELEUZE, G; GUATTARI, F. Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia, vol. 2
DELEUZE, G; GUATTARI, F. O anti-édipo – capitalismo e esquizofrenia, vol. 1
DELEUZE, G; GUATTARI, F. O que é Filosofia
DELEUZE, G; PARNET, C. Diálogos
DELEUZE, G; SILVA, T. Guia de leitura de 'Diferença e repetição'

FOUCAULT, M. A arqueologia do saber
FOUCAULT, M. A hermenêutica do sujeito [escaneada]
FOUCAULT, M. A hermenêutica do sujeito [transcrita]
FOUCAULT, M. A Linguagem ao Infinito
FOUCAULT, M. A Ordem do Discurso
FOUCAULT, M. A verdade e as formas jurídicas
FOUCAULT, M. A vida dos homens infames
FOUCAULT, M. As palavras e as coisas [escaneada]
FOUCAULT, M. As palavras e as coisas [transcrito]
FOUCAULT, M. Do governo do vivos
FOUCAULT, M. Doença Mental e Psicologia
FOUCAULT, M. Em defesa da sociedade
FOUCAULT, M. Estética – literatura e pintura, música e cinema [Ditos & Escritos III]
FOUCAULT, M. Estratégia – Poder-Saber. Ditos e escritos, vol. 4
FOUCAULT, M. Estruturalismo e pós-estruturalismo
FOUCAULT, M. Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe…
FOUCAULT, M. História da loucura na idade clássica
FOUCAULT, M. História da sexualidade I – vontade de saber
FOUCAULT, M. História da sexualidade II – o uso dos prazeres
FOUCAULT, M. História da sexualidade III – o cuidado de si
FOUCAULT, M. Isto não é um cachimbo
FOUCAULT, M. Microfísica do Poder
FOUCAULT, M. Nascimento da Biopolítica
FOUCAULT, M. Nietzsche, Freud e Marx
FOUCAULT, M. O Governo de Si e dos Outros
FOUCAULT, M. O Nascimento da Clínica
FOUCAULT, M. O que é um autor
FOUCAULT, M. Os Anormais
FOUCAULT, M. Segurança, território, população
FOUCAULT, M. Verdade e subjetividade
FOUCAULT, M. Vigiar e Punir
FOUCAULT, M; CHOMSKY, N. La Naturaleza Humana

RANCIÈRE, J. A partilha do sensível – estética e política
RANCIÈRE, J. De uma imagem à outra… Deleuze e as eras do cinema
RANCIÈRE, J. Ética, estética e política. In Revista Urdimento
RANCIÈRE, J. La palabra muda – ensayo sobre las contradicciones de la literatura
RANCIÈRE, J. Literatura impensável. in Políticas da Escrita
RANCIÈRE, J. O conceito de anacronismo
RANCIÈRE, J. O Desentendimento – Política e Filosofia
RANCIÈRE, J. O Inconsciente Estético
RANCIÈRE, J. O mestre ignorante – cinco lições sobre a emancipação intelectual
RANCIÈRE, J. Paradoxos da arte política
domingo, 15 de dezembro de 2013 9 comentários

BAUMAN,BOURDIEU E ELIAS – 50 obras para download

Zygmunt Bauman, Pierre Bourdieu e Norbert Elias


Google Drive:
https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlZEhiQnJWYWI0Qkk&usp=sharing
uTorrent:
uTorrent (descompactado – possibilidade de escolher quais livros quer baixar):
Caso o site acima não esteja acessando, clique nesta pasta onde encontra-se todos os torrents:

BAUMAN, Z. A arte da vida
BAUMAN, Z. A fragilidade dos laços humanos
BAUMAN, Z. Amor Líqüido
BAUMAN, Z. A liberdade
BAUMAN, Z. A sociedade individualizada
BAUMAN, Z. Capitalismo parasitário
BAUMAN, Z. Comunidade
BAUMAN, Z. Confiança e medo na cidade
BAUMAN, Z. Em busca da política
BAUMAN, Z. Ensaios Sobre o Conceito de Cultura
BAUMAN, Z. Ética pós-moderna
BAUMAN, Z. Et al. O Papel da Cultura nas Ciências Sociais
BAUMAN, Z. Globalização e as consequências humanas
BAUMAN, Z. Identidade – entrevista a Benedetto Vecchi
BAUMAN, Z. La Cultura como Praxis
BAUMAN, Z. La sociedad sitiada (em espanhol)
BAUMAN, Z. Legisladores e Intérpretes
BAUMAN, Z. Medo Líquido
BAUMAN, Z. Modernidade e Ambivalência
BAUMAN, Z. Modernidade Líquida
BAUMAN, Z. Modernidade e Holocausto
BAUMAN, Z. O mal-estar da pós-modernidade
BAUMAN, Z. Por uma Sociologia Crítica
BAUMAN, Z. Tempos líquidos
BAUMAN, Z. Vida a crédito
BAUMAN, Z. Vida Para Consumo
BAUMAN; MAY. Aprendendo a pensar com a sociologia

BOURDIEU, P. A Dominação Masculina
BOURDIEU, P. A ilusão biográfica
BOURDIEU, P. As regras da arte
BOURDIEU, P. Coisas Ditas
BOURDIEU, P. Escritos da educação
BOURDIEU, P. Homo Academicus
BOURDIEU, P. Lições da Aula
BOURDIEU, P. Meditações Pascalianas
BOURDIEU, P. O poder simbólico
BOURDIEU, P. Os Usos Sociais da Ciência
BOURDIEU, P. Para uma Sociologia da Ciência
BOURDIEU, P. Questões de Sociologia
BOURDIEU, P. Razões Práticas – Sobre a Teoria da Ação
BOURDIEU, P. Sociologia

ELIAS, N. A Condição Humana
ELIAS, N. A peregrinação de Watteau à Ilha do Amor
ELIAS, N. A sociedade de corte
ELIAS, N. A sociedade dos indivíduos
ELIAS, N. O processo civilizador, vol. I: uma história dos costumes
ELIAS, N. O processo civilizador, vol. II: formação do estado e civilização
ELIAS, N. Os alemães
ELIAS, N. Sobre o tempo
ELIAS, N. Teoria Simbólica
quinta-feira, 31 de outubro de 2013 1 comentários

Sou Maluca Sim!

 

O ser humano desenvolve suas habilidades ou já nasce com elas?

sábado, 21 de setembro de 2013 2 comentários

A ARTE DE SER VELHO


É curioso como, com o avançar dos anos e o aproximar da morte, vão os homens fechando portas atrás de si, numa espécie de pudor de que o vejam enfrentar a velhice que se aproxima. Pelo menos entre nós, latinos da América, e sobretudo, do Brasil. E talvez seja melhor assim; pois se esse sentimento nos subtrai em vida, no sentido de seu aproveitamento no tempo, evita-nos incorrer em desfrutes de que não está isenta, por exemplo, a ancianidade entre alguns povos europeus e de alhures.

Não estou querendo dizer com isso que todos os nossos velhinhos sejam nenhuma flor que se cheire. Temo-los tão pilantras como não importa onde, e com a agravante de praticarem seus malfeitos com menos ingenuidade. Mas, como coletividade, não há dúvida que os velhinhos brasileiros têm mais compostura que a maioria da velhorra internacional (tirante, é claro, a China), embora entreguem mais depressa a rapadura.

Talvez nem seja compostura; talvez seja esse pudor de que falávamos acima, de se mostrarem em sua decadência, misturado ao muito freqüente sentimento de não terem aproveitado os verdes anos como deveriam. Seja como for, aqui no Brasil os velhos se retraem daqueles seus semelhantes que, como se poderia dizer, têm a faca e o queijo nas mãos. Em reuniões e lugares públicos não têm sido poucas as vezes em que já surpreendi olhares de velhos para moços que se poderiam traduzir mais ou menos assim: "Desgraçado! Aproveita enquanto é tempo porque não demora muito vais ficar assim como eu, um velho, e nenhuma dessas boas olhará mais sequer para o teu lado..."
Isso, aqui no Brasil, é fácil sentir nas boates, com exceção de São Paulo, onde alguns cocorocas ainda arriscam seu pezinho na pista, de cara cheia e sem ligar ao enfarte. No Rio é bem menos comum, e no geral, em mesa de velho não senta broto, pois, conforme reza a máxima popular, quem gosta de velho é reumatismo. O que me parece, de certo modo, cruel. Mas, o que se vai fazer?

Assim é a mocidade- ínscia, cruel e gulosa em seus apetites. Como aliás, muito bem diz também a sabedoria do povo: homem velho e mulher nova, ou chifre ou cova.

Na Europa, felizmente para a classe, a cantiga soa diferente. Aliás, nos Estados Unidos dá-se, de certo modo, o mesmo. É verdade que no caso dos Estados Unidos a felicidade dos velhos é conseguida um pouco à base da vigarista; mas na Europa não. Na Europa vêem-se meninas lindas nas boates dançando cheek to cheek com verdadeiros macróbios, e de olhinho fechado e tudo. Enquanto que nos Estados Unidos eu creio que seja mais... cheek to cheek. Lembro-me que em Paris, no Club St. Florentin, onde eu ia bastante, havia na pista um velhinho sempre com meninas diferentes. O "matusa" enfrentava qualquer parada, do rock ao chá-chá-chá e dançava o fino, com todos os extravagantes passinhos com que os gauleses enfeitam as danças do Caribe, sem falar no nosso samba. Um dia, um rapazinho folgado veio convidar a menina do velhinho para dançar e sabem o que ela disse? - isso mesmo que vocês estão pensando e mais toda essa coisa. E enquanto isso, o velhinho de pé, o peito inchado, pronto para sair na física.

Eu achei a cena uma graça só, mas não sei se teria sentido o mesmo aqui no Brasil, se ela se tivesse passado no Sacha's com algum parente meu. Porque, no fundo, nós queremos os nossos velhinhos em casa, em sua cadeira de balanço, lendo Michel Zevaco ou pensando na morte próxima, como fazia meu avô. Velhinho saliente é muito bom, muito bom, mas de avô dos outros. Nosso, não.

VINICIUS DE MORAES

sábado, 31 de agosto de 2013 0 comentários

PÁSSARO AZUL













Há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro,
não vou deixar
ninguém ver-te.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky para cima dele
e inalo fumo de cigarros
e as putas e os empregados de bar
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele se encontra
lá dentro.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica escondido,
queres arruinar-me?
queres foder-me o
meu trabalho?
queres arruinar
as minhas vendas de livros
na Europa?
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.
digo-lhe, eu sei que estás aí,
por isso
não estejas triste.
depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é bom o suficiente
para fazer um homem chorar,
mas eu não choro,
e tu?

(CHARLES BUKOWSKI)

Original

Bluebird
There’s a bluebird in my heart that
wants to get out
but I’m too tough for him,
I say, stay in there, I’m not going
to let anybody see
you.
there’s a bluebird in my heart that
wants to get out
but I pour whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he’s
in there.

there’s a bluebird in my heart that
wants to get out
but I’m too tough for him,
I say,
stay down, do you want to mess
me up?
you want to screw up the
works?
you want to blow my book sales in
Europe?
there’s a bluebird in my heart that
wants to get out
but I’m too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody’s asleep.
I say, I know that you’re there,
so don’t be
sad.
then I put him back,
but he’s singing a little
in there, I haven’t quite let him
die
and we sleep together like
that
with our
secret pact
and it’s nice enough to
make a man
weep, but I don’t
weep, do
you?

sexta-feira, 23 de agosto de 2013 0 comentários

PICA-FLOR

                                     
                                                                       Rembrandt


Se Pica-Flor me chamais,
Pica-Flor aceito ser,
Mas resta agora saber,
Se no nome que me dais,
Meteia a flor que guardais
No passarinho melhor!
Se me dais este favor,
Sendo só de mim o Pica,
E o mais vosso, claro fica,
Que fico então Pica-Flor.
(Gregório de Matos)


A uma freira que satirizando a delgada
fisionomia do poeta lhe chamou "Pica-Flor".
 
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