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segunda-feira, 9 de abril de 2018 0 comentários

A RELIGIÃO NÃO FAZ NINGUÉM SER MELHOR ...




A Religião não faz ninguém ser melhor que o outro o próprio Cristo pregou a igualdade entre todos os filhos de Deus. Quando por ser religioso eu acredito poder sobrepor o direito alheio na verdade estou sendo um tremendo babaca ignorante. As religiões cristãs pregam humildade, mas na prática o que se vê é muita prepotência.

A religião deveria ser um ponto de equilíbrio, busca por paz interior. Mas quantas são as famílias que se veem  divididas e quantas são as guerras que se justificam em nome da religião?  

Até quando teremos o caos da ingenuidade e ignorância?
 
quarta-feira, 21 de março de 2018 0 comentários

A VERDADES ESTÁ PARA QUEM QUER VER


Quem conhece a realidade das favelas com certeza tem conhecimento de candidatos ou seus representantes risquinhos, branquinhos e de boa família fechar campanha com a milicia, com os trafica e o caralho a quatro. E são eles (políticos) que pagam para fazerem campanha nessas áreas dominadas (dito curral eleitoral).
É Mais vantajoso para Os tubarões do tráfico pagarem a senadores, a grupos empresariais...diz-se q até mesmo juízes. E não a simples vereadores de origem pobre de ação limitada dentro do meio político.

O crime organizado (diferente de alguns idiotas da internet) não é burro e nem quer perde dinheiro, assim como não começa nas COMUNIDADES, é um problema de abrangência internacional.
Então vamos nos informar, nos instruir melhor antes de vomitar asneiras nas redes sociais
Você pode ser preconceituoso e idiota, mas contaminar outras pessoas com sua ignorância já é demais.

LINK INDICADO: QUEM MATOU MARIELLE FRANCO?
segunda-feira, 29 de junho de 2015 0 comentários

SOLITÁRIOS PRAZERES


Por: Cristina Romualdo

Cercada de preconceitos, muitas vezes interpretada como ato
a masturbação é considerada importante para o conhecimento
do próprio corpo e para o desenvolvimento da sexualidade

pecaminoso ou capaz de fazer mal à saúde, atualmente 


Danae, 1907-1908, óleo sobre tela de Gustav Klimt Falar sobre masturbação costuma provocar constrangimentos, mesmo nos dias de hoje. Apesar de bem informados muitos homens e mulheres não tratam do assunto com naturalidade, seja na intimidade da relação com seus parceiros ou na educação dos filhos. Sem dúvida, falar sobre assuntos relacionados a sexo ainda é difícil para a maioria das pessoas – e a masturbação é um dos temas que mais provoca inibições. Para melhor entendermos o porquê dessas reações é preciso, em primeiro lugar, definir o significado dessa prática.

A masturbação pode ser entendida como uma excitação, habitualmente rítmica, efetuada com as mãos, na zona genital, própria ou do parceiro, com ou sem orgasmo, segundo o psicólogo Juan Carlos Kusnetzof. Já o médico William Howell Masters e a psicóloga Virginia Eshelman Johnson, que na década de 50 iniciaram pesquisas sobre a sexualidade humana, destacam como um dos aspectos definidores deste comportamento a auto-satisfação sexual obtida não só por meio da manipulação dos genitais, mas também pela estimulação de outras partes do corpo.

Conhecer a evolução histórica da sexualidade humana nos ajuda a desmistificar o tema e a entender o papel da prática no desenvolvimento sexual de homens e mulheres como forma de conhecer o próprio corpo – até para tornar o ato sexual partilhado mais prazeroso.

A palavra masturbação parece ter sua origem na expressão latina manusstuprare, que significa “manchar com a mão”, e sempre esteve, erroneamente, associada ao onanismo. Na verdade, o termo refere-se à prática do coito interrompido. Onan foi um personagem bíblico cujo irmão morreu sem ter tido filhos no casamento. Segundo costume do povo hebreu, o irmão que sobrevivia tinha a obrigação de se casar com a viúva para lhe dar filhos. Onan cumpriu a lei, mas por um motivo desconhecido praticava o coitus interruptus, ejaculando fora da vagina da parceira. Por isso, Deus o teria castigado – não por ter se masturbado e sim por não ter fecundado a mulher de seu irmão.

TEMA FREQÜENTE nas artes, representado às vezes com sutileza, a masturbação chegou a ser descrita como “atentado à humanidade” Desde os primórdios da humanidade, muitos mitos surgiram em torno do ato masturbatório e foram transmitidos de geração a geração. Alguns perderam-se ao longo do tempo, mas outros são mantidos até hoje. É o caso, por exemplo, da crença de que a masturbação freqüente traria aos jovens problemas sexuais no futuro; ou ainda, de que a produção de sêmen é limitada e, se esse “estoque” for gasto, o homem não poderá ter filhos. Para compreendermos como falsas concepções foram associadas à prática é necessário contextualizá-la nas diferentes épocas históricas, vislumbrando o cenário no qual se inseria.

Na Antigüidade, festivais egípcios celebravam a vida garantida pelos rios Nilo, Tigre e Eufrates. Nesses rituais, atribuía-se o poder da criação aos deuses e se creditava a eles a capacidade de manter a água corrente, fertilizando as terras por meio da masturbação – um ato considerado sagrado.

ENTRE MULHERES
Já os gregos não viam na prática nenhuma ligação com as divindades, mas também não a tinham como pecaminosa: acreditavam ser um comportamento natural, praticado mais pelas mulheres do que pelos homens, pois naquela cultura, em geral, havia pouco interesse dos homens em ter relações com suas companheiras, a não ser que fosse para gerar herdeiros. Portanto, não cabia a elas nenhum tipo de satisfação sexual, daí a idéia de que buscavam prazer pela masturbação praticada por elas mesmas ou por outra mulher.

Na Idade Média a Igreja Católica conquistou não apenas enorme poder econômico e político, como também predominância ideológica, instituindo mentalidade teocêntrica. Nesse período, em geral somente os padres eram alfabetizados e mantinham o controle das bibliotecas. Conseqüentemente, delimitavam o conhecimento ao qual a população em geral teria acesso. O matrimônio, nessa época, era recomendado pela Igreja por duas razões principais: por propiciar a única situação em que os filhos podiam ser concebidos sem a mácula do pecado e por manter os homens mais “regrados” e distantes de práticas consideradas pecaminosas – como homossexualidade, sexo anal ou oral, zoofilia e masturbação.

Já na Idade Moderna, época de grandes descobertas científicas, o poder sobre o conhecimento passou para as mãos dos médicos e a ciência se colocou a serviço da moral e de questões sociais. A masturbação era vista como atentado contra a humanidade, pois persistia a idéia de que ao “desperdiçar” o sêmen, a perpetuação da vida era impedida. No final do século XIX, uma outra forma de entender o homem e, conseqüentemente, sua sexualidade começou a se delinear. Neurologistas e psiquiatras apresentavam suas concepções sobre o funcionamento mental humano e a sexualidade passou a ser compreendida não apenas em seu aspecto físico, mas também psíquico.

Sem dúvida, o maior representante dessa nova forma de conceber as manifestações sexuais foi Sigmund Freud. Ele demonstrou interesse pelo tema da masturbação em 1892, buscando compreender o papel dessa atividade na vida do indivíduo, sua relação com os distúrbios psíquicos e questionando se a prática poderia originar traumas sexuais. Freud não via a masturbação como um vício a ser eliminado por meio de tratamento, mas a entendia como um comportamento inerente ao desenvolvimento sexual, que traria danos ao indivíduo, somente se sua estrutura psíquica já fosse propensa a distúrbios. Contudo, também acreditava que sua continuidade na vida adulta levaria à diminuição da potência sexual.

Em 1920, Wilhelm Stekel, colaborador de Freud até uma década antes, publicou o livro Impotência masculina – Perturbações psíquicas na função sexual do homem, no qual afirma que a masturbação, em si, não causa dano à saúde física ou psicológica. Tal atividade só provocaria distúrbios neuróticos que poderiam afetar o desempenho sexual quando vivenciada com culpa e sentimentos de autopunição provocados por proibições morais e religiosas.

Essa nova visão da sexualidade, que se afastava de uma óptica moralista e procurava se aproximar de uma concepção anatomofisiológica do funcionamento sexual, contribuiu para que surgisse uma proposta de tratamento para as disfunções sexuais, desenvolvida por Masters e Johnson no fim da década de 50. A proposta terapêutica baseava-se em uma seqüência de tarefas prescritas aos pacientes, cujo objetivo era devolver a eles a capacidade de concretizar, satisfatoriamente, a relação sexual. Posteriormente, a sexóloga Helen Singer Kaplan utilizou técnicas de compreensão psicodinâmica da problemática sexual, procurando identificar resistências intrapsíquicas e motivações inconscientes, bem como problemas de relacionamento conjugal que poderiam originar disfunções sexuais.

O psiquiatra e antropólogo Phillippe Brenot sintetiza bem a evolução pela qual a prática masturbatória passou ao longo da história da humanidade, em seu livro Elogio da masturbação. De pecado a ser condenado e doença a ser tratada, o ato transformou-se em recurso utilizado por especialistas para melhor conhecer a sexualidade humana e, cada vez mais, tem se tornado aceito como comportamento inerente ao desenvolvimento sexual saudável – que permitiu avanços científicos no estudo da sexualidade humana.

DURANTE A PUBERDADE
A primeira observação de espermatozóides num microscópio, feita no século XVII pelo holandês Anton van Leeuwenhoek, por exemplo, só foi possível graças à masturbação. Masters e Johnson conseguiram descrever a fisiologia da resposta física sexual graças a pessoas que consentiram em participar do estudo – se masturbar. E, por fim, tanto o exame de espermograma como a fecundação in vitro, usados respectivamente para diagnosticar e para contornar problemas de esterilidade, utilizam o esperma obtido pela masturbação.

A prática costuma ocorrer em diferentes fases do desenvolvimento humano. Na infância, é entendida como manipulação que assume caráter de autoconhecimento. Nesse processo descoberta de si, os pequenos buscam repetir as vivências prazerosas e evitar as que causam algum tipo de sofrimento, seja ele psíquico ou físico. Com a exploração do próprio corpo a criança descobre as regiões que lhe dão prazer ao serem tocadas. Sensações e emoções experimentadas durante essa exploração servirão de base para vivências sexuais futuras. Nessa fase, ela ainda não tem a mesma capacidade do adulto para compreender o que faz e por que o faz; não consegue identificar o toque em seus genitais como prazer erótico; não tem intenção de se estimular sexualmente. Se há algo de errado nessa situação é somente aos olhos do adulto que, confrontado com as próprias questões sexuais, pode se incomodar com a atitude da criança. Na verdade, podemos dizer que, nessa etapa, ela apenas se manipula para obter satisfação – esse ato somente se transformará de fato em masturbação quando atingir a puberdade.

Na adolescência, as alterações hormonais levam ao amadurecimento dos genitais, provocando novas sensações, o que intensifica a busca de prazer por meio da estimulação do próprio corpo. A maior conquista dessa fase é a aquisição do pensamento abstrato, o que possibilita o uso de fantasias como fonte de excitação sexual. Neste sentido, a masturbação antecipa a realidade no plano imaginário, abrindo caminho à concretização de futuras relações afetivo-sexuais e favorece o processo de amadurecimento sexual.
Ainda é muito comum ouvirmos homens e mulheres afirmando, equivocadamente, que a masturbação só é praticada por adultos que não têm vida sexual ativa, pois ainda prevalece a crença generalizada de que o amadurecimento do indivíduo leva à primazia e à exclusividade do ato sexual. Entretanto, não há nenhum motivo que justifique tal concepção; cada prática traz diferentes sensações prazerosas, não excludentes entre si.

Em geral, o início da vida a dois é cheio de novidades e existe muita energia para ser investida no relacionamento sexual. Nesta etapa da vida, a masturbação solitária pode tornar-se para alguns uma atividade rara. Contudo, é possível se beneficiar dessa prática por meio da estimulação mútua, o que pode ser um interessante instrumento de descoberta erótica para o casal, pois permite que cada um dos parceiros conheça melhor o corpo e a sexualidade um do outro.

UM JEITO DE APRENDER
Uma outra situação na qual a masturbação costuma ser utilizada como forma de manter a atividade sexual é quando um dos parceiros adoece ou sofre acidente que o impossibilite de ter relações de maneira convencional. Tal incapacidade não implica, necessariamente, privação de prazer para o casal. Na velhice, a manutenção do comportamento também costuma ser muito saudável.

Há ainda um longo caminho a ser percorrido para que as pessoas possam reconhecer a masturbação não apenas como uma manifestação sexual, mas também como um processo de aprendizado que o indivíduo tem sobre si mesmo.

Afinal, a excitação se apresenta com inúmeras variedades de ritmos e intensidades; está presente a todo o momento em nossa vida: por exemplo, ao saborearmos um alimento gostoso; ao ouvirmos um som suave; ao inspirarmos um aroma agradável; ao apreciarmos a beleza da natureza; ao sentirmos o calor do contato da pele de uma pessoa querida. Com a masturbação não é diferente, o ato possibilita a descoberta da própria sexualidade, por meio da experiência do auto-erotismo. Quando praticada sem culpas ou temores, fortalece a autoconfiança, eleva a auto-estima e proporciona o autoconhecimento.

CONCEITOS-CHAVE
- Muitas vezes vista como pecado ou doença ao longo da história, a masturbação transformou-se em recurso usado por médicos e especialistas em saúde mental para melhor compreender a sexualidade humana, desmistificar o tema e entender o papel da prática no desenvolvimento sexual.

- Segundo o psicólogo Juan Carlos Kusnetzof, a masturbação pode ser entendida como excitação sexual provocada por movimentos ritmados na zona genital.

- Freud questionou a relação do comportamento com os traumas sexuais, como se julgava no fim do século XIX (e até hoje ainda se acredita em alguns meios). Para ele, não se tratava de “vício” a ser curado, mas sim de comportamento inerente ao desenvolvimento sexual, que somente traria danos ao indivíduo se sua estrutura psíquica já fosse precocemente propensa a distúrbios.

Durante muito tempo predominou a intensa preocupação com a sexualidade – e principalmente com sua repressão. Nesse contexto, a masturbação deveria ser evitada a qualquer custo, até mesmo com o uso de trajes que dificultassem a prática. Ao analisar as formas de exercício de poder, o filósofo francês Michel Foucault ressaltou que no século XVIII a Igreja Católica cedeu, gradativamente, seu lugar ao saber médico e o corpo humano tornou-se objeto de novas técnicas de controle: além de culpabilizar aqueles que se deleitavam com a manipulação dos próprios genitais, o saber dominante os ameaçava com os mais terríveis prognósticos a respeito de sua saúde física e mental. No Dicionário das ciências médicas, de Serrurier, considerado obra de referência do início do século XIX, “o jovem masturbador” era descrito como um ser de “pele terrosa, língua vacilante, olhos cavos, gengivas retraídas e cobertas de ulcerações que anunciavam uma degeneração escorbútica. Para ele, a morte era o termo feliz de seus longos padecimentos”.

PELOS MEANDROS DA CULPA
“Pode-se falar em um retorno terapêutico à masturbação. Muitos, como eu, terão efetuado a experiência que representa um grande progresso quando o paciente, no decorrer do tratamento, volta a se permitir a masturbação, ainda que sem a finalidade de permanecer nessa fase infantil”, escreveu Sigmund Freud, em 1912.

Ainda hoje, na clínica, relatos de pacientes referentes a masturbação freqüente aparecem vinculados não só à vergonha, mas também à culpa. Tocar de forma erotizada o próprio corpo expressa a busca do prazer – sem o álibi da reprodução ou do ímpeto de satisfazer o desejo do outro – e revela o caráter subjetivo da sexualidade. Já a culpa decorre do reconhecimento, ainda que a contragosto, da lei à qual somos subordinados e se insere numa dimensão simbólica. No caso da masturbação, é preciso assinalar a estreita relação da culpabilidade com o mito da impossibilidade de gerar descendentes. A culpa sempre traz a impotência: haja vista o gesto simbólico de “lavar as mãos”, praticado por personagens (fictícios ou não) assolados por esse sentimento, como Lady Macbeth e Pilatos. O ato “limparse” também pode ser associado à idéia de que há algo de muito sujo no próprio sexo.
Revista Cérebro&Mente 
sexta-feira, 23 de maio de 2014 0 comentários

A SOMBRA E PARA QUEM PODE


A propriedade privada introduz a desigualdade entre os homens, a diferença entre o rico e o pobre, o poderoso e o fraco, o senhor e o escravo, até a predominância do mais forte. O homem é corrompido pelo poder e esmagado pela violência.
(Jean-Jacques Rousseau)

Ao longo da minha vida tenho me projetado como defensora da igualdade racial e de gênero. E conheço de perto as desigualdades exorbitantes existentes entre os mais ricos e os mais pobres do meu país.

Sei que o ingresso, ainda hoje, de negros nas universidades é minoria, mas isto não se da em razão da preguiça, falta de esforço, ou mal caráter  dos negros como alguns podem vir a pensar - E sim, pelo descaso  e preconceitos, os quais foram direcionados ao longo de nossa história como nação.

Não quero fazer a linha do ódio aos brancos ou aos ricos. A questão não é quem é branco e tem dinheiro, mas sim porque temos tantos miseráveis, principalmente sendo esses em maioria negros ou afrodescendentes.  

Negros no período escravista (1500/1888) sequer eram visto como seres humanos, pela mentalidade da época, eram apenas peças e seus  * martírios começavam:  já em suas capturas ainda nas terras africanas. Sendo **escravos não possuíam direitos, nem mesmo sobre a própria vida. Eram contingente muito superior aos dos brancos na maioria das províncias, porém isso  não lhes atribuíram vantagens, ou  os fizeram  integrantes da sociedade. A "forcada" assinatura da *** Lei Áurea em 1888 libertou os escravos remanescentes, porém não deu aos libertos condições para que ocupassem  lugar nessa sociedade excludente, logo; a população negra e oprimida, foi jogada a rua sem proteção, trabalho digno, sem saúde e sem auto-estima. sobrando-lhe apenas o estigma de marginal.


Quanto a situação das mulheres muita coisa mudou, mas temos ainda muito por melhorar. O que explica a baixa quantidade de mulheres ocupando cargos de chefia? Estudos apontam que apenas **** 23% ocupam cargo de chefia ou similares e os números são bem menores quando direcionados a mulheres negras. E essas poucas que conseguem ultrapassar as fronteiras da misoginia; ainda tem de se vê às voltas com o assédio moral, sexual e discriminação.

É fácil ostentar  frases como, a  sombra é para quem pode, quando se teve por herança a casa grande. Mas não é o mesmo para que teve de herança a senzala ou as periferias.

A respeito a discrepância entre as diferentes classes sociais, geradoras de inúmeros problemas e conflitos, repondo com o vídeo abaixo:

 Pensem:  Legitimando a ideia de manter o status quo das classes mais ricas, frases feitas como - A sombra e para quem pode - são propagadas indiscriminadamente pelas redes sociais e podem até parecerem bonitinhas, no entanto, nelas estão embutidas - preconceitos, discriminação e falta de consciência  daqueles que as compartilham. Agora, assistam ao premiado documentário ILHA DAS FLORES E ME RESPONDAM: A SOMBRA E PARA QUEM PODE? E POR QUÊ?

   

 * Filme Amistad, de steven Spielberg. Estados Unidos, 1997.
**LOPES, Jose reinaldo de Lima, O direito na historia, Sao Paulo, Max limonad.
*** Lei Áurea. Imperial n 3.353 de 13 de maio de 1888. ]
**** Segundo a ong Comtra (Casa das Mulheres trabalhadoras)


terça-feira, 28 de janeiro de 2014 3 comentários

SOU MALUCA SIM POR UM BRASIL SEM PRECONCEITO



UM MENINO NEGRO ENTRA EM UM MERCADO.
UM HOMEM BRANCO DIZ: "NÃO PERMITO PESSOAS DE COR AQUI"

O MENINO NEGRO DIZ: "EU NASCI PRETO.
QUANDO EU ESTOU CONGELANDO, EU SOU NEGRO.
QUANDO ESTOU DOENTE, EU SOU NEGRO.
QUANDO EU ESTIVER MORTO, ESTAREI NEGRO.
QUANDO VOCÊ NASCE, VOCÊ É ROSA.
QUANDO VOCÊ ESTÁ CONGELANDO, VOCÊ É AZUL.
QUANDO VOCÊ SE SENTIR ENVERGONHADO, VOCÊ FICA
VERMELHO.
QUANDO VOCÊ ESTÁ MORTO, VOCÊ FICA ROXO...
E VOCÊ ESTÁ ME
CHAMANDO DE PESSOA DE COR?"

"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos ainda haverá Guerra"
(Bob Marley)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013 3 comentários

ESCOLA AMEAÇA EXPULSAR MENINA POR USAR CABELO "CRESPO E VOLUMOSO"



Escola particular ameaçou expulsar menina de 12 anos caso ela não cortasse e mudasse o estilo de seu cabelo. O prazo para a mudança é de uma semana


Uma menina de 12 anos foi ameaçada de expulsão pela escola particular onde estuda na Flórida, nos Estados Unidos, caso não cortasse e mudasse o estilo de seu cabelo. Vanessa VanDyke tem os cabelos crespos e com volume, e segundo sua família, recebeu o prazo de uma semana para decidir se iria cortar os fios ou deixar a escola, de acordo com a emissora de TV “WKMG”.
O caso gerou muita repercussão nos EUA, e a escola Faith Christian Academy de Orlando disse nesta semana que não está exigindo que a menina corte os cabelos para continuar frequentando o estabelecimento – eles “apenas” querem que ela mude seu estilo.

Escola ameaçou expulsar Vanessa Van Dyke por causa de seu cabelo (Reprodução)


De acordo com a família de Vanessa Van Dyke, na última semana um conselheiro da escola advertiu a mãe da menina para que ela alisasse ou cortasse seu cabelo – ou a criança poderia ser expulsa.
A família não cogitou fazer as mudanças, pois o cabelo da menina faz parte de sua identidade. “Ele mostra que sou única. Eu gosto desta maneira. Eu sei que as pessoas vão me provocar porque ele não é liso, mas eu não ligo”, contou Vanessa.


A escola onde Vanessa estuda tem códigos de vestimentas e regras sobre como os alunos podem usar seus cabelos. “Os cabelos devem estar na cor natural e não devem ser uma distração”, dizem as regras, que citam como exemplos que não podem ser utilizados moicanos e raspados.

“Uma distração para uma pessoa não é distração para outra”, diz a mãe da menina, Sabrina Kent. “Você pode ter uma criança com espinhas no rosto. Você vai chamar isso de distração?”

Vanessa contou que usa seu cabelo longo e armado desde o início do ano, mas ele se tornou uma questão para a escola depois que sua família reclamou das provocações feitas pelas outras crianças.

“Houve pessoas que a provocaram por seu cabelo, e me parece que estão culpando-a por isso”, disse Sabrina. “Vou lutar pela minha filha. Se ela quer usar o cabelo assim, ela vai mantê-lo assim. Há pessoas que podem pensar que usar o cabelo natural não é apropriado. Mas ela é bonita assim.”

Responsáveis pela escola disseram em um comunicado que não estão pedindo que a menina use produtos ou corte seu cabelo, mas que ela o modele de acordo com as regras da escola.


Links indicados: 
RACISMO PADRÃO FIFA
quarta-feira, 20 de novembro de 2013 1 comentários

MAS RACISMO NO BRASIL NÃO EXISTE




Esse é apenas um dos gráficos que evidencias as condições atuais dos negros no Brasil.
Nesse link http://bit.ly/1bAC7Sj você tem acesso a o estudo completo.

Há quem defenda que não precisamos de um dia da consciência negra.Depois de ler esse estudo me diga se não existe racismo no Brasil.


Pesquisa do IPEA por Daniel R. C.Cerqueira(DIEST/IPEA) e Rodrigo Leandro de Moura
 (IBRE/FGV)
quinta-feira, 30 de maio de 2013 0 comentários

RACISMO É BURRICE


Assista ao vídeo RACISMO e reflita: 

O Brasil foi o país de maior tráfico negreiro do mundo. Tendo a maioria dos negros escravizados entrado pela cidade o Rio de janeiro que hoje é conhecida como cidade maravilhosa.Agora responda:  

existe racismo no Brasil. 

Onde você guarda o seu preconceito? 

Assista ao vídeo RACISMO,reflita e responda. 




              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB

quarta-feira, 24 de abril de 2013 0 comentários

MUITO OBRIGADA!



Se eu tivesse aceitado as proposta absurdas do PCdoB  para que não levasse a frente minhas denúncias  eu agora estaria muito bem empregada e no minimo liderando alguma das inúmeras ONGs fantasma do partido. Porque no PCdoB se tira dinheiro de tudo, até de projeto de beneficiamento para presos. 
E no papel tudo funciona muito bem em sem qualquer licitação. não é atoa que o dirigente João Carlos de Carvalho( JCC) ironicamente chama essa forma de aquisição de dinheiro  fácil do governo de "conveniência e oportunidade" e protegido por seus coleguinhas de roubo diz;estou resguardado pela lei.

Está mesmo pela lei e pela tal de Beth que gosta de sustentar gigolô de quinta com o nosso dinheiro de cidadão. A mesma Beth da CREMERJ que declarou não só saber da prostituição a qual as mulheres sobre tudo as negras têm sido infligidas no PCdoB , como se declarou a favor. Não absurdo suficiente ainda afirmou: Minha queridinha isso é politica.

Bem, política para alguém sem qualquer escrúpulo como ela, não para mim.

Como essas declarações acabaram comprometendo o partido (PCdoB), que imediatamente acionou os advogados. foi exigido que a Senhora Beth retirasse os ABSURDOS postados tão expressivamente na minha página do Facebook, como muitos de vocês puderam acompanhar.

O que não impediu essa senhora Beth se vangloriando de ser rica dizer que eu poderia fazer quantas denúncias eu quisesse ao Ministério Público, pois João Carlos de Carvalho está muito bem blindado dentro do PCdoB.

Para derrubar o esquema o qual ele pertence seria necessário passar por cima dela, do Edison Silva, do Aldo Rabelo , dos Barretos e de alguns empresários do Rio de Janeiro e São Paulo... coisa que não era para gentinha como eu.

Não me intimidei e continuo denunciando o que realmente acontece dentro do PCdoB e curiosamente depois disso curiosamente as ameaças de morte a mim e a minha família se intensificaram. 

Obviamente tive e ainda tenho medo, por mim e por meus filhos e marido, mas a indignação por ter meu nome envolvido em tanta sujeira, o racismo e a desqualificação que eu e muitas outras mulheres temos sofrido até então caladas no PCdoB não me permitem calar.

Sei que se ainda estou viva devo e muito a meus amigos, a os repórteres,  blogueiros, e mesmos a alguns comunistas internacionais.Esses têm me oferecido todo o apoio possível, além de divulgarem e cobrarem providências quanto ao meu caso.

Com isso o escândalo político está estourando agora no colo do Aldo Rabelo (Ministro dos Esportes). E olha que muita gente soberba e prepotente como a senhora Beth falou que uma mulher pobre e negra como eu não conseguiria nada frente a os TUBARÕES do PCdoB.

A todos que tem me ajudado nessa batalha muito obrigada!




              Mucamas do PCdoB

          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB


segunda-feira, 25 de março de 2013 1 comentários

LEMBRA DA ESCRAVIDÃO, AS LUTAS DOS NEGROS E DOS TRABALHADORES: uma caminhada pelo centro do Rio




Nós da Juventude Às ruas, queremos fazer um resgate da história de luta dos negros e dos trabalhadores que recebe uma pá de cal. Às vezes de cal viva (soda caustica) como sofreram os marinheiros presos na Revolta da Chibata. Caminharemos por diversos marcos da história da escravidão, da luta dos negros, dos marinheiros, dos trabalhadores no Rio.

Walter Benjamin falava que se os vencedores seguissem vencendo nem os mortos estariam à salvo. Lembrando os mortos que não estiveram a salvo, passaremos pelo Cais do Valongo recém desenterrado, pelo Cemitério dos Pretos Novos (maior cemitério de escravos do planeta, recém descoberto), pelas ruas das barricadas da Revolta da Vacina, dos primeiros sindicatos do Rio.

Precisamos recuperar a história dos negros e da classe trabalhadora para salvar os mortos e erguer um futuro sem exploração capitalista e sem racismo.


Sábado, 30 de março de 2013.
Horário: 13:00h.

Nos encontraremos em frente a bilheteria das Barcas na Praça XV e de lá seguiremos nosso caminho pelo centro e Gamboa.



              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB


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MINHA DOR E VIDA





Sou negro
Sou gente
Que dá jeito e que constrói.
Fizeram de mim
Injustiças migrações que não pude caminhar
E sim, apanhar.

Amor de mãe, que tive.
Sendo escrava, ela me disse.
Amamentou o filho do branco.
Fraca, sofrida e dando a vida.

Lá vou eu...
Derramando o meu sangue por toda essa terra
Que eu ajudei.

Tiraram nossas vidas.
Espancaram-me de dor
Com essa violenta burguesia
Somos sem valor.

Hoje sou discriminado,
Não sou aceito,
Não tenho valor no cargo,
E sou marginalizado.

Vivo sofrendo,
Sempre escutando e sem alegria
No dia-a-dia.

Quero romper.
Criar asas e voar.
Unidos iremos formar
Liberdade irá conquistar.

Formaremos a vida pura
Formando a nossa cultura,
Nossa organização e nosso futuro.

Meu corpo cansado e torturado,
Mas não fracassado
Pra lutar e se unir
Sempre ao teu lado.

Tenho tanto amor.
Como tenho valor,
O sistema é contra nós porque nos deve favor.

Vamos levantar as mãos
Dando grito para libertação
De dentro e fora do coração
Formamos essa nação.

É muito bonito quando a gente vai à luta
Pra esse povo humilde que sofre escravidão.
Hoje, multiplicaremos a união,
Para que haja libertação
Dessa raça negra que sofre escravidão.


de Gilberto Soares da Silva
Montanhas - RN



              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 5 comentários

Carta para Silas Malafaia.


Carta para Silas Malafaia.
(Por Jordan Campos)

Prezado Silas Malafaia, notei que és um profundo conhecedor da bíblia e aplica as leis encontradas nela de forma justa e ao pé da letra. Não quero queimar no inferno, quero salvar minha alma, você poderia me ajudar então a ser um filho querido de Deus, sem pecados e tirar as minhas dúvidas abaixo?

Pastor Silas Malafaia
O senhor disse, ao defender que os homossexuais queimarão no inferno com base na passagem do antigo testamento a seguir: (Levítico 20:13) “Se um homem usar com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometeram uma torpeza abominável, serão punidos de morte e sua morte recairá sobre eles”.

Eu sou heterossexual, e muito bem casado, estou livre desta parte, mas me preocupei com outras e com algumas obrigações contidas no mesmo Levíticos. Por favor, me ajude a esclarecer, senhor Silas, com sua habilidade e como psicólogo que é:

1. Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia como a bíblia recomenda a punição?

2. Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?

3. Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso á minha esposa ? Eu tenho receio que ela se ofenda comigo.

4. Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Posso comprar alguns escravos então da Argentina e não do Chile que não faz fronteira com o Brasil? Me explica isso?

5. Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo ou contrato alguém para fazer a vontade de Deus?

6. Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos às vezes para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?

7. A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer? Eu mato também? E o senhor faz a barba ou nasceu peladinho assim, bigode conta? me ajude!!

Espero urgentemente uma resposta Sr. Silas, e obrigado por me lembrar que a “palavra de Deus” é eternamente imutável e que as escrituras devem ser seguidas à risca sempre e à todo tempo.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012 0 comentários

VACA PROFANA

AGORA SEI COMO SE SENTE UMA VACA!


Quando um Macho olha uma mulher ele enxerga uma vaca. Ele não quer saber se ela tem sentimentos, se tem filhotes; o objetivo é sempre o mesmo - CARNE!

Ser mulher em um partido político é muitas vezes um 
grande problema, pois somos poucas e tratamos quase sempre com Machos. Por anos e anos temos travado verdadeiras batalhas, ou melhor guerras, para nos livrar de estigmas e conquistar nosso lugar muito merecido na política. Não aguento mais tratar como Machos, quero saber onde estão os Homens. Onde estão aqueles que realmente conhecem o significado de palavras como respeito e cavalheirismo?

Não aguento mais ter minha inteligência subestimada, ser rotulada Chega disso de que mulher é burra, de que mulher é para ser usada. Coro estupido esse:  se uma mulher está na política ou é puta ou sapatão.

CHEGAAAAAAAAAAAA!

Estou aqui por mérito. O que define minha capacidade é minha inteligência e os frutos do meu trabalho, e não o que eu tenho entre as coxas.

Sou mulher e também sei fazer política e faço com dignidade, verdade, quando empenho minha palavra cumpro. Sou mulher, sou negra, sou suburbana. Sei bem onde dói, mas antes de tudo sou uma guerreira e por isso exijo respeito.

Não peço. Na minha autoridade de mulher exijo respeito.

Gostaria que todos entendessem, a começar pelos dirigentes políticos do PCdoB que nenhum homem conseguiu dar passos realmente significantes para a sociedade sem ter uma mulher por trás. Acontece que agora saímos dos bastidores e já passou da hora dos nossos machos políticos entenderem isso.

Minha homenagem  a todos que fizeram zootecnia!!!





Links indicados:SENHOR COCAÍNA
quinta-feira, 4 de outubro de 2012 1 comentários

PCdoB ELITISTA E RACISTA



O PCdoB é um partido elitista e racista. É quando se precisa de coisas minimas como uma cesta básica que se fica sabendo o que é de fato o partido Comunista do Brasil.

A única coisa que pedi desse Partido Corrupto de Bosta mesmo diante de todos os absurdos, preconceitos e humilhações que sofri por ser negra e pobre, foi uma retratação dos Senhores João Carlos de Carvalho
 e Carlos Anjos Estrela (charuto). Agora porque não o fazem? Acaso estou ameaçando a posição privilegiada de algum darwinista social?

A resposta é: o PCdoB não nos respeita, trata-nos como lixo humano  e depois ainda faz propaganda na TV pedindo o nosso voto.


Não pedi dinheiro, não pedi cargo. E por fim nem mesmo o valor da divida que o João Carlos tem comigo.

Como alguns alienados tentam justificar a ausência de ações contra o preconceito e racismo que ocorre nesse partido. Pedi apenas uma retratação desses senhores. 

Só para lembrar: quando O dirigente João Carlos de Carvalho me ofereceu cargo na CEPERJ, isso ainda no ano de 2009 eu não aceite. mas mesmo diante da minha negativa o PCdoB continuou ou ainda contínua  usando o meu nome para lavagem de dinheiro, sendo que a otária aqui por ter escrúpulos se negou a receber qualquer quantia dessa mamata a qual o senhor Jorge Barreto dirigente geral da CEPERJ e amigo pessoal do João Carlos de Carvalho está muito consciente. Não sendo o bastante ainda fui assediada sexualmente pelo Carlos Anjos Estrela (Charuto). 


Pois agora não só o João Carlos e o Estrela têm de se retratar, mas todo esse partido de bosta que humilha as mulheres, os negros , os pobres. E as desculpas não tem de ser apenas para mim, mas para todo o povo brasileiro que vêm sendo a anos usurpado por esses abutres.





Links indicados: Mucamas do PCdoB







terça-feira, 25 de setembro de 2012 1 comentários

Mucamas do PCdoB



"Uma elite enriquecida no suga-suga das verbas públicas, não se conforma com nenhuma ascensão do negro na sociedade. Quer seja em empregos de maiores salários, na política ou nas universidades."


Não há medida para o meu aborrecimento com o PCdoB. Sou uma mulher negra e como a maioria da minha cor, conheço e sofro na pele com o preconceito á Brasil. Uma moda de preconceito camuflado e por tanto consentido o qual dificulta sua identificação e ainda mais as possibilidades de ser combatido.
Mas apesar de viver essa realidade não aceito e nunca aceitarei ser denegrida, desvalorizada por ser negra. Minha cor não me faz inferior a absolutamente ninguém.

Saibam os desavisados que a escravidão negra no Brasil foi abolida desde 1888, então, por que minha palavra, honra, dignidade para o PCdoB vale menos do que a de um homem branco?
Como na música da Vanessa da Mata canto com o peito inflado de orgulho: eu sou neguinha!
Sim, eu sou uma mulher negra. Mas não estou aqui para servir os apetites sexuais dos dirigentes e lideranças do PCdoB.

Sou negra sim, porém não sou cativa de nenhum senhor de engenho. Por tanto diferente do que me passaram as senhoras Mara Marciel e Claudia Vitalino na falsa comissão de controle, que deveria chamar de “comissão de controle a Jaqueline”, não tenho a intenção e menos ainda obrigação de me deitar com nenhum dirigente em troca de cargo público.

Sou negra, mas não sou mucama. 
Sou uma mulher livre. Quem decide com quem faço amor sou eu e não um partido político.
Ao denunciar a prostituição de luxo a qual nós mulheres, sobre tudo as negras, estamos sendo expostas no PCdoB, ouvi entre outras coisas, em tom de ameaça que eu deveria calar a boca porque isso é política e sempre será assim... Desde de então estou sendo constantemente ameaçada de morte.

O que mais dizer? 

"A elite faz do racismo o seu entretenimento".






sexta-feira, 3 de agosto de 2012 0 comentários

Escravidão no Brasil


Sem dúvida, um dos mais tristes momentos da nossa história. Foram os escravos que produziram todas ou quase todas as riquezas da América. No início, os portugueses, escravizaram os índios, porém com o passar do tempo, foram substituídos pelos africanos. Alguns estudiosos acham que esta substituição se deu pelo fato dos africanos se adaptarem melhor ao tipo de trabalho realizado na colônia. É importante ressaltar que o vergonhoso comércio de escravos representou uma excelente alternativa econômica para a Europa e trouxe muitos lucros para os europeus. A escravidão do negro era mais rentável do que a do índio, por isso, valia a pena o alto custo do investimento.

A presença negra na América começou por volta de 1550. O escravo africano era considerado por muitos como simples mercadoria e a escravidão chegou a ser indispensável para o progresso e prosperidade do país. Quando chegavam aqui, eram exibidos para que os compradores pudessem analisá-los. Evitavam comprar escravos da mesma família ou da mesma tribo (pois não queriam rebeliões).

Os escravos viviam em senzalas, onde ficavam presos quando não estavam trabalhando, e eram responsáveis por todo trabalho braçal realizado nas fazendas. Trabalhavam de sol a sol e não tinham quase tempo para descansar. A vida útil do escravo adulto não passava de 10 anos (por causa da dureza dos trabalhos e precariedade da alimentação) e seus filhos eram seus substitutos. Qualquer deslize era motivo para as mais horríveis punições. Para fugir de todos estes sofrimentos, alguns escravos se suicidavam; outros, matavam seus feitores e ainda os que fugiam para os quilombos.

Nos quilombos (geralmente localizados em lugares de difícil acesso), os escravos viviam em liberdade, produziam seus alimentos, fabricavam roupas, móveis e instrumentos de trabalho, cultivavam também as crenças, as tradições e os costumes africanos. O adultério, o roubo e o homicídio eram punidos com a pena de morte. Alguns escravos que não conseguiam chegar até o quilombo, eram capturados no meio do caminho pelos capitães-do-mato que eram remunerados pelo seu trabalho.

Os quilombos estavam espalhados em todo o território colonial, porém, a falta de registros impede que estudiosos descubram mais detalhes sobre eles. Mesmo assim, ainda encontramos comunidades remanescentes de antigos quilombos no interior do Brasil. O mais famoso de todos os quilombos, chamava-se Palmares e ficava em Alagoas. Esse quilombo possuía aproximadamente 20 ou 30 mil habitantes. Dentre os seus líderes destacava-se Zumbi. Durante o século XVII, vários governos (portugueses e holandeses) quiseram destruí-lo. Foram várias tentativas em 80 anos de conflito, mas Palmares resistia bravamente e chegou a derrotar cerca de 30 expedições enviadas. Foi somente em 1695 que Palmares foi destruído por completo, com a colaboração do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho que para cumprir a missão se armou com homens preparados e um vasto material bélico. Zumbi foi capturado um ano depois da destruição de Palmares e foi executado. Só a partir da Independência (1822) que as pessoas começaram a ter uma consciência antiescravista. Baseado nos ideais iluministas (o pensamento iluminista considerava o homem como a obra mais importante de Deus), muitos achavam que em uma sociedade livre, não havia espaço para a escravidão. Na mesma época (séc. XIX), cresciam as pressões internacionais pelo fim do tráfico negreiro.

Em 1821, a Assembléia Geral aprovou uma lei pela qual os africanos que entrassem no país a partir daquela data seriam livres, mas isso ficou só no papel. A Inglaterra aboliu a escravatura em 1833 (embora tenha sido o maior país traficante de escravos até o final do século XVIII) e passou a ser uma grande defensora da abolição. Após a Revolução Industrial, a busca por mercados consumidores mais amplos começou a se intensificar. Era preciso buscar trabalhadores assalariados e como os escravos não recebiam por seus trabalhos e não podiam comprar, a Inglaterra começou a fazer pressão para o fim da escravidão. O Brasil era, naquela época, o maior comprador de escravos, logo esta pressão caiu sobre o nosso país. Em 1845, foi aprovado o Bill Aberdeen – uma Lei que autorizava a esquadra britânica a prender os navios negreiros e a julgar seus tripulantes. O Brasil protestou, porém, em 1850 (cedendo às pressões inglesas), a Assembléia Geral aprovou a Lei Eusébio de Queirós, que extinguiria o tráfico negreiro.

A partir de 1860, os manifestos contra a escravidão ficavam cada vez mais intensos, graças à imprensa e a várias campanhas antiescravistas. Muitos se declararam abolicionistas, como por exemplo, o poeta Castro Alves (Terceira Geração Romântica – Poesia Social), chamado “Poeta dos Escravos”. Ele escreveu as seguintes obras: “Navio Negreiro” e “Vozes d’Africa” e “Os Escravos”. Em 1865, com a abolição da escravatura nos EUA só restavam dois países com o regime de escravidão: Brasil e Cuba. A situação se agravou e em 1871 foi assinada a Lei do Ventre Livre declarando que todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data estariam livres.

Em 1885, a Lei dos Sexágenarios declarava libertos todos os escravos acima de 60 anos. Essa Lei foi encarada pelos abolicionistas como uma “brincadeira de mau gosto”, pois a vida útil de um escravo adulto não passava de 10 anos. No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Izabel assinou a Lei Áurea que declarava extinta a escravidão no Brasil. Vários fatores causaram a assinatura desta Lei, dentre eles a rebeldia dos escravos e as campanhas abolicionistas.

Embora não existisse mais escravidão no Brasil, os escravos, agora livres, tinham um grande problema pela frente: foram postos em liberdade sem nenhuma garantia de emprego ou qualquer coisa que garantisse a sua sobrevivência. Tinham ainda que se preocupar com um fator que até hoje os persegue: o preconceito. Apesar de todos os sofrimentos, é inegável que o negro contribuiu muito para a nossa cultura, além da diversidade étnica, a cada dia que passa comprovamos a presença negra em vários setores: na culinária (feijoada, vatapá, acarajé), na religião (umbanda e candomblé), na música, no vestuário, etc.

Texto: Paulo Conceição

(Licenciando em História) UNIBAN

 
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