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sábado, 28 de abril de 2018
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A VIDA É LINDA DEMAIS PARA SE DESPERDIÇAR A ALMA
domingo, 18 de março de 2018
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DENTRO DE TODA ALMA...
quarta-feira, 29 de março de 2017
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A ALMA ESTÁ NA CABEÇA
Ele é considerado um dos maiores neurocirurgiões do Mundo
Entrevista do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho à revista Poder.
O médico é uma das maiores autoridades na sua área de trabalho. Escolheu a mesma profissão do pai, o lendário Paulo Niemeyer. É sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer. Na entrevista, ele chama a atenção para a importância de todo adulto se submeter periodicamente a uma investigação cerebral. E exalta o exercício físico e a alegria como fundamentais para o bom funcionamento do cérebro.
Quando foi perguntado o que fazer para melhorar o cérebro? Ele respondeu: “Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a auto estima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a auto estima no ponto.”
PODER: Cabeça tem a ver com alma?
PN: Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma… Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração.
PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?
PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.
PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?
PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.
PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?
PN: Todo exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância,etc.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.
É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.
PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?
PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.
PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?
PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente, com saúde, e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.
PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?
PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.
PODER: Você acredita em Deus?
PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz:
“Ele está salvo”.
Aí, a família olha pra você e diz:
“Graças a Deus!”.
Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais, independentemente de religião.
Dr. Paulo Niemeyer Filho
sexta-feira, 5 de junho de 2015
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MÚSICA PARA SUICÍDIO. Se estiver em dor de cotovelo mantenha distância.
Sou uma pobre soberba. Não me agrada ouvir funk ou pagode, mas meu amigo Bruno Santos vez por outra tenta me convencer que pagode é legal,sobre tudo nas horas de dor de cotovelo.
Digo, querido amigo, não preciso disso. Para esses momentos tiro da gaveta um Elis Regina, Nana Caymmi ou o santo Chico Buarque de Holanda.
Mas fico feliz que meus amigos não curtam o mesmo estilo de música chata de velho. Assim mantemos baixo os níveis de suicídio.
Essas antigas canções não falam apenas a partes do corpo: cotovelos ou pés; aos mais sensíveis embragam almas.
sábado, 3 de maio de 2014
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SE POR UM INSTANTE...
Se por um instante,
Deus se esquecesse de que sou um marionete de trapo
e me oferecesse mais um pouco de vida,
não diria tudo o que penso mas pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem.
Ouviria quando os outros falam e desfrutaria um bom sorvete de chocolate!
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma
Meu Deus,
se eu tivesse um coração,
escreveria o meu ódio sobre o gelo
e esperaria que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh
sobre as estrelas de um poema de Benedetti
e uma canção de Serrat seria a serenata
que eu ofereceria à Lua!
Regaria as rosas com as minhas lágrimas
para sentir a dor dos seus espinhos
e o beijo encarnado das suas pétalas...
Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida...
não deixaria passar um só instante sem dizer
às pessoas de quem gosto que gosto delas.
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e
viveria apaixonado pelo amor..
Aos homens
provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar!
A uma criança,
dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha.
Aos velhos,
ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice,
mas com o esquecimento.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se...
Tantas foram as coisas que aprendi com vocês, os homens !
Aprendi que todo mundo quer viver em cima da montanha,
sem saber que a verdadeira felicidade está em subir a encosta...
Aprendi que, quando um recém-nascido aperta, com a sua pequena mão,
pela primeira vez, o dedo de seu pai,o tem agarrado para sempre.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me irão servir realmente de muito, porque, quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo...
GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ
sexta-feira, 28 de março de 2014
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ERÓTICA É A ALMA
Todos vamos envelhecer...
Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos.
A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos. O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente.
Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior.
E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar. Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios.
Erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.
Aprenda: bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma neglicenciada anos a fio.
Fabíola Simões
segunda-feira, 10 de março de 2014
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A LENDA DA BORBOLETA BRANCA
Certa vez, numa aldeia no interior do Japão, um homem já muito idoso, que sempre vivera sozinho, chamou sua irmã viúva e seu sobrinho para irem morar com ele. Como estava com a idade avançada e muito doente, fez um testamento, deixando a propriedade de herança para o jovem sobrinho. Até mudar-se para a casa do tio, o rapaz pouco o conhecia, pois o homem vivia sozinho e não visitava os parentes.
Um dia, quando o rapaz estava sentado ao lado do leito de seu tio, fazendo-lhe companhia, viu uma enorme borboleta branca entrar no quarto. A borboleta voou em círculo e pousou no travesseiro do idoso, que dormia. Ali ficou pousada alguns instantes, depois levantou voo e saiu pela janela. O rapaz achou aquilo muito estranho e resolveu seguir a borboleta. Esta voou em direção ao cemitério, que ficava do outro lado da rua, bem próximo da casa. Foi diretamente para um túmulo e, ali, desapareceu misteriosamente. O jovem procurou, mas não viu mais nada. Somente viu um velho túmulo, com o nome Akiko, já quase apagado. Quando voltou para casa, seu tio havia falecido tranquilamente.
Após os funerais, conversando com a mãe, ele contou sobre o estranho episódio da borboleta, pouco antes da morte do tio. Então sua mãe lhe contou que, quando jovem, o irmão dela tinha uma noiva que amava muito. Porém, alguns dias antes do casamento, a moça morreu de uma doença misteriosa. Ele, então, comprou uma casa perto do cemitério onde ela estava enterrada, para ainda depois da morte permanecer junto dela. E assim, durante mais de 50 anos, tinha diariamente limpado, colocado flores e rezado pela alma de Akiko. Então o rapaz, espantado, disse que a borboleta havia desaparecido exatamente num túmulo com o nome Akiko gravado.
Sua mãe, então, ficou feliz, dizendo que a noiva viera buscar seu irmão e agora estavam juntos por toda a eternidade. Pois, na crendice popular japonesa, as borboletas brancas são as almas de pessoas que amamos.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
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ALMA LUZ
Minha alma tem O peso da luz
Tem o peso Da música
Tem o peso da Palavra nunca dita
Tem o peso de Uma lembrança
Tem o peso de Uma saudade
Tem o peso de Um olhar.
Pesa como Pesa uma Ausência
E a lágrima Que não se chorou
Tem o imaterial Peso de uma Solidão no meio de outras.
(Clarice Lispector)
sábado, 23 de março de 2013
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NO EGITO AS BIBLIOTECAS ERAM...
"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro
dos remédios da alma. De fato é nelas que se
cura a ignorância, a mais perigosa das
enfermidades e a origem de todas as outras.”
(Jacques Bossuet).
domingo, 18 de janeiro de 2009
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A ALMA DOS DIFERENTES
... Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser.
Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim.
E de medo de não aguentar, caso um dia venham, a ser.
O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato.
Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas.
Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num chato.
Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem.
Os diferentes raivosos acabam tendo razão, sozinhos, contra o mundo inteiro.
Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride.
Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer – alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano.
O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em: "Puxa, fulano, como você é complicado".
O que é o embrião de um estilo próprio em: "Você não está vendo como todo mundo faz?O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba incorporando.
Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam. Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas.
Concretiza entre sonhadores.
Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza.
Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera.
Aceita empregos que ninguém supõe.
Perde horas em coisas que só ele sabe importantes.
Engorda onde não deve.
Diz sempre na hora de calar.
Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia.
Fala de amor no meio da guerra.
Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar.
Ele aprendeu a superar riso, deboche, escárnio e consciência dolorosa de que a média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.
(Artur da Távola)
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