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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE,
mudança,
polagem,
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PAROLAGEM DA VIDA
Como a vida muda.
Como a vida é muda.
Como a vida é nula.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
Tudo que se perde
mesmo sem ter ganho.
Como a vida é senha
de outra vida nova
que envelhece antes
de romper o novo.
Como a vida é outra
sempre outra, outra
não a que é vivida.
Como a vida é vida
ainda quando morte
esculpida em vida.
Como a vida é forte
em suas algemas.
Como dói a vida
quando tira a veste
de prata celeste.
Como a vida é isto
misturado àquilo.
Como a vida é bela
sendo uma pantera
de garra quebrada.
Como a vida é louca
estúpida, mouca
e no entanto chama
a torrar-se em chama.
Como a vida chora
de saber que é vida
e nunca nunca nunca
leva a sério o homem,
esse lobisomem.
Como a vida ri
a cada manhã
de seu próprio absurdo
e a cada momento
dá de novo a todos
uma prenda estranha.
Como a vida joga
de paz e de guerra
povoando a terra
de leis e fantasmas.
Como a vida toca
seu gasto realejo
fazendo da valsa
um puro Vivaldi.
Como a vida vale
mais que a própria vida
sempre renascida
em flor e formiga
em seixo rolado
peito desolado
coração amante.
E como se salva
a uma só palavra
escrita no sangue
desde o nascimento:
amor, vidamor!
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 29 de junho de 2013
DENISE FRAGA,
Father and Son,
filhos,
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música,
pais,
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COMO NOSSOS PAIS
Comecei a cantarolar baixinho e o taxista perguntou se eu queria que ele aumentasse o volume. Tocava no rádio nada mais nada menos que "Father and Son", de Cat Stevens, hino de minha adolescência.
Eu e minha amiga Vânia ficávamos deitadas no tapete da sala lendo a letra no encarte do LP, acompanhando Stevens com nosso sofrível inglês e total sofreguidão.
O rapaz aumentou o volume, também adorava a música. "Mas não é ele cantando, é?" --perguntei. Meu amigo taxista não sabia dizer, talvez fosse jovem demais. Havia muito tempo que eu não ouvia a canção. Fiquei esperando a parte de meu maior prazer, quando, quase em esgares, Stevens cantava "How can I try to explain? When I do, he turns away again. And it's always been the same, same old story...". Não vinha. Não veio.
A voz até parecia ser dele, mas quem cantava percorria tão suavemente a crise entre o pai e o filho, talvez até desse mais corpo à voz do pai, que acabei concluindo: "Não, não é ele. Ele cantava o filho que quer sair de casa quase gritando, com muito mais emoção".
Quando a música terminou, o locutor da rádio me desmentiu. Era o próprio. O que teria acontecido? Seria uma regravação? Eu me lembrei de que Stevens tinha se convertido ao islamismo. Talvez tivesse regravado a canção de forma mais branda, coisas de religião, sei lá.
Voltei a olhar pela janela suspeitando que a melhor explicação para a nova versão aguada de meu hino revolucionário talvez fosse só os atuais cabelos brancos do artista. À esta altura, Stevens não era mais filho, e sim pai. Talvez avô.
Eu me entristeci um pouco por saber que a "minha" "Father and Son" havia sido substituída e fui para casa pensando nesse ciclo inevitável no qual percebemos assustados que fazemos muitas coisas como nossos pais.
Antes de começar a escrever, fui pesquisar na internet para ouvir de novo a nova versão. Não achei nenhuma regravação de "Father and Son" pelo próprio Cat Stevens, tampouco por Yusuf Islam, seu atual nome islâmico. Tremi. Muito provavelmente, a versão ouvida no táxi era a mesma da minha adolescência.
Será que foram meus ouvidos de mãe que se tornaram insensíveis à eloquência com que Stevens me fazia acompanhá-lo aos berros, no tapete de minha juventude? Ponho os fones de ouvido e, aos poucos, vai me voltando a emoção e a vontade de cantar junto. Mas que é verdade que hoje também me emociona a parte do pai, lá isso é. Os cabelos brancos são meus.
DENISE FRAGA
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
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TEMPO PASSAGEIRO
Tempo passageiro...
É o tempo passa lentamente e eu já não sei quem sou.
Minhas ideias mudaram minha vida mudou,
O que eu era antes já não sou mais hoje
E o que eu sou hoje não serei amanhã.
Qual certeza eu tenho de não ser viver?
Viver a vida caminhando por noite tenebrosas
Dias acalorados de calor humano, decisões e indecisões...
Busco um ideal nessa vida surreal,
E um amor que me ame sem pudor!
Vejo as barbáries da sociedade e isso me enfurece
Mas o que devo fazer sou um meres ser humano
Vivendo a vida sem pudor em busca de um amor...
Amor que me arranque a roupa na calada da noite!
É o tempo passa ronceiramente e eu já nem sei quem sou.
Mas lutarei pelo o que serei e o que posso ser
Pois não sei mais se tenho forças; minhas forças se esvaem em meia multidão...
Meus olhos gritam e minha alma debruça seu pranto pelos poros de meu corpo.
Nem sei mais se tenho tempo a perder
Entretanto vamos viver como a fênix que ressurgir do pó...
Assim como o vento que passa sem rumo nas vielas da vida.
E eu irei vivendo dia após dia lutando por um mundo melhor
Com mais igualdade;
Mais amor;
Prosperidade;
E um amor sincero e acalentador...
No escuro da noite.
Kelven de castro (Rio, maio de 2013)
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sexta-feira, 15 de março de 2013
caixão,
carta,
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herança,
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tarô,
transformação
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8° CARTA - O CAIXÃO
8- O CAIXÃO
Significa que você esta no caminho errado. Pare de fazer o que está fazendo, mude. Ocorrência de mudanças radicais em sua vida. Está na hora de mudar tudo para você poder progredir, até aqui você deu um passo pra frente e 10 para trás, por isso chegou a hora de mudar.
No amor refere- se a um relacionamento difícil que tende a não progredir ou mesmo a um envolvimento que acabou.
Saiba que toda mudança exige certas perdas e você tem as evitado, mas o destino está te obrigando a mudar, a renascer, enterrar o passado e seguir enfrente.
Orixá / Obaluaiê
Saúde: Indica uma limpeza (sangue, podendo ser diabetes)
Atribulação profissional: Hereditariedade / Enfermagem
Transformação / Renascer / Final de um ciclo e começo de outro / Auxílio espiritual / Concretização de planos, coisas e atitudes que precisam ser abandonadas / Velhice tranquila / Herança
Link indicado: 9° CARTA - O BUQUÊ
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
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VOCÊ JÁ FOI MOTIVO DE MAUS SONHOS
Você já foi motivo de meus sonhos, ilusões e até devaneios. Viajamos juntos por todos os planetas em êxtase puro, fui tua Perséfone no mundo da luz.
Mas...você silenciou o meu canto, me apresentou a sombra da escuridão, me permiti chorar! Com meu pranto gastei minha dor, com todos os meus gastos de tristeza pude me conhecer e aprender a me amar muito.
Apresentei-me a mim mesma como uma verdadeira Rainha e dona de meu castelo. A dor ensina a gemer, muito obrigada pelas dores que gemi. Muito prazer, eu sou uma Bruxa !
Vanessinha
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
água,
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terra,
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EU RESPIRO O AR
“Eu respiro o AR da libertação,
Eu tenho o FOGO da transformação,
Eu bebo a ÁGUA da criação,
A Magia da TERRA é minha conjuração!”
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