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sexta-feira, 20 de julho de 2018 0 comentários

NUNCA DEPENDA DE NINGUÉM...



Infelizmente desde o momento em que nascemos nós dependemos de alguém e isso não é uma questão de simples escolha. A vida possui muitas varáveis e poucas são aquelas que estão sob nosso controle.
Sempre que possível devemos buscar nossa autonomia (financeira por exemplo), pois isso traz algum poder de decisão e conforto. Mas não podemos esquecer de reconhecer o valor do outro em nossa existência. Do contrário cometeremos o deslise de sermos egocêntricos e tolos.

As pessoas abandonam as outras em momento de dificuldade justamente por acreditarem não depender de ninguém.

terça-feira, 12 de novembro de 2013 1 comentários

DIFICULDADE PARA A BUSCA DA VERDADE

O que busca a verdade corre o risco de encontra-la.

(Isabel Allende)

Em nossa sociedade, é muito difícil despertar nas pessoas o desejo de buscar a verdade. Pode parecer paradoxal que assim seja, pois parecemos viver numa sociedade que acredita nas ciências, que luta por escolas, que recebe durante 24 horas diárias informações vindas de jornais, rádios e televisões, que possui editoras, livrarias, bibliotecas, museus, salas de cinema e de teatro, vídeos, fotografias e computadores.
Ora, é justamente essa enorme quantidade de veículos e formas de informação que acaba tornando tão difícil a busca da verdade, pois todo mundo acredita que está recebendo, de modos variados e diferentes, informações científicas, filosóficas, políticas, artísticas e que tais informações são verdadeiras, sobretudo porque tal quantidade informativa ultrapassa a experiência vivida pelas pessoas, que, por isso, não têm meios para avaliar o que recebem.
Bastaria, no entanto, que uma mesma pessoa, durante uma semana, lesse de manhã quatro jornais diferentes e ouvisse três noticiários de rádio diferentes; à tarde, frequentasse duas escolas diferentes, onde os mesmos cursos estariam sendo ministrados; e, à noite, visse os noticiários de quatro canais diferentes de televisão, para que, comparando todas as informações recebidas, descobrisse que elas “não batem” umas com as outras, que há vários “mundos” e várias “sociedades” diferentes, dependendo da fonte de informação. Uma experiência como essa criaria perplexidade, dúvida e incerteza.
Mas as pessoas não fazem ou não podem fazer tal experiência e por isso não percebem que, em lugar de receber informações, estão sendo desinformadas. E, sobretudo, como há outras pessoas (o jornalista, o radialista, o professor, o médico, o policial, o repórter) dizendo a elas o que devem saber, o que podem saber, o que podem e devem fazer ou sentir, confiando na palavra desses “emissores de mensagens”, as pessoas se sentem seguras e confiantes, e não há incerteza porque há ignorância.

Convite a filosofia, Marilena Chaui

Links indicados: SOBRE OS POETAS E A MENTIRA

DIFICULDADE PARA A BUSCA DA VERDADE

ESPANQUEMOS OS POBRES!

ILHA DAS FLORES (curta)
terça-feira, 21 de maio de 2013 0 comentários

CONHECES A "OUVIRTUDE"?



Um dos maiores problemas de comunicação, tanto a de massa como a interpessoal, consiste em descobrir como o outro ouve, se é que ouve...

A mesma frase permite diferentes níveis de entendimento. Raras, raríssimas, as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.

Diante desse quadro venho desenvolvendo uma série de observações, divido-as com você que, por certo ajudará passando-me as pesquisas que tenha a respeito. Observo que:

1. Em geral o receptor não ouve o que o outro fala. Ouve o que o outro não está dizendo.

2. O receptor não ouve o que o outro fala. Ouve o que quer ouvir.

3. O receptor não ouve o que o outro fala. Ouve o que já escutara antes e coloca no que o outro está falando.

4. O receptor não ouve o que o outro fala. Ouve o que imagina que o outro ia falar.

5. Numa discussão, os discutidores não ouvem o que o outro está falando. Ouvem o que estão pensando para dizer em seguida.

6. O receptor não ouve o que o outro fala. Ouve o que gostaria de ouvir ou que o outro dissesse.

7. O receptor não ouve o que o outro fala. Apenas ouve o que está sentindo.

8. O receptor não ouve o que o outro fala e, sim, o que já pensava a respeito daquilo.

9. O receptor não ouve o que o outro está falando. Ele retira da fala apenas as partes que tenham a ver consigo e: concordem, emocionem, agradem ou molestem.

10. O receptor não ouve o que o outro está falando, e, sim, o que confirme ou rejeite o seu próprio pensamento. Vale dizer, transforma-o em objeto de concordância ou discordância.

11. O receptor não ouve o que o outro está falando, mas o que possa se adaptar ao impulso de amor, raiva ou ódio que já sentia pelo emissor. Concordância ou discordância camuflam-se de racionais, porém são empáticas. O mundo é regido tanto pela economia quanto pela empatia. Argumentos são disfarces intelectuais da simpatia...

12. O receptor não ouve o que o outro fala e, sim, apenas os pontos que possam fazer sentido para as idéias e visões que no momento estejam influenciando ou comovendo.

Esses doze itens mostram como é raro e difícil conversar. Como é raro e difícil se comunicar! O que há, em geral, são monólogos simultâneos à guisa de conversa ou monólogos paralelos, à guisa de diálogo. O próprio diálogo pode haver sem que, necessariamente, haja comunicação. Pode haver até um conhecimento a dois sem que necessariamente haja comunicação. Esta só se dá quando ambos os pólos ouvem-se, não, é claro, no sentido material de "escutar", mas no sentido de procurar compreender em sua extensão e profundidade o que o outro está dizendo.

Ouvir, portanto, é muito raro. É necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia. O filtro do preconceito não está na mente e sim no ouvido.

Ouvir implica numa entrega ao outro, numa diluição nele. Daí a dificuldade de as pessoas inteligentes efetivamente ouvirem. A inteligência em funcionamento, o hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar interfere como ruído, na plena recepção do que vem de fora. E mesmo de dentro... Ouvir-se é tão raro e difícil quanto ouvir o outro.


Não é só a inteligência a atrapalhar a plena audiência. Outros elementos perturbam o ouvir. Um deles é o mecanismo de defesa. Há pessoas que se defendem de ouvir o que as outras estão dizendo, por verdadeiro pavor inconsciente de se perderem de si mesmas. Elas precisam "não ouvir" porque "não ouvindo" livram-se da retificação dos próprios pontos de vista, da aceitação de realidades diferentes das próprias, de verdades idem e assim por diante. Livram-se do novo, que é saúde, mas as apavora. Não ouvir é, pois, sólido mecanismo de defesa.

Ouvir é um desafio de abertura interior; de impulso na direção do próximo, comunhão. Ouvir é nobreza e virtude.Deveria haver a palavra "OUVIRTUDE"... Ouvir é raridade, ato de sabedoria.

Só depois que se aprende a ouvir começa a sabedoria. Descobre-se, então, o que os outros estão dizendo a propósito de falar.

Fonte: Arthur da Távola. Amor a si mesmo.

              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
sexta-feira, 15 de março de 2013 0 comentários

21° CARTA A MONTANHA


                                                          

                                                               21- A MONTANHA
A montanha é um caminho difícil a ser percorrido  Parece impossível ultrapassa-la, mas não é. Com dedicação e esforço você certamente alcançara a vitória. Essa carta também pode ser interpretada como superação de um grande problema ou momento muito difícil vai depender da carta que acompanha. 

Grande Problemas a serem resolvidos, e você terá que ter calma e paciência, pois vem coisa ruim pela frente, então, cuidado com documentos, cuidado
com o que você vai assinar. É uma carta que todo o cuidado é pouco.
quarta-feira, 9 de maio de 2012 0 comentários

Retrato de Claudia parte 6



Não conseguiu dormir bem essa noite. As costas doíam um pouco, porém levantou-se cedo.
Tomou apenas um café preto, sentou-se lentamente, Abriu sua caixa de emails como era de costume.
Um email em particular chamou-lhe a atenção. Ao que parece havia sido enviado por uma mulher de nome Jaqueline. Essa dizia está em grandes dificuldades financeira em razão de um golpe dado por um dirigente do partido político de Claudia. A mulher transcorria que era grande o seu desespero e que naquela madrugada teria sido acordada por volta das 3 horas da manhã por seu filho mais velho, reclamando de muita dor no estomago, por causa da fome.
Seu único alimento durante o dia teria sido meio pão, que dividiu com o irmão mais novo. E um único parto de comida com um punhado de arroz e ovo.
Inconformada, Jaqueline encerrava o email pedindo ajuda e providencias das verdadeiras lideranças do partido.
Ao acabar de ler Claudia achou tudo muito engraçado.
Que mulherzinha ridícula, pensou!
Não se recordava muito bem da mulher em questão, mas com certeza era mais uma vadizinha querendo chamar a atenção para se dar bem. Esse jogo com Claudia não rolava, conhecia bem todas as artimanhas. Havia testado quase todas.
E oras! Se realmente sofreu um golpe o problema era dela. Como todas as outras mulheres do partido faziam, que engoli-se o sapo. Não deveria mandar email ridículo para ninguém. Negócios de partido são resolvidos a portas fechadas.
Saiou do email e começou a se arrumar para o trabalho.
 
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