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segunda-feira, 10 de março de 2014 0 comentários

A LENDA DA BORBOLETA BRANCA


Certa vez, numa aldeia no interior do Japão, um homem já muito idoso, que sempre vivera sozinho, chamou sua irmã viúva e seu sobrinho para irem morar com ele. Como estava com a idade avançada e muito doente, fez um testamento, deixando a propriedade de herança para o jovem sobrinho. Até mudar-se para a casa do tio, o rapaz pouco o conhecia, pois o homem vivia sozinho e não visitava os parentes. 

Um dia, quando o rapaz estava sentado ao lado do leito de seu tio, fazendo-lhe companhia, viu uma enorme borboleta branca entrar no quarto. A borboleta voou em círculo e pousou no travesseiro do idoso, que dormia. Ali ficou pousada alguns instantes, depois levantou voo e saiu pela janela. O rapaz achou aquilo muito estranho e resolveu seguir a borboleta. Esta voou em direção ao cemitério, que ficava do outro lado da rua, bem próximo da casa. Foi diretamente para um túmulo e, ali, desapareceu misteriosamente. O jovem procurou, mas não viu mais nada. Somente viu um velho túmulo, com o nome Akiko, já  quase apagado. Quando voltou para casa, seu tio havia falecido tranquilamente.

Após os funerais, conversando com a mãe, ele contou sobre o estranho episódio da borboleta, pouco antes da morte do tio. Então sua mãe lhe contou que, quando jovem, o irmão dela tinha uma noiva que  amava muito. Porém, alguns dias antes do casamento, a moça morreu de uma doença misteriosa. Ele, então, comprou uma casa perto do cemitério onde ela estava enterrada, para ainda depois da morte permanecer junto dela. E assim, durante mais de 50 anos, tinha diariamente limpado, colocado flores e rezado pela alma de Akiko. Então o rapaz, espantado, disse que a borboleta havia desaparecido exatamente num túmulo com o nome Akiko gravado.

Sua mãe, então, ficou feliz,  dizendo que a noiva viera buscar seu irmão e agora estavam juntos por toda a eternidade. Pois, na crendice popular japonesa,  as borboletas brancas são as almas de pessoas que amamos.
domingo, 9 de março de 2014 0 comentários

A LENDA DA BORBOLETA


" Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo, um homem sentou e observou a borboleta por várias oras conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia e não conseguia ir mais longe.
Então o homem decidiu ajudar a borboleta, ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e
 tinha as asas amassadas 0 homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo.

Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. 0 que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário da borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo ".

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se passássemos através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ficaríamos aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. "Nós nunca poderíamos voar."
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014 0 comentários

BORBOLETA


Dança borboleta com essa luz que sai de ti,
Dança a tua dança, a alegria de sorrir

Dança pra esse sol que ilumina tuas praias,
Dança na prainha, na Macumba ou Grumari

Dança pelos sonhos, vida louca por você,
Danças com tuas asas, você veio pra voar,

Dança a natureza na mulher que sabe que
A vida vale a pena quando a gente ama assim

Voa borboleta...

Edmir Silveira
sexta-feira, 30 de março de 2012 0 comentários

AS APARÊNCIAS ENGANAM! 95406

Ele se apresentou como um animal pequeno e felpudo, o qual não oferece qualquer risco, podendo vir a precisar de ajuda e cuidados. .

Não enxergo muito bem, principalmente quando estou sem meus óculos.
Por isso me aproximei devagar deixando em alerta todos os meus sentidos de defesa naturais.
Porém o que vejo é apenas um animalzinho pequeno e desprotegido, que mal poderá me fazer?

Displicentemente relaxo e me aproximo.

Deus que danado é isso? Que raio de bicho é esse?

É uma aranha velha, uma caranguejeira cabeluda.
E agora o que fazer?
Na posição que me encontro não há espaço para recuar. Então mantenho minha posição.
Mas grito e grito com todas as forças dos meus pulmões, denuncio que ali se encontra agarrada ao paredão VERMELHO um bicho peçonhento.

Olhem todos, vejam a perigosa aranha!

E quando penso já ter visto tudo é pior do que pensei: existe outra aranha embaixo dessa.
Sendo as duas do mesmo tamanho quase não deu para perceber que uma estava sobre a outra. Que a de cima domina completamente a de baixo.

Ouvindo os meus gritos o povo se aproxima.
Pressentindo o risco de também ficar encurralada como eu fiquei por ela, a velha aranha peçonhenta se agita, desgruda das costas da outra e em um salto espetacular ganha os ares.

Sobe alto, numa altura superior a da cabeça dos presentes.
No ar, sentindo-se livre a aranha se transforma. Não sei com que estranha magia esse bicho medonho se transformou na presença de todos em uma bela e enorme borboleta amarela.
Causando além de comoção admiração.
Com todos a admirando, essa sente-se á vontade para investir tudo contra mim que a delatou quando estava camuflada em seu refugio seguro: o paredão VERMELHO.

Certa do sucesso de sua artimanha voa certeira contra mim.
A plateia totalmente enganada pelos encantos da suposta e inofensiva borboleta, acha lindo e gracioso o voo de ataque que essa lança sobre mim.

Como expelir qualquer veneno denunciaria aos presentes o que de fato ela é, esse bicho horroroso tenta mais uma vez me iludir.
Porém eu conheço a sua origem, sei do seu perigoso veneno, da ASFIXIA e por mais vistosas que possam ser suas asas ao ser obrigada a olhar para ela sinto repulsa.

A maldita borboleta gruda em meu peito, igual a os vampiros parece querer sugar algo de mim.
Morrendo de nojo, e sentindo até mesmo medo como o que sinto de baratas, tento me livrar do bicho. E ela ali insistentemente grudada em mim.

Me aquieto por um estante. Quando a borboleta pensa ter em fim me enganado, vencido, dou-lhe um golpe tão forte com minhas próprias mãos que essa cai ao chão e atordoada tenta se esconder.

É o que o fracos de espirito fazem, quando sabem que não podem vencer, se escondem.

Isso para mim não basta o meu desejo é livrar-me definitivamente desse animal tão bem dotado na arte do engodo . Agora para mim é questão de honra.

Lá está a tal borboleta que se faz de boa aos olhos do outros; com medo e escondida em um buraco, com outros bichos tão falsos quanto ela.

Passo os olhos pela rua, apanho o primeiro objeto que encontro pela frente, uma madeira bem forte e direciono-me para o buraco.

Agora digo para vocês: além dessas linhas aqui escritas, não sobrará absolutamente nada dessa falsa borboleta que ousou subestimar-me.


(Escrito por Jaqueline Ramiro em 12/02/2012)


 
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