2c6833b0-77e9-4a38-a9e6-8875b1bef33d diHITT - Notícias Sou Maluca Sim!: fofoca
Mostrando postagens com marcador fofoca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fofoca. Mostrar todas as postagens
sábado, 29 de junho de 2013 0 comentários

FÉ E FOFOCA


Um dos meus livros prediletos é Os miseráveis, de Victor Hugo, do século XIX. Creio que um dos trabalhos mais apaixonantes da minha vida foi traduzi-lo e adaptá-lo para jovens. Uma das passagens mais marcantes, descrita em detalhes no original, fala do poder da fofoca. Fantine é mãe solteira e deixou sua filha, a menina Cosette, aos cuidados de um casal, a certa distância da cidade onde se fixou. Trabalha como operária e envia quase tudo o que ganha para o sustento da menina. Só que não sabe ler e escrever. Recorre a um profissional para redigir suas cartas e ouvir as respostas. As colegas de trabalho desconfiam. Para quem tantas cartas, afinal? Convencem o homem que as escreve não a revelar seu conteúdo – ele é discreto –, mas a fornecer o endereço para onde são enviadas. Uma delas, então, viaja às próprias custas para apurar a história. Volta com a satisfação de “saber de tudo”. Conta o que sabe para todas. Estigmatizada numa época em que ser mãe solteira era uma desonra, Fantine briga com as outras. É demitida por moralismo. Acaba nas ruas como prostituta. Quem leu o livro, viu algum dos filmes ou versões teatrais inspirados na obra sabe que ela vende os dentes e cabelos para depois morrer tragicamente. Onde começou toda a sua via-crúcis? Na curiosidade sobre a vida alheia.

Acredito que a fofoca é maléfica. É fundamentada no preconceito. Tem o poder de destruir vidas. Em sua primeira peça de teatro, em 1934, a escritora americana Lilian Hellman (1905-1984) aborda o tema. A peça, The children’s hour, foi sucesso na Broadway e ganhou versão cinematográfica com as estrelas da época, Audrey Hepburn e Shirley MacLaine. Aqui no Brasil, o filme ganhou o título de Infâmia. (Procurem, vale a pena ver.) Narra a história de duas mulheres, sócias fundadoras de uma escola infantil nos Estados Unidos. Uma aluna as acusa de ter uma relação homossexual. Não têm, de fato. Mas a avó da garota espalha a fofoca na comunidade. Perdem os alunos, quebram financeiramente e, finalmente, uma delas se suicida. Histórias como essa são frequentes. No mundo artístico, encontro jovens que deixaram a cidade distante onde viviam, porque não suportavam mais os falatórios. Certa vez, em visita à pequena Bernardino de Campos, interior de São Paulo, onde nasci, conversei com um rapaz de cabelos pintados de verde, num estilo meio punk, cuja família se mudara para lá. Fazia faculdade, mas queria voltar a São Paulo, onde trabalhava como motorista. Eu me espantei:

– Prefere o trânsito de São Paulo a terminar um curso universitário, ter uma carreira?
– Aqui, meu cabelo virou até notícia na rádio – respondeu ele.

Por que falo sobre tudo isso?

Sim, sei que a proposta de “cura gay”, do deputado Marco Feliciano, já foi muito comentada. Seria chover no molhado dizer quanto isso nos ridiculariza internacionalmente, já que a Organização Mundial da Saúde não classifica a homoafetividade como doença e, portanto, não se trata de algo a curar. Mas quero olhar a questão por outro ângulo. Todo esse movimento liderado por Feliciano, entre os evangélicos, e pela deputada Myrian Rios, como católica carismática, entre outros, não pode ser confundido com fé. É uma enorme curiosidade pela vida alheia. Como fofoca transformada em questão política. Convivo com esse tipo de comportamento não é de hoje. Tenho uma tia que frequenta a igreja Assembleia de Deus. Nunca corta os cabelos, devido a uma interpretação do Velho Testamento, em que eles são descritos como “véu da mulher” – embora nada proíba Feliciano de depilar as sobrancelhas. Adolescente, eu morava em Marília, interior de São Paulo. Uma jovem evangélica da Assembleia deixou de ser virgem. A fofoca se espalhou no templo. A moça foi expulsa publicamente da igreja. Não é o primeiro preceito cristão acolher os pecadores?

Normatizar a vida dos fiéis é exercer poder sobre eles. Esse poder é exercido pela fofoca entre os membros da comunidade religiosa, que passam a controlar o comportamento uns dos outros. Trazer esse tema, da igreja, para a política, é um acinte para a sociedade. Quanto mais se fala em “cura gay”, mais cresce o preconceito. E o preconceito estimula a fofoca, o controle sobre o comportamento alheio. É um risco para quem acredita nas liberdades individuais. Inevitavelmente surgirão novas vítimas, como a Fantine de Victor Hugo.

WALCYR CARRASCO

              Mucamas do PCdoB

          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
sexta-feira, 15 de março de 2013 0 comentários

14° CARTA - A RAPOSA


                                                                    14- A RAPOSA 

Simbolicamente, a raposa encarna as contradições inerentes à natureza humana – ativa e inventiva, mas ao mesmo tempo destruidora; independente, audaciosa e, ao mesmo tempo, medrosa. Também é atribuída a grande longevidade.

É uma carta que diz que você tem que ser mais ágil e astuto, é uma carta de inocência, diz que você acredita muito nos outros e se dá mal por isso. Pare e pense nos significados.

Provavelmente estaremos sendo vítimas de pessoas inescrupulosas e oportunistas que poderão acarretar-nos sérios prejuízos morais ou financeiros. Falsa proposta e galanteios ardilosos poderão resultar no envolvimento em situações complicadas para nós.

Saúde:  Indica depressão / Glândulas / Tireoide

Atribulação profissional: Necessita de outra carta para definir


Esperteza / Estratégia / Pouco esforço físico / Algo premeditado / Desafios / Rapidez / Flexibilidade / Armadilha / Audaciosa / Medrosa / Enganos / Cautela

Link indicado: 15° CARTA - O URSO

0 comentários

11° CARTA -O CHICOTE



                                                                 11-O CHICOTE

Outra carta terrível, essa significa poder de magia, forças ocultas lançadas contra você, onde seus inimigos não se aquietarão antes de sua derrota. Inimigos ocultos, rede de intrigas.

Pode indicar brigas, fofocas, discussão, uso desnecessário de violência, excesso de força ou emprego de energia quando não é para tanto.

Algo que gostaria de salientar: o chicote antecedido do cavaleiro[1] significa que você sofrerá com a ação, mas quando o chicote vem a frente do cavaleiro significa que você está cometendo ação ou que está em suas  mãos a possibilidade de reagir sobre a questão. No segundo caso simbolicamente o chicote aparece como ferramenta na mão de Ogum.

Saúde: Desgaste Dores no corpo / Problemas de ordem sexual / Obesidade / Amor  /  Indica uma relação

Atribulação profissional: Oficial de justiça (coisas jurídicas) / Líder religioso / Ensinamentos

Energia criadora / Hora de tomar atitudes a seu favor / Magia / Mestre interno ou anjo da guarda / Ser induzido ao caminho espiritual / Brigas / Disputa / Castigo / Contrariedade / Força e garra / Justiça com as próprias mãos / Sofrimentos


Link indicado: 12° CARTA - OS PÁSSAROS

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 0 comentários

SOMOS TODOS FOFOQUEIROS - 1992


A fofoca é uma instituição universal da qual ninguém escapa. Até hoje ainda não conheci uma única pessoa que não fosse fofoqueira. Em qualquer grupinho social a fofoca rola solta. Até nas Sociedades Psicanalíticas é um tal de conversa no pé do ouvido que não acaba mais. Nos partidos políticos reina o disse-me-disse. As especulações de todo tipo ocupam grande parte das atividades: fulano rompeu com fulano, beltrano bandeou-se, cuidado com seu falso apoio...

E a Imprensa? Não fosse a fofoca, de que viveriam as colunas políticas e sociais? Acontece que a Imprensa resolveu tornar elegante essa coisa e mudou o nome de fofoca para "boato". Assim, o fofoqueiro profissional se exime de culpa, pois o "boato" é a fofoca passada adiante. O fofoqueiro fica apenas sendo aquele que deu a partida (as famosas fontes oficiosas).
Contra a fofoca não se pode fazer nada. É que a vida de todo mundo é dura, difícil, cheia de frustrações, de sonhos desfeitos, de ilusões derrubadas por amargas realidades. E quando uma pessoa está sofrendo, é terrível constatar que tem outra se dando bem, pois isso agrava o sofrimento. Portanto, para quem está sofrendo, é melhor achar que todo mundo também está na pior. Mal de muitos, consolo é, já dizia minha vó.

Por que a gente gosta tanto de ler jornal? É que quando nos mostra toda essa violência que está por aí, frente à tamanha truculência, o leitor, que leva uma vida duríssima, respira até aliviado: "Puxa, podia ser pior. Pelo menos eu estou vivo e não matei ninguém".

Portanto, a tentação da fofoca é humana, normal e compreensível. O problema é que essa tentação pode tomar proporções assustadoras, impedindo que a pessoa tenha um olhar generoso, uma emoção forte, uma compreensão oceânica, um desprendimento amazônico.

O ser humano só se renova quando troca sua seiva com alguém. É de nossa própria natureza a necessidade do compartilhamento. Sem isso, caímos numa imensa solidão ou nossa alma começa a ficar numa carência medonha, faminta de energias alheias. Nada é mais importante que o diálogo cotidiano, o bate-papo de cada dia. O ser humano precisa disso como o ar para respirar.

E, às vezes, pensando que está falando a gente pede pra passar a sopa, picha, malha, faz fofoca e não fala nada. Ou seja, pra falar sobre as nossas profundas emoções, ânsias e sentimentos, a gente se vê de rédea curta.

Vocês já repararam? Quantas vezes duas pessoas se encontram e se dispõem a falar sobre a verdade de seus sentimentos e descambam para críticas, conselhos que não têm nada a ver, ou simples fofoca?
Eduardo Mascarenhas - Psicanalista
(Rio de Janeiro, 06/07 1942 / 29/04/1997)


EDUARDO MASCARENHAS
domingo, 3 de outubro de 2010 0 comentários

AMULETO CONTRA FOFOCAS





O que precisa:
pimentas vermelhas
alhos
óleo
sal
cebola
pimenta em pó (qualquer uma)
limão
uma vela negra
incenso de limpeza (alecrim, arruda, limão,...)
um vidro

Realizando o feitiço:
Faça esse feitiço na lua minguante. Corte a cebola em pedaços pequenos. Diga:
Pico a cebola como pico as fofocas a meu respeito.
Coloque, no vidro, junto com os alhos (partidos ao meio) e as pimentas vermelhas (inteiras). Dizendo:
O alho arderá na boca de quem me mal falar. E a pimenta picará as linguas vermelhas dos fofoqueiros.
Pegue o limão e exprema o seu suco dentro do vidro. Diga:
O limão limpará meu nome das imundas bocas.
Jogue a pimenta em pó para arder mais e o sal para consagrar o feitiço. Encha de óleo deixando sobrando três dedos da tampa. Feche o vidro e passe-o sobre a fumaça do incenso, recitando:
Neste vidro eu encerro todas as maldades que disseram contra mim. Que todos me conheçam por quem eu realmente sou e não pelo que dizem as bocas venenosas.
Passe-o pela vela negra, meditando sobre o silêncio, sobre o cessar das fofocas, o fim das intrigas.
Guarde o vidro como um amuleto contra fofocas e intrigas. Deixando a vela e o incenso queimarem até o final.
Finalize com:

Que os autores das fofocas se calem ao meu respeito. Sem a nada nem ninguém prejudicar, faça o que eu desejar.
Boa sorte e vê lá, viu? Deixe essas pessoas traiçoeiras longe da sua vida! Aprenda com isso, afinal, somos responsáveis por grande parte do que acontece em nossas vidas.

Postado por Tsara do Cigano Pablo
 
;