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sexta-feira, 14 de julho de 2017 0 comentários

EU ENTENDO TODA A DEFESA QUE SE FAÇA DO LULA ...



Eu entendo toda a defesa que se faça do Lula, exceto ler gente inteligente dizendo que agora (e somente agora) nossa democracia é uma farsa, nossa justiça é classista, o sistema financeiro dá as cartas, a mídia é golpista, o STF é um escárnio, o Congresso é vendido e vivemos num estado de exceção.

Por que o STF não era um escárnio quando o PT indicou 7 dos 11 atuais ministros?
Por que a mídia não era golpista quando Hélio Costa era ministro das Comunicações e os governos petistas encharcavam a Globo de dinheiro?

Por que a nossa justiça não era classista quando, durante os governos petistas, o número de presos aumentou enormemente, sendo a maioria de pretos e pobres e 41% em prisão preventiva?

Por que o sistema financeiro passou a dar as cartas agora, com Meirelles na Fazenda, e não dava as cartas antes, com Meirelles no Banco Central?

Por que o Congresso passou a ser vendido agora e não era nos tempos da "governabilidade"?
Defender Lula é uma coisa. Ignorar nossa história como se as injustiças sociais começassem ontem com a sentença de Lula é outra coisa bem diferente.

Por Gustavo Gindre
domingo, 18 de maio de 2014 0 comentários

CHUVA METALICA


Rio de Janeiro, 15 de maio de maio de 2014.
 
Foi assim que passei essa manha - com helicópteros da policia voando baixo frente  a minha janela.
Desde a madrugada muitos tiros na comunidade próxima. A chuva metálica parecia não querer acabar.
Na vizinhança nada da fofoca costumeira nos portões,
 todos pareciam obedecer a mesma ordem invisível de recolhimento.
 Exceto pelo som dos helicópteros e tiros o resto era silencio e olhares atentos com a universal expressão -  MEDO.
 Sou privilegiada, mas como deve ter sido a manha daqueles que moram nos morros e favelas da minha  cidade?

Links indicados: http://jeckmaluca.blogspot.com/2014/05/sobre-guanabara.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014 0 comentários

SOBRE A GUANABARA...


Vejam a cidade maravilhosa
onde helicópteros pairam
a  poucos metros de nossas cabeças
como urubus
O Cristo de bracos abertos
no melódico rata-ta-ta-ta
receptivo das metralhadoras

E BOPE, policia, traficante
La vem a Copa do Mundo
O carioca refém do medo
Eu acordando ao som de tiros
Em toda parte famílias passivas
a violência de sempre

No morro ou no asfalto
paira insegurança
mas e preciso seguir a vida
levar os filhos na escola
trabalhar encenando ter paz
que Paes finge na propaganda.

Enquanto o governador da Rio de Janeiro
com nomes infantis
ou pés de gente grande
anda de blindado e segurança
na gerencia paraíso

Na volta para casa
drible o assalto, bala perdida,
auto preço da alimentação
Especulação imobiliária
O salário de fome, mesadinha,
De um governo que se diz
mãe do  povo

Por Jaqueline Ramiro

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 2 comentários

1968: ELES SÓ QUERIAM MUDAR O MUNDO - VENDO OU TROCO



1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado, porque jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período, no Brasil e no mundo.

Organizado mês a mês, traz histórias saborosas, letras de músicas, listas de filmes e inúmeras belas fotos, além de entrevistas com Chico Buarque, Edu Lobo, Fernando Gabeira, entre outros. Este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo.

Autor: Regina Zappa | Ernesto Soto
págs. 311
ANO DE EDIÇÃO: 2008
EDIÇÃO: 1ª
terça-feira, 14 de janeiro de 2014 0 comentários

Heberson, eu sinto muito:Jornalista escreve ao inocente preso, violentado na cadeia e contaminado pela Aids



Heberson,

Nem sei como te dizer isso. Tateio pelas palavras certas há horas – elas me escapam. Claro que você já foi avisado e até leu no noticiário local, mas eu queria pedir desculpas. O governo do Estado do Amazonas questionou o valor da sua indenização. É, eles acham R$ 170 mil um valor muito alto pelos quase três anos em que você passou na cadeia, acusado de um estupro que não cometeu. Querem pechinchar pelo vírus HIV que infectou o seu corpo após os abusos sofridos atrás das grades. Seu sofrimento está “caro demais” para os cofres públicos. Como se algum dinheiro no mundo pudesse apagar o que você viveu.

Até hoje, como naquele dia em que te entrevistei, sinto minhas tripas se revirarem. Lembro de você contando que tinha 23 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro na periferia de Manaus quando o crime aconteceu. Uma menina de nove anos, filha de vizinhos, havia sido arrastada para o quintal durante a noite e violentada. A família o acusou de tamanha brutalidade e a delegada expediu um mandado de prisão provisória para investigar o caso. Você, que não tinha antecedentes criminais. Você, que divergia completamente do retrato-falado. Você, que estava em outro lado da cidade naquele horário. Mas você é pobre, Heberson. Pobres são presas fáceis para “solucionar o caso” e atender o clamor popular. As vozes que te xingaram ainda ecoam?

“Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, você disse, me matando um pouco também sem saber. Em tese, por lei, você não poderia ficar mais de quatro meses aguardando julgamento na cadeia. Sua mãe, desesperada, pegou empréstimos para bancar advogados particulares. Mesmo sem comida em casa, a dor no estômago era por justiça. Não dava para contar com a escassa quantidade de defensores públicos no país (embora, depois, a doutora Ilmair Faria tenha salvo o seu destino). Enquanto ela se rebelava aqui fora, você se resignava com os constantes abusos sexuais de que era vítima. Alegar inocência sempre foi a sua única arma. De que forma lhe deram o diagnóstico de Aids?

Sabe, querido, eu gostaria de ter presenciado o parecer do juiz na audiência que demorou dois anos e sete meses para acontecer. Deve ter sido um discurso bonito. Juízes usam frases empoladas, especialmente para se desculpar em nome do Estado por um erro irreparável. Onde estava a sua cabeça no momento em que ele declarou que você estava “livre”? Porque eu me pergunto como alguém pode supor que liberta o outro de suas memórias, de suas dores, de sua desesperança, de uma doença incurável. Você continua preso. Tanto que passou anos sem conseguir emprego por causa do preconceito e perambulou pelas ruas sob o efeito de qualquer droga que anestesiasse a realidade. Livre para ser um morto-vivo.

Na sala do meu apartamento, há um troféu de direitos humanos que ganhei por trazer à tona sua história. Olho para ele e enxergo a minha impotência. E os ossos saltados da sua pele. Com vinte quilos a menos, as suas roupas parecem frouxas demais – quanto você perdeu além do peso corpóreo? Imagino se a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que negou o pedido da sua indenização, sabe das suas constantes internações decorrentes da baixa imunidade. Será que alguém abriu a porta da sua geladeira e descobriu que, muitas vezes, você passa um dia inteiro tendo se alimentado de um único ovo? Ou será que eles se restringem a documentos e números?

Não consigo deixar de pensar que você foi estuprado de novo. Pelas canetas reluzentes de quem toma essas decisões descabidas. Você levou sete anos para ressuscitar a sua determinação e cobrar os seus direitos. Em parte, motivado pelo apoio das 23 mil pessoas que aderiram a uma campanha virtual pela sua história. Toda semana recebo mensagens de gente querendo saber sua situação, se oferecendo para pagar uma cesta básica ou dar assistência jurídica. Recentemente, um professor criou um grupo que mobilizou mais de mil cidadãos para ajudá-lo até com despesas de medicamentos. Minha última pergunta (eu, que não tenho respostas) é: O que mais nós podemos fazer por você, já que o Estado não faz?

Que o meu abraço atravesse a geografia até Manaus.

Sinto muito, querido.

Nathalia Ziemkiewicz
segunda-feira, 21 de outubro de 2013 0 comentários

Para que serve as leis quando só mamom governa?



Para que serve as leis quando só mamom governa,\
quando o pequeno homem da rua perde sempre o processo?\

 Logo é uma loja de bugigangas e nada mais o tribunal; a quem tem a presidência, pagas, senão não recebes a mercadoria.
(Petrônio, Satyricon)
quinta-feira, 10 de outubro de 2013 0 comentários

PARA QUE SERVE UM VEREADOR?



Ele é o político que deve estar mais próximo dos cidadãos, entendendo os problemas da cidade e buscando soluções. A cidade é onde as pessoas moram, trabalham e se divertem e os vereadores devem entender as demandas das diferentes classes e comunidades existentes na cidade e representá-los politicamente. Os vereadores estão mais próximos da população do que a prefeitura, e por isso muitas vezes servem como canalizadores de denúncias e reclamações para o poder público. Apesar da proximidade com os cidadãos, os vereadores não têm o poder de executar serviços públicos (como mandar consertar buracos em ruas e postes de iluminação queimados ou podar árvores). Mas então que poderes eles realmente tem?

Poder de fazer leis:

Os vereadores criam e votam projetos de lei para assegurar direitos aos cidadãos. Como as leis não se aplicam sozinhas, é papel da prefeitura fazer com que as leis sejam cumpridas. Os vereadores podem fazer leis, por exemplo, que tratem dos impostos municipais (como mudanças no IPTU), benefícios fiscais (como diminuir os impostos pagos por construções que sejam ambientalmente sustentáveis), ocupação do solo urbano (como determinar que em certa área da cidade só se possa construir prédios comerciais), proteção do patrimônio municipal (como tombar uma escola municipal) e a elaboração do orçamento anual da cidade.

Poder de fiscalizar:

Um dos poderes mais importantes dos vereadores é o de fiscalizar tudo o que a prefeitura faz, principalmente na aplicação de recursos para melhorar a cidade da forma como está previsto na lei orçamentária aprovada.

Mas devemos lembrar a valiosa lição do Tio Ben: “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Mas então quais são as responsabilidades dos nossos vereadores?

A principal obrigação dos vereadores é participar ativamente das sessões da Câmara Municipal. Além disso, ele deve estar por dentro dos acontecimentos de sua cidade, trabalhar para solucionar os problemas dos cidadãos, acompanhar as obras públicas realizadas pela prefeitura, acompanhar a criação de comissões, fóruns e comitês, trabalhar junto aos movimentos sociais e serem cidadãos exemplares.

Além de grandes poderes e grandes responsabilidades, os vereadores também têm benefícios para poderem exercer sua função bem.

Imunidade parlamentar:
O vereador não pode sofrer ameaça judicial em decorrência de suas opiniões, palavras e votos no exercício de seu mandato. Se ele cometer um crime, no entanto, ele poderá ser preso, processado e julgado sem consulta prévia à Câmara.

Direito à renúncia:
O vereador tem direito de desistir do cargo para o qual foi eleito, basta escrever um ofício ao presidente da Câmara e informar ao Plenário. Assim que renunciar, seu suplente assumirá o cargo.

Direito a outro trabalho
O vereador pode exercer outra profissão remunerada desde que haja compatibilidade de horários.

Direito à remuneração
Os vereadores recebem atualmente um salário de R$15 mil, equivalente a 75% do salário de um Deputado Estadual.

Benefícios do mandato

Os vereadores recebem 1.000 litros mensais de gasolina, 14º e 15º salário (o chamado “auxílio-paletó”), podem indicar 20 assessores e 4 mil reais em selos.

Direito a licença
O vereador pode tirar licença (remunerada ou não) nos seguintes casos: para tratar de saúde, para cumprir missão de interesse do Município, para tratar de assuntos particulares, para assumir cargo municipal de confiança.

Mas também há limites:

O vereador não pode:
- Ser proprietário ou diretor de empresa que tenha contratos com seu município
- Eleger-se para outro cargo eletivo enquanto vereador
- Mover ação judicial contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público, autarquias, empresas públicas e empresas concessionárias de serviço público
- Exercer advocacia, caso assuma algum cargo titular ou de suplente na Mesa Diretora da Câmara.

A REALIDADE

Apesar de não terem na prática o poder de consertar buracos e postes de iluminação, podar árvores, construir pracinhas e oferecer serviços públicos (como assistência médica), muitos líderes comunitários (que são eleitos vereadores) fazem isso em suas comunidades através dos chamados “Centros Sociais” visando, em troca, ganhar votos. Essa é uma prática que deveria ser mais fiscalizada e combatida pela justiça eleitoral, pois configura compra de votos.

FONTE:http://deolho.meurio.org.br
domingo, 25 de agosto de 2013 0 comentários

A RAPOSA E O LEÃO


Convém saber que existem duas maneiras de combater: pelas leis e pela força. A primeira é própria dos homens: a segunda é própria dos animais. Mas como, muitas vezes, aquela não chega, há que recorrer a esta e, por isso, o príncipe precisa saber ser animal e homem. Esta regra foi ensinada aos príncipes, em palavras veladas, pelos antigos autores que escreveram como Aquiles, e vários outros grandes senhores do tempo passado foram confiados ao centauro de Quíron, para os educar sob a sua disciplina. Ter, assim, por preceptor um ser meio animal, meio homem, só significa que um príncipe precisa  saber utilizar uma e outra natureza e que uma sem a outra não é duradoura. Já que um príncipe deve saber utilizar bem a natureza animal, convém que escolha a raposa e o leão: como o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não sabe se defender dos lobos, é necessário ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para meter medo aos lobos. Os que querem fazer apenas de leão não percebem nada do assunto.

Maquiavel em ‘O Príncipe’



Links indicados: SOBRE OS POETAS E A MENTIRA

DIFICULDADE PARA A BUSCA DA VERDADE

ESPANQUEMOS OS POBRES!

ILHA DAS FLORES (curta)
quinta-feira, 27 de junho de 2013 1 comentários

A GLOBO DIZ QUE NÃO PRESTA MAS...


"Globo diz que Renan Calheiros, Presidente do Senado, não presta, mas tem ele como sócio. Renan é dono de rádio em Alagoas que retransmite o sinal da Rádio CBN que é da Globo. Globo não reclamou de Renan quando ele foi Ministro da Justiça de FHC.

Globo diz que Sarney não presta, mas tem ele como sócio. Sarney é dono de TV no Maranhão que retransmite o sinal da TV Globo.

Globo diz que Collor não presta, mas tem ele como sócio. Collor é dono de TV em Alagoas que retransmite o sinal da TV Globo.

Globo diz que Henrique Alves, Presidente da Câmara, não presta, mas tem ele como sócio. Henrique Alves é dono da TV Cabugi do Rio Grande do Norte que retransmite o sinal da TV Globo.

A Globo individualiza para despolitizar. Quando rolar a Regulamentação das Mídias, eles se unirão para votar contra."

              Mucamas do PCdoB

          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
quarta-feira, 1 de maio de 2013 0 comentários

REFORMA PEREIRA PASSOS (curiosidade)


A Fundação Oswaldo Cruz organizou uma série de curtas-metragens animados sobre a mais importante reforma urbano-sanitária pela qual a cidade do Rio de Janeiro passou, a conhecida Reforma Pereira Passos.

1904 marca o início dessa reforma urbano-sanitária implantada pelo prefeito Pereira Passos e pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Alta insalubridade, ruas estreitas, cortiços, a condição da cidade à época era de fato deplorável. Sua elevada concentração urbana, intrinsecamente ligada à transição da mão-de-obra no país, de uma recém abolida escravatura pra o trabalho assalariado dos imigrantes europeus. Libertamos mas não inserimos, não abrigamos. E sabemos também que a Reforma é feita em um momento de intensa turbulência social, percebida principalmente na eclosão da “Revolta da Vacina” (1904), movimento popular que surge em oposição à lei da vacinação obrigatória. Barricadas, ruas em conflito, repressão: era o povo contra o Estado. Venceu aquele que outro dia havia proclamado a República em silêncio, embora dessa vez não tenha encontrado o povo bestializado.

O que poucos sabem é que essa relação não foi em sua totalidade de beligerância (violenta). Na intenção de erradicar doenças como a devastadora peste bubônica (proveniente da pulga dos ratos), o governo encontrou uma solução um tanto curiosa: pagaria 300 réis por cada ratinho capturado e entregue aos sanitaristas!

Mas, espera aí: 300 réis era muito dinheiro? De acordo com algumas fontes, o valor daria para comprar 2 kg de feijão, ou 4 kg de farinha de mandioca. Pensando em uma população cada vez mais marginalizada após a demolição dos cortiços e sem colocação social bem definida após a abolição da escravidão, ou ainda estrangeiros que vinham para o Brasil atrás de oportunidades, pode ser sim um bom dinheiro. E pensem comigo: imagina capturar 40 ratinhos? Já paga as compras de um mês!

E no Brasil essa prática foi bem sucedida? Foi sim. Conseguimos erradicar a peste, só não conseguimos erradicar a malandragem carioca: que tendo em vista a elevada concorrência nesse novo mercado de trabalho e a consequente falta de mercadoria, passam a capturar ratos da cidade vizinha Niterói, ou, os mais empreendedores, trazendo ratos estrangeiros para a cidade. É…viva nossa cidade, que sobrevive em sua malandragem até mesmo nos momentos de mais dificuldade.

Enquanto pensamos, podemos acompanhar a trajetória do pequeno Heitor, um estrangeiro nem tão malandro e nem tão hábil caçador de rato:





              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 0 comentários

A MORDIDA É DE DRAGÃO


 Os aumentos consecutivos, especialmente nos gêneros alimentícios, estão elevando a temperatura do vulcão inflacionário estabelecido na barriga do grande dragão, levando preocupação ao setor econômico do Planalto que, embora aparentando calma, começa a buscar mecanismos de combate, caso a situação escapar ao controle, se é que já não escapou. Além dos reajustes rotineiros, o recente aumento nos valores dos combustíveis, o qual mostrará impacto maior no bolso a partir do final deste mês, até porque o brasileiro, neste momento, entusiasmado pelo carnaval, ainda não se deu conta da pressão inflacionária que esse aumento oportunizará. No momento de começar o ano, oficialmente (no Brasil o ano começa após o carnaval), quando acontece o desembolso com IPVA, material escolar e outros itens, pesar no orçamento doméstico.

Quando do reajuste nos combustíveis, o governo federal deixou claro que os valores não seriam repassados integralmente ao consumidor, mas, conhecendo a falácia política que sempre acontece nesses momentos, na tentativa de amenizar o impacto, todos podem sentir que o repasse foi integral, sem contar que a própria presidente da maior estatal brasileira indicou a necessidade de um novo reajuste dos combustíveis para conseguir equilibrar a situação da Petrobras. Imediatamente, surgiu a resposta da área governamental de não permitir mais um aumento, no entanto, ninguém sabe até onde a pressão poderá ser contida.

Certo é que os setores econômicos apontam para um aumento da inflação, alegando que somente no segundo semestre deste ano é que poderá acontecer alívio, desde que a situação mundial não venha indicar qualquer outro tsunami financeiro.

Difícil com isso, qualquer projeção de futuro, especialmente quando começa a se planificar um ano de muitos gastos governamentais na preparação do país para a Copa e para a olimpíada que se avizinham. Quem sabe ou pode dizer quanto teremos ainda que pagar até que se possa dizer que o país está pronto para as grandes competições? Fatalmente, toda essa despesa será bancada pelos nossos impostos, sem contar que 2014 é ano de suma importância política e  onde é costume abrir torneiras para mostrar trabalho e atrair eleitores.  Podemos estar rumando para período temeroso, com superaquecimento da barriga do velho dragão, fazendo-o cuspir muito fogo inflacionário, de difícil contenção.

Por: Moacir Rodrigues.




              Mucamas do PCdoB
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