2c6833b0-77e9-4a38-a9e6-8875b1bef33d diHITT - Notícias Sou Maluca Sim!: MADUREIRA, CAMPINHO, OSWALDO CRUZ
quarta-feira, 4 de abril de 2012

MADUREIRA, CAMPINHO, OSWALDO CRUZ



Oswaldo Cruz e Madureira são parte do que outrora se chamou Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, corruptela de termo tupi yra-yá, ou o "lugar de onde brota o mel". Criada em 1647, a freguesia compreendia boa parte das terras situadas no sertão carioca, na antiga sesmaria concedida inicialmente a Antônio de França, em 1568. Até a primeira metade do século XVIII, essas terras trocaram de mãos diversas vezes, sempre por meio de concessões reais, e desmembradas em fazendas menores. Nesse longo período, a produção de vastas lavouras movimentou os portos dos rios Meriti Pavuna, por onde passavam faluas carregadas com açúcar e aguardente. Sem as facilidades das freguesias situadas mais próximas à baía, o recôncavo foi sendo cortado por caminhos abertos pelas tropas de muares que viajavam regularmente pela região. Nas terras destinadas principalmente ao engenho de cana-de-açúcar, desenvolvia-se a cultura de milho, mandioca e feijão, e uma pequena criação animal. O movimento pelos sertões fluminenses garantiu ainda o surgimento de uma discreta indústria, representada por olarias e fundições.

O local onde hoje estão os bairros de Madureira e Oswaldo Cruz eram originalmente parte da Fazenda do Campinho, concedida a Dona Maria de Oliveira em 1617, e passaria às mãos do capitão Francisco Inácio do Canto, em 1800.
No local existiu o antigo Forte de Nossa Senhora da Glória do Campinho, erguido em 1822 e desativado em 1831. Surgido na mesma época de outras fortificações, a construção militar guardava a região contra possíveis ataques vindos pela Baía de Sepetiba. Com efeito, uma pequena guarnição permaneceu ali até 1851, incumbida de preservar o material aquartelado. Nesse mesmo ano, instalou-se no local a Fábrica de Artigos Pirotécnicos do Exército, que funcionou até 1900. A partir dessa data, o Quinto Regimento de Artilharia de Campanha ocupou o lugar, que teve várias denominações daí em diante. entre eles 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado, mas ficou  mais conhecido como o Quartel do Campinho.



(Forte Nossa Senhora da Glória do Campinho)


No vale do Rio das Pedras, mais a oeste da Freguesia do Irajá, situava-se a fazenda do português Miguel Gonçalves Portela - um grande engenho de cana-de-açúcar que produzia aguardente e rapadura. Conhecido como Engenho do Portela, a região passaria a chamar-se, já no século XVIII, Fazenda do Portela. O Engenho fazia limite com a propriedade de Lourenço Madureira, cujo nome seria escolhido para batizar o futuro bairro.
História curiosa a do boiadeiro Lourenço. Ele estabelecera ali uma roça de mandioca e milho, fazendo prosperar as terras que arrendou do Capitão Inácio do Canto, o poderoso proprietário da Fazenda do Campinho. Lourenço conquistou o respeito e a admiração da população local pelo grande desenvolvimento que levou para a região. A fama do boiadeiro também cresceu por conta do posterior litígio com a viúva de Inácio do Canto, Dona Rosa Maria dos Santos, falecida em 1846. A disputa transformou Lourenço no protagonista do primeiro processo legal por posse de terras no Rio de Janeiro, o que certamente granjeou alguma simpatia popular. Sua fazenda, dividida em glebas que, mais tarde, deram origem a Madureira, fora ocupada por muitas chácaras, situadas entre os Engenhos do Portela e o Engenho de Fora.

Justamente numa dessas chácaras, pertencente à Dona Clara, viúva de Domingos Lopes - político influente na então freguesia do Irajá - seria construída, em 1896, a estação de trem que recebeu o nome da benfeitora, pois Dona Clara cedera parte das terras para que se erguesse a estação, bem próxima da atual Estação Madureira. Com o progresso da localidade, a pequena parada de Dona Clara chegou a ser elevada à categoria de estação , mas funcionou por apenas um ano. Ali, os trens suburbanos passaram a fazer a volta, deixando de retornar ao antigo "giratório" de Cascadura, onde toda a composição,vagão por vagão, fazia lentamente o retorno. Em 1897, inaugurou-se o ramal circular dos subúrbios, extinguindo-se a antiga parada. Um trecho da linha férrea separava-se da linha um pouco antes da Estação Madureira e reencontrava o principal um pouco mais adiante. Nos vagões de madeira que ali faziam a volta até a chegada dos elétricos em 1937, conta o historiador 
Brasil Gerson, viajava-se de primeira e segunda classes:

"A primeira, ainda durante alguns anos neste século com poltronas de couro, e sendo a de segunda mais acessível que antes aos pobres, 200 réis até Cascadura, o dobro, contudo, do preço de um jornal, ao contrário dos 500 réis do século anterior."
(O ramal de Dona Clara fazia o percurso em azul mostrado acima.)

Até 1893, quem ia ao Campinho utilizava o lombo dos animais ou as carretas, os meios de transporte disponíveis. Por essa época, a Estrada de Ferro Central do Brasil chegava somente até Cascadura e, daí, fazia um desvio que conduzia à Fábrica de Artigos Pirotécnicos do Exército, no atual Largo do Campinho. A fábrica que chegara a ser composta de 40 edifícios, depósitos e oficinas, iria transferir-se para Realengo, e, adquirindo grandes proporções, passa a se chamar Fábrica de Cartuchos. A fábrica deu início a um certo desenvolvimento do lugar. Surgiram ali pequenas propriedades agrícolas: o que era produzido, era transportado até regiões mais urbanizadas em lombo de animais, ou, principalmente, usando a Estação Laboratório, como era conhecida então a parada da Fábrica do Exército. Mas, apesar da importância geográfica do Campinho, Cascadura foi a região escolhida para a instalação de uma das quatro primeiras estações da Estrada de Ferro Dom Pedro II da região, 1858.

A estação Dona Clara desapareceu, mas a antiga proprietária teve justa homenagem, batizando a rua que começa na Domingues Lopes e termina na Carlos Xavier. Não muito longe dali está a pequena Praça Inácio do Canto - lembrando o nome do primeiro proprietário daquelas terras, na confluência das ruas Tomé Alvarenga, Capitão Couto Mendes e Felipe Frutuoso.

O ramal de Dona Clara fazia o percurso em azul mostrado acima. A linha em vermelho é a linha do centro e a parte verde-escuro é o tamanho real da estação de Madureira, de onde saía o ramal de Dona Clara.

Sob a administração de Ricardo de Albuquerque o trem chegou em Madureira, em 1890. A ramificação ficou completa em 1898 com a inauguração da Linha Auxiliar, inicialmente chamada Inharajá e, hoje, a importante Estação de Magno, assim chamada em homenagem ao engenheiro Alfredo Magno de Carvalho.
Madureira foi se tornando um importante eixo ferroviário, fiel a uma vocação que remontava aos tempos em que fora também o mais importante ponto de convergência das estradas rurais, parada obrigatória dos viajantes. As modificações decorrentes dessas primeiras estações, contudo, ainda não eram suficientes para transformar a aparência do futuro bairro, ainda fracamente urbanizado nos primeiros anos do século XX.


(Estação de Madureira em 1909)

Parte do pátio da estação de Madureira em 1909. Reparar nas casas ao fundo, de construção bem típica da Central do Brasil nessa época. Alguma ainda existiria hoje? 

A partir da inauguração do mercado ao lado da Estação de Magno, em 1914, as mudanças deram início e Madureira firmou-se como principal centro para os comerciantes e lavradores das redondezas.
Nessa época, Madureira passou a ser servida pelo bonde puxado a burro, o que durou até 1929 quando a eletricidade chegou à linha que ia até Irajá.
Em 1937, com eletrificação dos trens suburbanos da Central, inaugurada pessoalmente elo presidente Vargas, Madureira consagrava-se a "capital do subúrbio" carioca, um destaque merecido que se mantém até hoje não só por sua posição geográfica privilegiada, comércio e transporte abundantes, como por suas tradições culturais.
Deixando pra trás a vocação rural, o bairro iniciava um processo de urbanização que o transformou no mais forte núcleo comercial e cultural da zona norte carioca. Se no Censo de 1920 Madureira sequer figurava como bairro, duas décadas mais tarde um novo Censo registraria expressivo crescimento: 111.300 habitantes onde antes se contavam somente 27.106.

Em 1950, de acordo com novo recenseamento, a população havia aumentado 41%, sendo bem menor a parcela de pessoas ligadas às atividades agropecuárias, o que atesta a crescente urbanização, determinada - é claro - pelo avanço das atividades industriais e comerciais em toda a região. A Fábrica de Biscoitos Piraquê, por exemplo, inaugurada em 1950 na região hoje denominada Turiaçu, deu grande impulso ao bairro.
A abertura da Avenida Brasil, ainda nos anos 1940 e, sobretudo, a inauguração do Viaduto Negrão de Lima, sobre os trilhos da estrada de ferro, em 1958, foram decisivas para o crescimento da região, que ainda no tempo do Estado da Guanabara possuía a maior densidade populacional do subúrbio e era a segunda em arrecadação de impostos do Estado.
O ritmo acelerado de crescimento se manteve: desde 1962, Madureira tornou-se a 15ª Região Administrativa, englobando os bairros vizinhos de Marechal Hermes, Bento Ribeiro, Honório Gurgel, Rocha Miranda, Vaz Lobo, Turiaçu, Cascadura, Quintino Bocaiúva, Engenheiro Leal, Cavalcanti, Oswaldo Cruz e Campinho.
Da freguesia aos fregueses

As mudanças que levariam a região a desfrutar tão proeminente posição entre os subúrbios do Rio obedeceram sobretudo à cadência do desenvolvimento do transporte ferroviário e dos bondes. Foi essencialmente por isso que a antiga região agrícola tornou-se uma zona residencial.
A partir da inauguração da Estrada de Ferro Dom Pedro II, em 1858, à medida que novas estações ferroviárias iam surgindo, apareciam também loteamentos que atraíam uma classe média urbana que já não podia arcar com os custos habitacionais do centro.
Algumas estações de bondes também foram criadas para atender aos novos moradores, em iniciativas como a da Companhia Ferro Carril de Jacarepaguá, aberta em 1873 para ligar Cascadura a Jacarepaguá, passando pelo Campinho. Já tinha a Linha Circular Suburbana Tramways, inaugurada em 1905, com quase seis quilômetros de extensão, fazia a ligação entre Madureira e Irajá.

A população que ocupava as terras da antiga freguesia era até então formada sobretudo por ex-escravos e seus descendentes, provenientes das fazendas da região do Vale do Paraíba, do interior de Minas Gerais, e de fazendas do interior do próprio Rio de Janeiro. A vida, naquela época, era marcadamente rural, organizada em torno das festas religiosas, da música e da dança de origem africana, ainda que com alguma influência portuguesa.
Em 1898, quando a Estrada de Ferro Dom Pedro II passou a chamar-se Central do Brasil, foi inaugurada a estação Rio das Pedras, atual Oswaldo Cruz. Mas a ocupação do bairro por remodelado pela prefeitura de Pereira Passos - só ganharia força entre os anos de 1905 e 1920. Paulo Benjamin de Oliveira, um menino negro que deixara a Saúde para morar com a família em Oswaldo Cruz, chegou em 1920. Ele, o legendário Paulo da Portela, seria uma das mais importantes lideranças da região e personagem fundamental na história do samba carioca.

Paulo da Portela


Ainda nessa época, Madureira e Oswaldo Cruz eram localidades bucólicas, com propriedades simples e acolhedoras, enfeitadas por mangueiras e abacateiros. Aquelas vielas, abertas ao longo da Estrada da Portela em direção à Estrada do Sapê, quase em Rocha Miranda, só iriam tornar-se logradouros públicos, reconhecidos pela edilidade, em 1917. A vida da comunidade ia, aos poucos, organizando-se mesmo em torno dos hábitos religiosos, das festas, da música e do futebol.

Ao contrário de Oswaldo Cruz, Madureira ganhou formidável impulso com a chegada dos trilhos da estrada de ferro, no final do século XIX. A Linha Auxiliar da Central do Brasil garantia a facilidade de acesso à região. A inauguração da Estação de Magno assegurou a independência do bairro com relação ao Centro da cidade. Mas não só a malha ferroviária traria esse progresso. Décadas mais tarde, o Mercadão tornou-se o agente fundamental de uma nova onda de desenvolvimento de Madureira.
Ao menos é o que se comprova pela leitura da mensagem dirigida à Câmara de Deputados em 1929 pelo prefeito Prado Júnior. Assim o líder do Distrito Federal anunciava a importância do Mercado, prestes a ser inaugurado:
"Será dotado dos melhores requisitos, constituindo um tipo de modelo, a servir de paradigma, quer para a melhoria e aperfeiçoamento dos demais já existentes, quer para orientar a construção de futuros mercados."

Mercadão de Madureira


O Mercado de Madureira, mais conhecido como o Mercadão, começa sua história em 1914, com as concessões dadas pelo então prefeito Bento Ribeiro para que os diversos bairros instalassem seus próprios mercados. Madureira também teve seu espaço inicialmente ocupado por mercadores do próprio bairro e de Cascadura, numa soma de esforços. Por conta da fusão, foi necessário ampliar. A Light cedeu então um terreno na Rua Oliveira Maia, onde se inaugurou o empreendimento, já na gestão do prefeito Amaro Cavalcanti.
Com a duplicação da Linha Auxiliar e a abertura da Estação Magno, o terreno foi requisitado pela Central do Brasil, transferindo-se o Mercadão, em 1916, para a Avenida Ministro Edgard Romero. Em 1929, com o apoio do prefeito Prado Júnior, iniciam-se as obras de ampliação daquele que seria o maior centro de distribuição de alentos da região. Vinte anos mais tarde, o prefeito Mendes de Morais promoveu importante melhoria ao implantar 26 boxes no centro do mercado para que fossem utilizados pelos próprios produtores, acabando com a ação dos intermediários que encareciam as mercadorias. Em 1959, o Mercadão é reinaugurado, em grande estilo, por Juscelino Kubistchek no atual endereço da Edgard Romero.
O surgimento da Ceasa em Irajá, em 1974, forçou o Mercadão a diversificar seus artigos, de modo a fazer frente à concorrência. Surgiram, assim, lojas e boxes com artigos religiosos. Isso, contudo, não alterou o perfil do mercado, reforçando, ao contrário, sua importância não só para a população da zona norte, bem como atraindo comerciantes e clientes das zonas centro e sul da cidade.
Em janeiro de 2000, um incêndio destruiu todas as instalações do Mercadão, deixando a população e as autoridades municipais consternadas. A comoção demonstrou a importância do Mercadão para Madureira e para o Rio - uma referência comercial e um elemento de identificação cultural da cidade. Hoje, após um esforço coletivo de reconstrução, o Mercadão está modernizado. Cerca de 70 mil pessoas por dia circulam por suas galerias climatizadas, servidas por escadas rolantes, onde se destacam as inúmeras lojas de artigos de umbanda e candomblé, que transformaram o Mercadão no principal centro de comércio de ferramentas e paramentos rituais. Mesmo depois de tantas mudanças, o Mercadão mantém a mesma atmosfera simpática e popular que garantiu seu lugar no coração carioca.
Madureira e Oswaldo Cruz, celeiro de bambas e de craques
"Para sambar em Madureira, vem gente até de Bangu". Os versos de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, no clássico Vou sambar em Madureira, de 1946, atestam a importância do bairro na história do samba. Ao lado da consagração de Madureira como pólo comercial do Rio, surge a grandiosa vocação do bairro para a arte popular. Madureira e Oswaldo Cruz são o berço de três grandes escolas do Rio de Janeiro: a Portela e o Império Serrano e, mais tarde, a Tradição, de Campinho.
A Escola de Samba Portela, de Oswaldo Cruz, nasceu do bloco Vai como Pode, em 1923. Ela introduziu nos desfiles as alegorias, em 1929, e o samba de enredo em 1931, além de outras inovações na bateria e nos passos, muitos até incorporados por outras escolas. A azul-e-branca é a escola que possui mais títulos de campeã dos desfiles. Entre 1941 e 1947, obteve sete títulos consecutivos, voltando a ser campeã em 1953, e entre 1957 e 1960. Vitoriosa ainda em 1962, 1964, 1966 e 1970. Nos anos 1980 e 1984, dividiu o primeiro lugar com outras agremiações. Outro gigante do carnaval carioca, a Império Serrano, nas cores verde e branco, fundada em março de 1947 por um grupo dissidente da extinta Escola de Samba Prazer da Serrinha, campeã logo nos quatro primeiros anos em que participou dos desfiles, de 1948 a 1951. Voltou ao primeiro lugar em 1955, 1956, 1972 e, em 1982, consagrou-se com o antológico enredo Bum Bum Paticumbum Prugurundum. Já a Tradição surgiu de uma dissidência da Portela em 1984, fundada por Nésio Nascimento, filho de Natal da Portela, e pai da não menos famosa porta-bandeira Vilma.
Mas não só o samba garante a fama de Madureira. Por iniciativa de vários comerciantes locais surgiu o Madureira Atlético Clube, substituindo o Fidalgo Atlético Clube. Como data de fundação, consta 08 de agosto de 1914, que era o dia do surgimento do Fidalgo. Mas a nova agremiação nasceu mesmo em 16 de fevereiro de 1933. No emblema e nos uniformes, a agremiação adotou, além do amarelo, a cor azul do Magno Futebol Clube e o grená, do Fidalgo Futebol Clube. A combinação inspirou os versos criados por Lamartine Babo para o Hino do clube:
"És Madureira, nosso castelo,
a nossa Catedral, ideal
sol de muitos anos
dos tricolores suburbanos."

(Madureira Esporte Club e Che Guevara)

Quem poderia imaginar que, em 1963, o revolucionário Ernesto Che Guevara, na época Ministro da Indústria de Cuba, foi assistir a uma partida do Madureira Esporte Clube. A fotografia acima foi tirada na ilha de Fidel quando o tricolor do subúrbio carioca fazia uma excursão mundial. O clube aproveitava a valorização do Brasil depois da conquista da Copa do Mundo de Futebol de 1962. O Madureira participou de cinco jogos em Cuba, aplicando goleadas. Apesar das derrotas, os cubanos apreciaram a visita dos brasileiros à Havana. Um belo relato do fascínio gerado pelo futebol.

Com o objetivo de ampliar a atividade esportiva do clube, em outubro de 1971 foi criado o Madureira Esporte Clube, resultado da fusão entre o Madureira Atlético Clube, Madureira Tênis Clube e Imperial Basquete Clube. Ao longo de sua história, o Madureira sempre foi considerado um celeiro de craques, formando profissionais que chegaram até a integrar a Seleção Brasileira. Dali saíram, entre outros, Didi - o inventor da folha-seca, Evaristo, Jair da Rosa Pinto, Isaías, Lelé, Nair e Nelsinho. Mais recentemente, o tricolor suburbano deu novas crias, como os jogadores Marcelinho Carioca e Iranildo.


Este texto é parte do guia Madureira e Oswaldo Cruz, pertencente à coleção Bairros do Rio, publicado pela Editora Fraiha [ fraiha.@dh.com.br ]

2 comentários:

Rebecca Dias Florencio disse...

Legal! Sou de Madureira, mas atualmente moro em Manaus/AM.

Anônimo disse...

Adorei saber a origem de Madureira, muito interessante, Mas não só o samba garante a fama de Madureira.

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Obrigada pela sua opinião e um grande abraço de Jaqueline Ramiro/blog Sou Maluca Sim!

 
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