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terça-feira, 23 de junho de 2009

UMA VONTADE!



É bom ter no peito essa saudade constante e adocicada. Ainda melhor é a sua presença, o som rouco da tua voz. Essa ingenuidade quase infantil, ativa meus instintos e me faz querer ser melhor do que sou. Deve ser porque o objeto de nosso desejo sempre figuramos como o mais perfeito. Talvez por isso essa vontade de está em proporção, ou seja apenas uma forma, ainda que inconsciente, de chamar sua atenção. 
Criança sou, uma menina mimada. 
E hoje você é o meu capricho.

GONGELAMENTO



O medo tirou-me o equilíbrio não pude concentrar-me em nada mais, pois o pensamento estava tomado.
Como pode um corredor comprido e serpentinoso torna-se tão curto a ponto de unir prédios e trazer você para diante a mim? 
Estou surpresa!
Entre tantos lugares, corredores e andares sem qualquer aviso, logo ali. 
Quase perdi a fala e usei o ato de beber água que deveria ser um ato simples, mas naquele momento...
subterfúgio para poder olhar em teus olhos e esconder o meu constrangimento.
Penso que não percebeste nada apesar do meu afobamento.
Natural: seus pensamentos estavam nas provas e os meus a sombrear o seu corpo.


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sexta-feira, 15 de maio de 2009

NOVAMENTE É ASSIM



















Anjos vivem a atormentar-me
com suas presenças luminosas, 
seus perfumes...
Resisto, fujo, mas esse insistem em tocar-me.

Ahaa! Quando sinto suas asas
o tempo para e não sei por quanto tempo.
O corpo arrepia, vem um calor ao peito. 

Os olhos denunciam a agonia da alma.
Que se debate, se fere, 
aprisionada a regras invisíveis, 
mais sólidas do que o corpo
ou qualquer cela.

Há um prazer sexual,
um toque de magia.
Que transforma em prazer a agonia.

Uma febre constante.
Se vê mas não se tem.
Anjos são seres puros e desconhecem a luxuria
e o meu bem querer é farto de porém!


              Mucamas do PCdoB
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sexta-feira, 27 de março de 2009

É mais complicado pensar a escrever.

A maioria dos vestibulandos brasileiros se apavoram na hora da construção de uma redação. Isso é normal, principalmente quando se vive em tempos em que as informações nos são transmitidas quase automaticamente.
Diferente dá maioria das disciplinas, como física e história, não basta regras ou o ato de decorar para a elaboração de uma boa redação. Se faz necessário o conhecimento de mundo, das regras de utilização da língua, ter a leitura dos mais variados textos como habito e saber organizar e transcrever suas ideias de forma clara e coerente para o papel.
Porém o que mais impede elaboração de uma boa redação, e o fato de nossas mentes estarem desacostumadas a questionar.
Aprendemos cada vez mais sedo a pegar o controle remoto, ligar o computador e assistir o passar de nossas vidas e do mundo. Apenas recebendo um número incontável de informação e nos destanciando da classificação como individuos.
A cada dia, neses tempos modernos, torna-se mais difícil escrever uma redação, pois estamos desaprendendo o que seria natural: pensar!
E sem refletir nos tornamos apenas telespectadores.
quarta-feira, 25 de março de 2009

Eu vivo sempre no mundo da lua.

Muitas vezes durante o meu dia. Eu me encontro estática.
O mundo em caos ao meu redor e eu ali parada.
Não vejo nada, não ouço nada.
Faço uma viagem para dentro de mim e me perco do exterior.

Eu vivo sempre no mundo da lua.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 0 comentários

GRACIAS A LA VIDA

GRACIAS A LA VIDA


Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto

Gracias a la vida, gracias a la vida

(Mercedes Sosa)



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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 0 comentários

Fique em paz



Quando eu lembrar de você. Vou lembrar do tempo que tomávamos banho de piscina juntos. Vou lembrar de você subindo na árvore para amarrar a corda do balanço.
Da gente correndo atrás de manga. Dos super saltos que você dava na cachoeira.
Dos passeios de carroça. Do dia que o cavalo empinou e nos quase caímos.
Dos abraços, dos carinhos. Da coca-cola com pipoca doce. De roubar doce da barraca da tia Leda. Das festinha de rua. Do baile de carnaval que você pagou para que eu podesse entrar, mesmo você ficando do lado de fora. Das conversas até a madrugada.
De me levar ao ponto de ônibus...
Quero lembrar de você do tempo em que eramos crianças e que todos os problemas podiam ser resolvidos. Quero lembra apenas disso e nada mais.

Boa viagem e até...

Obrigada pela pichação. Dei uma bronca em você mas a verdade é que gostei.
Te amo!


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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009 0 comentários

Quero ganhar moedas de ouro!

http://s2.gladiatus.com.pt/game/c.php?uid=116763
domingo, 18 de janeiro de 2009 0 comentários

A ALMA DOS DIFERENTES




... Ah, o diferente, esse ser especial!

Diferente não é quem pretenda ser.

Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errados para os outros.

Que riem de inveja de não serem assim.

E de medo de não aguentar, caso um dia venham, a ser.

O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.

O diferente nunca é um chato.

Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas.

Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num chato.

Chato é um diferente que não vingou.

Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem.

Os diferentes raivosos acabam tendo razão, sozinhos, contra o mundo inteiro.

Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride.

Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer – alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.

O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano.

O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.

O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura.

O que é percepção aguçada em: "Puxa, fulano, como você é complicado".

O que é o embrião de um estilo próprio em: "Você não está vendo como todo mundo faz?

O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba incorporando.

Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.

O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.

Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.

É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram.

Quer onde outros cansam. Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas.

Concretiza entre sonhadores.

Fala de leite em reunião de bêbados.

Cria onde o hábito rotiniza.

Sofre onde os outros ganham.

Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera.

Aceita empregos que ninguém supõe.

Perde horas em coisas que só ele sabe importantes.

Engorda onde não deve.

Diz sempre na hora de calar.

Cala nas horas erradas.

Não desiste de lutar pela harmonia.

Fala de amor no meio da guerra.

Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar.

Ele aprendeu a superar riso, deboche, escárnio e consciência dolorosa de que a média é má porque é igual.

Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além.

Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes.

Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.


(Artur da Távola)


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