2c6833b0-77e9-4a38-a9e6-8875b1bef33d diHITT - Notícias Sou Maluca Sim!: Julho 2014
domingo, 6 de julho de 2014 0 comentários

QUANTO VOCÊ VALE?



Venho aqui professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse:

– Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa, falou:

– Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.

- CLA...cla… claro, professor, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que R$ 10.000,00 ( Dez Mil). Vá e volte com o dinheiro o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava Dez mil, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que Dez Mil era muito valioso para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer R$ 500 reais e uma xícara de café, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que Dez Mil e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter o dinheiro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando a preocupação e seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse:

– Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir mil ou até dois mil, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

- Importante o que disse, meu jovem, contestou sorridente o mestre. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:

- Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que Vinte e Cinco milhões pelo anel.

O jovem, surpreso, exclamou:

– Vinte e Cinco Milhões ?

- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo poderia oferecer cerca de 30, mas se a venda é urgente…

O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o que ocorreu.

- Sente-se, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:

- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
sábado, 5 de julho de 2014 0 comentários

Dai a César o que é de César




E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens.
Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não?
Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas?
Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro.
E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição?
Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
E eles, ouvindo isto, maravilharam-se, e, deixando-o, se retiraram.

Mateus 22:16-22
quinta-feira, 3 de julho de 2014 0 comentários

INTIMIDADE



No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,

Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,

No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.

JOSÉ SARAMAGO
quarta-feira, 2 de julho de 2014 0 comentários

FILME - DOMÍNIO PÚBLICO

Para refletirmos sobre, um outro ponto de vista, à COPA DO MUNDO e  toda essa agitação política que tem vivido o Brasil atualmente. Principalmente na cidade do Rio de Janeiro que virou um grande canteiro de obras e tem recebido massivas quantias de dinheiro dos mais variados setores,  nacionais ou internacionais. 

A cidade tem passado por transformações que  não se limitam apenas ao espaço físico, mas a vida de seus moradores. Desapropriações, especulação imobiliária, aumento do custo de vida, forte intervenção das forças militares em áreas carentes localizadas dentro do chamado - cinturão de segurança pública.

Para os pobres direitos que são garantidos pela constituição e pelos direitos humanos estão sendo violados constantemente fora do alcance das lentes das grandes mídias, ou alguém pode me dizer onde está Amarildo?

Os protestos de junho de 2013 encheram as ruas com milhares de pessoas. Foi um ótimo exemplo de que o Brasileiro, é sim, capaz de se unir para mudar as coisas. "Não queremos copa, queremos saúde, educação, melhoria no transporte público, etc."  Assombrado o governo reagiu coagindo os protestos com violência. E essa mesma violência serviu de combustível para que mais pessoas viessem a ocupar as ruas e ampliou a ação de grupos radicais. O importante era mudar o Brasil: com bandeira nas mãos ou com pedras. Mas infelizmente muitos dos que participaram das manifestações estavam em clima de micareta e talvez não tenham entendido a relevância daquele momento para a história do Brasil.

Outro problema das manifestações, que quase não é falado, foram os políticos oportunistas: gente ligada ao governo que recebeu a missão de está nas manifestações e tentar aparecer a todo custo - Pular enfrente as câmeras, fazer uma dancinha, qualquer coisa para dizer que estava ali e representando o apoio que determinado partido dava a democracia. Mas quem acompanhou os primeiros protestos, a respeito de uma conjuntura nacional, pode ouvir em alto e bom som os gritos da multidão:

"Chega de corrupção"
"Fora Dilma"
"Fora PT"

Mas os oportunistas não se importaram com isso e muitos até carregavam provocativamente bandeiras de seus partidos, desconfigurando completamente a razão dos protestos, que de ação social passou a ser algo integralmente político e demagogo.

Começamos bem, criamos espareças e terminamos no mais do mesmo.

 Tem Copa do Mundo os transtornos e pressões ás comunidades carentes que hoje vivem uma falsa pacificação é sufocante e vai ficar pior, pois ainda tem olimpíadas que é muito mais exigente.  

Gostei muito da abordagem feita por esse documentário - Domínio Público - mas a credibilidade dele fica em xeque quando encontramos depoimentos como o do Dep. federal Romário. Sei que é muito caro fazer cinema no Brasil é produção desse vídeo foi independente, mas questiono quais são os patrocinadores e o tipo de acordos que foram realizados para a construção do filme.

Para um lado, ou para o outro tudo é tendencioso.


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BELEZA ROUBADA



É duro aceitar que algumas pessoas são
mais capazes e mais afortunadas do que outras


Há muito suspeitava que um dia as mulheres mais bonitas iam ser de alguma forma castigadas por nossa sociedade. Meu temor, em parte, se confirmou. Incluindo aí também um castigo para os homens mais bonitos. E por quê? Porque pesquisas recentes parecem provar que homens mais bonitos e mulheres mais bonitas têm mais sucesso profissional, e isso é "imperdoável" num mundo em que a inveja e o ressentimento fazem a política das nações. Vivemos numa era do ressentimento.

 Claro, dirão que critérios de beleza variam. Sim, numa certa medida mais gordinhas hoje parecem estar em baixa. As magrelinhas podem fazer sucesso em passarelas e nos espelhos de lojas, mas nem sempre encantam o desejo de todos os homens. E mais: não creio que as figuras das "bruxas" deixem alguma dúvida sobre o que era "feio" (não me refiro às mulheres, muitas delas bonitas, que hoje se dedicam a cultos da Europa pré-cristã).

De qualquer forma, o livro "Beauty Pays: Why Attractive People Are More Successful" (A beleza paga: por que as pessoas mais atraentes são mais bem-sucedidas), de Daniel Hamermesh (indicado pelo excelente artigo do "Valor Econômico"), aprofunda o que é essa beleza que paga bem no mercado profissional. O artigo parte da bela Marissa Meyer, CEO do Yahoo!, para discutir o novo problema a ser enfrentado pelos mais bem-sucedidos que forem mais belos.

Os burocratas dos tributos (em países como os EUA), parasitas que passam o dia pensando em como tirar dinheiro de quem produz dinheiro, já tiveram uma ideia incrível: taxar quem tiver mais sucesso profissional e for bonito.

Como será que esse personagem de Kafka (vejo-o como um rato cheio de formulários na mão) vai fazer para identificar a beleza como parte da razão de uma pessoa ser ainda mais achacada pelo fisco? Testemunhos dos "prejudicados" na carreira pela "injusta" beleza dos outros? O livro em questão, no seu capítulo oito, discute as possíveis "proteções legais para os feios"!

 Difícil dizer, mas sem dúvida vão descobrir uma forma, porque o Estado está sempre aquém na "ponta da entrega", mas sempre além da imaginação em competência na "ponta da arrecadação".

A base do ódio organizado à beleza e à riqueza (travestido de taxação em nome da justiça "sócio-estética") é o velho ressentimento. Nietzsche é um analista social e político muito mais sofisticado do que o guru Marx. Luta de classes é o "nome fantasia" do ressentimento que se tem contra os mais afortunados e mais competentes. É difícil aceitar que algumas pessoas sejam mais capazes e mais afortunadas (a velha Fortuna de Maquiavel, que, como toda mulher, ama a ousadia e a coragem) do que outras.

Adam Smith, pai da noção de sociedade comercial (ou sociedade de mercado), sabia que havia um risco de crescimento da "frouxidão" generalizada com o enriquecimento. Mas a contingência (ou acaso ou fortuna) que está na base da visão de mundo de Smith fere nossa sensibilidade de carentes.

 Sua "cosmologia" não parece reconhecer uma ordem inteligente superior que equilibre de modo "justo" as diferentes capacidades pessoais. A famosa "mão invisível" equilibraria apenas os resultados totais da riqueza, mas não a inveja de quem é menos capaz.

A sociedade de mercado é uma ferida narcísica incurável para quem nela fracassa. E é difícil não ser, uma vez que todos somos infelizes e carentes em algum nível. Os "marcadores" dessas diferenças que ninguém quer dizer o nome (beleza, riqueza, inteligência, originalidade), acolhidas pela sociedade de mercado, são detestados pelo narcisismo carente, fonte inesgotável de ressentimento.

Portanto, a psicologia nietzschiana do ressentimento deveria ser mais levada a sério quando se discute política no mundo contemporâneo.

Dica: o ódio às belas, rancor atávico das feias, o ódio aos mais capazes, rancor atávico dos menos capazes, nunca foi descrito de modo tão claro como pela filósofa Ayn Rand em seu "Revolta de Atlas" (uma das referências bibliográficas que nossa universidade nega a seus alunos), livro antídoto às mentiras do ressentimento. Leia.

LUIZ FELIPE PONDÉ
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NICOLÁS WINTON SALVOU 699 DO HOLOCAUSTO E NÃO SABE QUE ESTÁ SENTADO AO LADO DELAS...



 
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