2c6833b0-77e9-4a38-a9e6-8875b1bef33d diHITT - Notícias Sou Maluca Sim!: Janeiro 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014 0 comentários

RASTA COURAGE - soja



Try and remember now just what has been done
Enslavement, displacement of every nation
And now to one nation, everyone hold their grudge
Kind of makes me wonder about which side I'm on
I don't defend white, and I don't defend black
I defend truth and rights and all of that
I work on situations where I'm at
Hold my position and never fall of track

Nah give up my faith!
Though Babylon rage
I and I will strive until the end of my days
Rasta Courage go against society
Rasta courage

I never give no good vibes
and I never give up no truth
Never trade my sanity for living in Babylon crew
Vanity will never drive this man insane
This man will walk alongside Jah again
We see all of the pressure to conform today
And I may sometimes bend
but only as not to break
Cause a life of iniquity for laziness' sake
Is a deal with the devil Rasta just can't make

Nah give up my faith!
Though Babylon rage
I and I will strive until the end of my days
Rasta Courage go against society
Rasta courage

Looking back now upon all of the evidence
four hundred years and what those years have really done
we talk of peace but at the first sign of war
Bredren and bredren and sistren ain't sistren no more
Without forgiveness how will any war cease
while the heathen rage Rastaman sitting at ease
No one will move a muscle for some moral justice
And with no justice there will be no peace

Nah give up my faith!
Though Babylon rage
I and I will strive until the end of my days
Rasta Courage go against society
Rasta courage

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Il Mondo Degli Altri/ O MUNDO DOS OSTROS



Il Mondo Degli Altri
Alle tre di pomeriggio sto seduto sui gradini
Mentre il cielo si fa pigro e si riposa sui camini
C'è un telefono a due passi e ho bisogno di sentirti
La tua voce può bastarmi per convincermi che esisti
Nel mondo degli altri che mi chiude fuori
Ma tu puoi trovarmi nei giorni più soli
Quando sento che la mia vita
È in un vicolo senza fine
Quando l'eco di una ferita
È un ricordo che può sparire
Dietro all'alito di un tramonto
Che ci porterà fino al mare
Quando sento che sul tuo volto
con le dita posso sfiorare

Il mondo degli altri che non so come
Ma non me ne importa se sono con te
Il mondo degli altri è un cielo di vento
Un prato di fiori nel buio che ho dentro
Il mondo degli altri, il mondo degli altri

E se perderò i miei sogni solo tu potrai trovarli
Ma se non vorrai tenerli non lasciarli lì davanti
Al mondo degli altri che non mi appartiene
Se tu non esisti non posso più dirti
Che ho bisogno di innamorarmi
In un giorno di primavera
Che non posso dimenticarti
Per un sogno che non si avvera
Quando cambiano le stagioni
E l'inverno diventa neve
Quando canto le mie canzoni
Ho bisogno di stare in mezzo

Al mondo degli altri perché ci sei tu
Ma se non ti trovo mi manchi di più
Il mondo degli altri è un arcobaleno
Ma tu sei una perla che cade dal cielo

Se resto da solo nel mondo degli altri
All'ombra di un uomo che ha voglia di amarti

Se resto da solo nel mondo degli altri


*********************
O MUNDO DOS OSTROS

Há três horas da tarde e eu sentado nos passos
Enquanto o céu se faz preguiçoso e descansa nas lareiras
Há um telefone a dois passos e eu preciso sentir
Sua voz pode ser o bastante para me convencer que você existe
No mundo dos outros que se fecham fora de mim
Mas você pode me encontrar nos dias solitários
Quando eu sinto que minha vida
Está em uma rua sem fim
Quando o eco de uma ferida
É uma memória que pode desaparecer
Atrás da respiração, há um pôr-do-sol
O que nos levará até o mar
Quando eu sinto que não há um rosto lá
Com os dedos eu posso caminhar

O mundo dos outros, que eu não sei como
Mas não se preocupe com isto, se eles estiverem com você
O mundo do outro, é um céu de vento
Um jardim de flores na escuridão dentro do que há em mim
O mundo dos outros, o mundo dos outros

E se eu perderei só meus sonhos, que você os possa encontrar
Mas se você não quiser segurar, não os deixe como antes, lá
Para o mundo dos outros que não me pertencem
Se você não existe, que eu não possa lhe falar mais
Que eu tenho necessidade de me apaixonar
Em um dia de primavera
Que eu não posso lhe esquecer
Para um sonho que não se torna realidade
Quando mudam as estações
E o inverno se torna neve
Quando canto minhas canções
Eu tenho necessidade para de estar na média

Para o mundo dos outros, porque lá conheço você
Mas se eu não a encontro, você perde mais do que eu
O mundo do outro é um arco-íris
Mas você é uma pérola que cai do céu

Se eu fico só, no mundo dos outros
A sombra de um homem que tem vontade de amar

Se eu fico só, no mundo dos outros



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014 0 comentários

SE TU ME AMAS



Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Mario Quintana
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SE A VIDA FOSSE FÁCIL




Não se pode amar alguém aprovado pela família, 
pela igreja e pela sociedade; esses são para casar

Se você pudesse escolher, preferiria ter um marido fiel mas que fosse um mau marido --desses que bebem errado e falam o que não devem, e é, frequentemente, um tédio-- ou um marido infiel e ótimo marido? Difícil escolha, e saiba: um ótimo marido se percebe pelo brilho do olho da mulher.

Teoricamente, um bom marido é aquele que, em primeiro lugar, não trai, e são esses os que as mulheres mais abandonam. Para que uma paixão continue a existir, é preciso que não se tenha muitas certezas, e nenhuma mulher ama um marido fiel demais. Para tudo há limites, até para a fidelidade.

Quais são os homens mais inesquecíveis da vida de uma mulher? São sempre os que mais aprontam, mais desaparecem, mais traem --e não confessam nunca--, mas que a faz mais feliz do que todos os bons rapazes do mundo.

É mais ou menos simples: se um homem é aprovado por todos, nunca é aquele que faz um coração juvenil bater descompassadamente. Não se pode amar alguém aprovado pela família, pela igreja e pela sociedade. Esses são para casar, o que não tem nada a ver com o amor.

Nada pode incendiar mais um romance do que a oposição da família; ela costuma ter razão, quando é contra, e a família está sempre unida contra os "maus" rapazes. E o amor, então? Desde os Capuleto e os Montecchio (famílias de Romeu e Julieta, para quem esqueceu) tem sido assim, e não há modernidade que mude essa regra.

O que mudou foi que hoje não dá nem tempo de alguém ficar contra, porque aí já acabou. E vamos reconhecer, pais e mães estão certos: nessa hora eles estão pensando em seu próprio sossego e em sua própria tranquilidade, no que estão cobertos de razão. Aliás, quase todos têm sempre razão, e algum dia você viu pais e filhos estarem de acordo? Se estão, alguma coisa deve estar errada.

Eles querem, para marido de sua querida filha, estabilidade em todos os sentidos, começando pela financeira, e que os sentimentos do pretendente também sejam estáveis. É até melhor que ele não ame apaixonadamente; melhor que tenha um sentimento calmo, maduro, confiável.

Enquanto isso a filha, com seus hormônios à flor da pele, anseia por um homem que a enlouqueça e a faça perder o rumo de casa.

Esse às vezes até casa (quando ela é rica), mas que ninguém espere dele fidelidade; esquecendo esse pequeno detalhe, costumam ser ótimos maridos, capazes de levar a mulher para um motel numa tarde de segunda-feira, ou a um fim de semana em Nova York, a troco de nada --as crianças ficam com a babá, qual é o problema?

E se for flagrado às 2h da madrugada tomando um uísque na sala, lembrando de como era boa a vida de solteiro, quando a mulher chega devagarzinho e faz a pergunta, aquela --"em que você está pensando?"-- ele vai responder, com a maior sinceridade, "em você, amore". Ela não vai acreditar, mas fica na dúvida: e se for verdade? Esse é um bom marido, e esse casamento vai durar --sobretudo se o pai dela continuar rico.


Mas afinal, você quer saber o que preferem as mulheres, se um marido fiel ou infiel? Refleti sobre o assunto, e acredito que a solução deve ser um homem fiel fingir que é infiel, e o infiel fingir que é fiel. Simples a vida, não?

DANUZA LEÃO
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014 0 comentários

A DOIDA DO PROZAC



Obs.: Que fique claro, eu Jaqueline, não tenho qualquer compromisso com vocês. Se estão sendo feitas de gato e sapado  pelas mão de um idiota é porque estão permitindo serem colocadas nessa situação.


Essa doida expressa bem a agonia de ser a outra. Passou a querer me agredir de qualquer forma por sentir-se traída. LAMENTO POR SUA DOR e não consigo entender o que faz uma mulher se sujeitar a isso.

A louca defende o diabo dizendo:
-Ele é bom. Ele é bom.
Enquanto ele despreocupadamente esquenta a cama de outra.

Dia desses escreveu romanticamente em sua web page, "Sua boca tinha gosto de damasco"
Não contive a gargalhada. Acabei rido como uma pombagira. A tia não devia está bem nesse dia.
Sei que vocês são curiosa e a boca do dito cujo teve gosto de muitas coisas para mim.

Gosto de quem saiu de casa as pressas e não escovou os dentes.

Gosto de misto quente com queijo minas.

Gosto de frango grelhado e feijão preto.

Gosto de refrigerante de laranja e salada

Gosto de chocolate
fi
Gosto de sexo...até de catarro. Sabe como é, o velho vive gripado.

Mas ainda que eu use de toda licença poética não consigo imaginar gosto de damasco na boca do porcalhão que tem por costume coçar a bunda mucha e depois ficar cheirando.

Acho que alguém precisa aumentar a dose do Haldol (haloperidol)  para melhor combinar com a lombriga viciada em cocaína, e enfim fazerem um par perfeito de alucinados.Mas antes por favor, não se esqueça  de chamar a secretária Sarita para uma suruba, pois a secretariazinha dele (outra lanchinho) assim como você, vive enchendo a minha paciência.

Posso entender a carência de vocês. Sei que o tiozinho fala muito, mas decepciona na hora H. Dentro daquelas calças minhas queridas só decepção. Meu All Star não é azul, então meninas  não resolverei o problema de vocês.

Porém me dou a liberdade de sugerir para vocês uma boa suruba, acreditem, será melhor para todo mundo. Talvez entre meninas vocês se entendam melhor e encontrem alguma diversão.

Fico feliz por vocês seguirem todas as minhas publicações, vigiarem constantemente meu Face, blog... por serem tão interativas, mas não sentirei saudade enquanto estiverem ocupadas.Ficarei bem (como sempre estive). Vocês são muito chorosas, recalcadas, pouco interessante -CHATAS!


Do Méier para o Rio Comprido é rapidinho façam uma suruba e deixem-me em paz. 

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CUNHADA


"A minha namorada e eu estávamos juntos há mais de um ano, por isso decidimos casar. Só havia uma coisa que me chateava: Era a irmã mais nova dela. A minha futura cunhada tinha 18 aninhos, usava mini saias com um bumbum durinho e perfeito e grandes decotes com belos e fartos seios…

Tinha a mania de se abaixar bem perto de mim, me olhando com seu olhar de atrevida, e tive muitas vezes visões da sua roupa interior. Um dia convidou-me para ir ver os convites do meu casamento que estavam prontos. Disse-me que em breve eu estaria casado e confessou que ela tinha sentimentos e desejos por mim, que ela não conseguia esquecer e nem queria esquecer! Disse-me que queria fazer amor comigo somente uma vez antes de eu me casar. Eu fiquei em total choque e nem consegui dizer uma palavra! Ela disse: -Vou lá para cima, para o meu quarto, se quiseres…

Fiquei atônito. Estava congelado, enquanto a observava subir as escadas. Quando ela chegou ao topo da escada, puxou a calcinha e atirou-a pela escada para mim. Eu fiquei lá por um momento, então virei-me e fui direto à porta da frente.

Abri a porta e sai da casa, indo correndo para o meu carro. O meu futuro sogro. minha noiva e minha futura sogra estavam lá fora. Com lágrimas nos olhos, meu futuro sogro abraçou-me e disse: - Estamos muito contentes que tenhas conseguido passar no nosso pequeno teste… Não podíamos pedir um melhor homem para nossa filha. Bem-vindo a família!"

 MORAL DA HISTÓRIA: É melhor guardar as camisinhas no carro do que na carteira.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014 3 comentários

SOU MALUCA SIM POR UM BRASIL SEM PRECONCEITO



UM MENINO NEGRO ENTRA EM UM MERCADO.
UM HOMEM BRANCO DIZ: "NÃO PERMITO PESSOAS DE COR AQUI"

O MENINO NEGRO DIZ: "EU NASCI PRETO.
QUANDO EU ESTOU CONGELANDO, EU SOU NEGRO.
QUANDO ESTOU DOENTE, EU SOU NEGRO.
QUANDO EU ESTIVER MORTO, ESTAREI NEGRO.
QUANDO VOCÊ NASCE, VOCÊ É ROSA.
QUANDO VOCÊ ESTÁ CONGELANDO, VOCÊ É AZUL.
QUANDO VOCÊ SE SENTIR ENVERGONHADO, VOCÊ FICA
VERMELHO.
QUANDO VOCÊ ESTÁ MORTO, VOCÊ FICA ROXO...
E VOCÊ ESTÁ ME
CHAMANDO DE PESSOA DE COR?"

"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos ainda haverá Guerra"
(Bob Marley)

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BRASIL DE NEGROS E MESTIÇOS


O Brasil, que jamais respeitou negros e mestiços continua desrespeitando, excluindo e desmerecendo a quem hoje chama afrodescendente.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 1 comentários

A ORIGEM DA CONSCIÊNCIA HUMANA - entrevista

Entrevista com um dos maiores neurologistas da atualidade


No campus da Universidade de Iowa, Estados Unidos, o neurologista português António Damásio gasta boa parte do tempo tentando compreender uma das áreas mais nebulosas do conhecimento: a consciência humana. É difícil encontrar um desafio mais instigante para um cientista, diz Damásio. Afinal, o que poderia ser mais fascinante do que conhecer o modo como conhecemos?
Em seus dois livros, O Erro de Descartes e O Mistério da Consciência (editados no Brasil pela Companhia das Letras), Damásio descreve como a consciência abriu caminho para uma verdadeira revolução na natureza, tornando possível o surgimento da religião, da moral, da organização social e política, das artes, da ciência e da tecnologia. Ele tenta encontrar as respostas para as questões mais antigas da filosofia pesquisando o que há de mais novo no conhecimento do cérebro. Depois da polêmica em torno da clonagem humana, ele prevê que os debates mais fervorosos da ciência estarão ligados à possibilidade de manipularmos nossas emoções por meio de uma melhor compreensão da mente.

Qual a origem da consciência humana?
A consciência é fruto da necessidade básica de nos mantermos vivos. É claro que, na natureza, existe uma série de organismos simples que vivem de uma forma basicamente automática. Desde que mantenham cuidados básicos, como evitar perigos e adquirir a energia por meio dos alimentos, a vida desses organismos pode ser preservada. Os seres humanos são mais complexos: além de precisarem manter a vida de uma forma simples, eles têm que se adaptar a um ambiente cheio de dificuldades para obter energia e se expõem a inúmeros perigos e oportunidades. Nesse ambiente que não é apenas físico, mas também cultural, precisamos de um sistema complexo de imaginação, criatividade e planejamento. A consciência surge dessa necessidade.

Existe uma primeira forma de consciência?
Uma forma de consciência inicial aparece quando o homem sente que ele é um ser em si mesmo. É difícil encontrar uma palavra, em português, para definir o processo. Chamo essa consciência de self. É ela que faz que não sejamos um robô, uma máquina manipulável. Podemos guiar a imaginação e conduzir a criatividade por meio dessa consciência. Para compreendermos o que é a dor, o sofrimento, e também o prazer das outras pessoas, precisamos antes ter uma idéia de quem somos. E a consciência self é fundamental para que possamos respeitar os outros.

Como o estudo da consciência pode melhorar a vida das pessoas?
Grande parte do sofrimento humano é causado por conflitos das pessoas consigo mesmas. Quando conhecemos mais a natureza biológica do homem, encaramos esses problemas com outro olhar. Se conhecemos os mecanismos que acionam a ansiedade, a tristeza e a alegria, podemos entender melhor como cada pessoa é e evitar certos problemas. Pense nos conflitos religiosos, políticos e de grupos sociais. É claro que há bases econômicas para eles mas acredito que a compreensão das emoções pode ajudar a mudar a maneira pela qual as pessoas tentam resolver essas disputas. Entender a tendência para a violência, para a competição ou o funcionamento do medo é fundamental para o autocontrole. Posso soar otimista, mas acredito que, quando admitirmos que nossa razão é influenciada por essas emoções, o mundo poderá tornar-se melhor.

A compreensão detalhada da consciência não pode nos tornar mais céticos ao descobrirmos, por exemplo, que há, no cérebro, uma região responsável pelo amor ou outra pela fé?
Mesmo que venhamos a compreender a mente com mais profundidade, será muito difícil desvendar mistérios como a origem do universo ou o que faz com que nos apaixonemos por outra pessoa. É possível que nunca cheguemos a desvendar essas questões talvez nosso cérebro não tenha capacidade para compreender certos enigmas...

Como a crença em Deus...
Exatamente. Acho improvável que a neurociência consiga, um dia, apresentar razões para que as pessoas tenham ou deixem de ter fé numa inteligência superior. Elas podem até deixar de acreditar em milagres. Mas a ciência não tem como concluir que o Criador existe ou deixa de existir. A fé e a origem do universo não são problemas científicos passageiros. Mesmo assim, o conhecimento da mente pode mudar a forma como nos relacionamos com a vida. As pessoas tendem a aceitar a morte em função da complexidade do universo. Acho que deveria ser o contrário: constatando como a vida é frágil, podemos dar mais importância a ela e trabalhar para que seja a melhor possível enquanto dure.
A cada ano surgem um novo antidepressivo e drogas que provocam emoções artificiais.

Você acredita que, no futuro, teremos uma droga que possa acabar com as emoções ruins?
Acho que sim. É uma questão importante, que precisaremos discutir cada vez mais. Imagine uma superpopulação tomando Prozac diariamente. Esse grupo de pessoas alteraria um sistema natural e poderia causar diversos problemas é claro que alguns problemas seriam resolvidos, mas as conseqüências da proliferação dessa medicação poderiam levar à ruína de uma sociedade. Tem que haver mais investigação sobre como essas drogas serão usadas. É claro que as pessoas deprimidas devem ser tratadas, mas pode ser um erro tomar o medicamento apenas para inibir a timidez e impulsionar a vida social. A ciência precisa trazer mais informações para que esses temas não sejam discutidos pela simples opinião ou intuição de algumas pessoas.

Chegaremos, um dia, a manipular tão bem as áreas do cérebro que poderemos reproduzir com uma pílula a sensação de voar ou de passear numa montanha russa?
É bem provável que isso seja possível. E, sem dúvida, para a sociedade esse será um assunto tão polêmico quanto o da clonagem genética. Vamos ter que decidir o que deve e não deve ser permitido exatamente como na regulamentação da indústria do cinema e da televisão. Há um ponto em que tanto a criação artística quanto a científica precisam ser filtradas pela sociedade. Mas não podemos deixar que um burocrata decida isso. Quanto mais informações forem divulgadas no futuro, inclusive por meio desta revista, mais condições a sociedade terá para tomar suas decisões.

Que outro tipo de realidade virtual poderá ser criada, no futuro, manipulando o cérebro?
Prefiro não especular, tudo ainda não passa de teoria.

O estudo da consciência humana é um campo da ciência à espera de um novo Newton?
O problema da consciência é um tema complexo, que tem sido mal abordado. É evidente que é necessário avançar muito mais. Acho que meu livro O Mistério da Consciência traz alguns avanços importantes sobre o assunto, mas não devemos ter a ingenuidade de acreditar que tudo está resolvido. Há imensos problemas à espera de mais investigação e trabalho. Nos próximos dez ou 20 anos, talvez seja possível resolver boa parte deles.

Como escrever sobre assuntos tão complexos para o público leigo?
Os temas sobre os quais escrevo são importantes demais para ficarem restritos aos cientistas. Escrever sobre o pâncreas ou o fígado pode ser atraente apenas para os médicos, mas o público tem interesse quando falamos da mente, do pensamento, da emoção e do sentimento. É fantástico o retorno que tenho recebido dos leitores dos meus livros em todo o mundo. Interessados em arte, literatura e cinema dizem que essa pesquisa os ajuda a compreender melhor o que fazem nas suas próprias áreas.

ANTÓNIO DAMÁSIO

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10 PAÍSE COM MAIORES E MENOR RETORNO PARA A POPULAÇÃO

Brasil lidera lista dos países com pior retorno à população do dinheiro arrecadado com impostos


São Paulo – Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que, dentre 30 países pesquisados, o Brasil é que oferece o pior retorno em benefícios à população dos valores arrecadados por meio dos impostos.

O levantamento avaliou os países com as maiores cargas tributários do mundo, relacionando estes dados ao Produto Interno Bruto (PIB) e ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada nação. O resultado é expresso no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES).

No Brasil, a carga tributária equivale a 35,13% do PIB. Em 2011, o IRBES do país foi de 135,83 pontos, o pior resultado no grupo de 30 economias pesquisadas. Itália, Bélgica e Hungria vêm em seguida no ranking (veja abaixo as 10 primeiras posições).

Nações como Grécia, Uruguai e Argentina estão bem à frente do Brasil no que se refere ao retorno à população dos impostos arrecadados. O melhor resultado é o da Austrália, que tem uma carga tributária de 25,90% do PIB, com um índice de retorno de 164,18 pontos.

Países como Dinamarca, Noruega e Finlândia, conhecidos por oferecer serviços de alta qualidade a suas populações, entram na lista dos piores retornos por causa da elevada carga tributária. “O que puxa o índice é a carga de impostos. Dinamarca e Suécia arrecadam muito e, mesmo assim, não estão entre os primeiros quando se trata do IDH”, explica João Eloi Olenike, presidente do IBPT.

A Austrália tem uma carga tributária de 25,90% do PIB, quase metade da dinamarquesa (44,06% do PIB). O IDH australiano, entretanto, é de 0,929, enquanto que o da Dinamarca é de 0,895. “Países que oferecem melhores retornos à população, como no caso da Austrália, conseguem manter um IDH elevado com menos recursos do que, por exemplo, a Dinamarca e a Noruega”, diz Olenike.

País Carga Tributária (% PIB) IDH IRBES
Brasil 35,13% 0,718 135,83
Itália 43,00% 0,874 139,84
Bélgica 43,80% 0,886 139,94
Hungria 38,25% 0,816 140,37
França 43,15% 0,884 140,52
Dinamarca 44,06% 0,895 140,41
Suécia 44,08% 0,904 141,15
Finlândia 42,10% 0,882 141,56
Áustria 42,00% 0,885 141,93
Noruega 42,80% 0,943 145,94


Por : Eduardo Tavares
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QUEM MORRE?



Quem Morre?
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de 
marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os pontos sobre os "is" em detrimento de um 
redemoinho de emoções justamente os que resgatam os brilhos dos olhos, sorrisos dos bocejos, orações aos tropeços e 
sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir 
atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde 
quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de 
respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda
domingo, 26 de janeiro de 2014 0 comentários

AUTORAL E DIREITO


Quando criei o Sou Maluca Sim a intenção primária era de transforma-lo em um diário a moda Jaqueline Ramiro, mas acabei descobrindo que não é fácil falar sobre mim. 

Estou muito feliz pela projeção que o blog vem tomando diariamente e agradeço o carinho e atenção dedicada a minha pessoa. Porém toda essa badalação me trouxe um certo bloquei para compartilhar a minha existência com vocês. Não por conta dos amigos, mas em razão dos NÃO AMIGOS, pois esses são realmente os frequentadores mais assíduos das minhas postagens. 


De qualquer forma minha promessa de começo de ano é em 2014 deixar o Sou Maluca Sim mais autoral. 

Obs.: DOA A QUEM DOER!
sábado, 25 de janeiro de 2014 0 comentários

CURINGA


Normalmente, o curinga é uma carta de conteúdo especial, com o desenho de um palhaço estilizado, às vezes com o escrito em inglês joker. Porém, em muitos jogos, outras cartas podem assumir o valor de curinga, como o dois no buraco. No jogo do poker, por exemplo, a carta muda de valor segundo a combinação de cartas que o parceiro tem na mão.

Por extensão, em muitas atividades são denominados "curingas" uma peça ou pessoa que possa assumir o valor de outras. Por exemplo, no futebol, um curinga é aquele jogador que atua em várias posições. Na informática, o "curinga" é aquilo que pode significar quaisquer caracteres numa palavra.


É dessa forma que tenho prosseguido no jogo da vida. 


E você qual carta é no jogo da vida?

 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 0 comentários

A CULPA É SUA


Esse vídeo indiano é uma forma inteligente de passar a mensagem de não violência as mulheres. Ironizando a questão dos estupros  coletivos que infelizmente estão ocorrendo com frequência absurda na Índia.

Nele são apresentados alguns argumentos de conservadores e logo depois vem a abordagem irônica do porque não dá  certo. Afinal, como sita o nome do filme "A culpa é sua!", ou seja, da vítima.

É impossível para mim imaginar o que as mulheres indianas estão passando. O medo, a vergonha, a violência, a culpa.

Espero que logo se encontre uma solução que leva a alguma proteção a essas mulheres que eu conhecia apenas pela beleza e ar de mistério tão peculiarmente femininos e agora por essa violência sem propósitos a qual elas tem sido infligidas sem ter quem as socorra.

OBS: A palavra Bhaya tem por significado "irmão"

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014 0 comentários

DEGRADAÇÃO DOS DIREITOS DAS MULHERES NO PCdoB


Os problemas das mulheres no PCdoB carioca começam nas mãos de dirigentes que descem o cacete nas esposas e depois posam como defensores do feminismo. Tem gente batendo (batendo mesmo) o maior bolão, mesmo não sendo jogador de futebol.  

Depois a  prostituição de luxo no PCdoB é algo rotineiro. A pesar do partido hoje comandar a secretária de mulheres no Rio de Janeiro.


 As mulheres que  não se submetem as regras dessa barbárie estão condenadas a anulação politica e marginalização por conta dos próprios companheiros e companheiras de partido. 


 ISSO SEM FALAR NA DISCRIMINAÇÃO RACIAL E DE CLASSE. 


Quem trabalha no CEPERJ e tem um pouquinho de consciência politica que vá além do clientelismo, sabe que essa instituição tem um pouquinho de navio negreiro na visão dos nossos queridos dirigentes sacanas. 

Mulher negra e de comunidade tem que rebolar se quiser entrar na cota.


VIVA A ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL PARTIDÁRIA!


Mulher no PCdoB  tem que ter pistolão ou sentar no sofá daqueles que ocupam cargos mais elevados. Tente denunciar qualquer coisa no PCdoB e rapidamente você deixará de ser militante e sofrerá as piores degradações morais entre eles, pois e´o que acontece quando se está entre pessoas as quais   não respeitam a nada e nem a ninguém, além de dinheiro e possibilidade de poder. 


Esse ano é de COPA do mundo, de eleições e muita secagem com gente pobre. Vai ter muito dirigente do PCdoB subindo o morro e se fazendo de bom moço. Capitando gente de comunidade, principalmente as negrinhas bonitas. 


E se a negrinha não gostar a farão calar através da humilhação publica ou da força, pois negro do PCdoB só tem vez se tiver pistolão ou sentar no sofá. Negrinha lá somente na base do clientelismo para cumprir cota. 


Vida de militante negra no PCdoB é VIDA DE MUCAMA. Mas os dirigentes vão dizer que SER MUCAMA é algo bonito. Romantizarão a tudo dizendo que essas mulheres contribuiriam para a cultura do Brasil e se calarão a respeito da omissão e violência que essas mulheres sofreram continuamente por longos anos de nossa história. 


E sabe porque? Porque para a elite, os burocratas de merda  do PCdoB tudo é bonito. 


Tenho por certo que depois da leitura desse meu texto tem dirigente do tipo lobo velho que perdeu os dentes dizendo que o meu problema é homem. E afirmo que é, pois no PCdoB só encontrei covardes que agem pelas costas, que vão para  reuniões e TV dizendo-se apoiadores do feminismo, MAS AINDA ACHAM QUE TODO PROBLEMA DE MULHER É HOMEM. 



SEM MAIS. 



http://globotv.globo.com/rede-globo/video-show/v/revirando-o-bau-ilka-tibirica-de-fera-ferida-adorava-usar-receitas-caseiras-afrodisiaca/2057928/


OBS: O vídeo abaixo é só para descontrair um pouco enquanto outros tentam levantar a moral caida do coleguinha de corrupção, desvios na CREMERJ e etc. Seria por amor? Seria apenas porque Ilka bedelhuda e louquinha  se mete onde não é chamada/ 









terça-feira, 21 de janeiro de 2014 1 comentários

À BUNDA



Olha, dessa vez você passou das medidas. Só não boto você para fora, agora, porque é a sua cara dar escândalo.

Estou cheia de você atrás de mim o tempo todo. Fica se fazendo de fofa, enquanto, pelas minhas costas, chama a atenção de todo mundo para meus defeitos. Você está redondamente enganada se pensa que eu vou me rebaixar ao seu nível – o que vem de baixo não me atinge. Mas faço questão de desancar essa sua pose empinada.

Você é, e sempre foi, um peso na minha existência – cada papel que me fez passar...Diz-se sensível e profunda, mas está sempre voltada para aquilo que já aconteceu. Tenho vergonha de apresentar você às pessoas, sabia?

Por que você nunca encara as coisas de frente, bunda? Fica parecendo que, no fundo, tem algo a esconder. Por acaso, faz alguma coisa que ninguém pode saber? O que há por trás de todo esse silêncio?

Você diz que está dividida e que eu preciso ver os dois lados da questão. Ora, seja mais firme, deixe de balançar nas suas posições.
Longe de mim querem me meter na sua vida privada, mas a impressão que dá é que você não se enxerga. Porque está longe de ter nascido virada para a lua e costuma se comportar como se fosse o centro das atenções.

Bunda, você mora de fundos, num lugar abafado. Nunca sai para dar uma volta, nunca toma um sol, nunca respira um ar puro. Vive enfurnada, sem o mínimo contato com a natureza. O máximo que se permite é aparecer numa praia de vez em quando, toda branquela.

Não é de admirar que esteja sempre por baixo. Tentei levar você para fazer ginástica, querendo deixar você mais para cima, mas fingiu que não escutou.
Saiba que você não é mais aquela, diria até que anda meio caída. E vai ter que rebolar para mexer comigo, de novo, da maneira que mexia.

Lembro do tempo em que eu, desbundada, sonhava em ter um pouquinho mais de você. Agora, acho que o que temos já está de bom tamanho. E, pensando bem, é melhor pararmos por aqui antes que uma de nós acabe machucada.

Sei que qualquer coisinha deixa você balançada, então não vou expor suas duas faces em público. Mas fique sabendo que, se você aparecer, constrangendo-me diante de outras pessoas, levarei seu caso ao doutor Albuquerque.

Lamento, isso dói mais em mim do que em você, mas você merece o chute que estou lhe dando. Duplamente decepcionada.

FERNANDA YOUNG
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NALGUM LUGAR EM QUE EU NUNCA ESTIVE



Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas

(tradução: Augusto de Campos)

Original


Somewhere I have never travelled, gladly beyond

somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look easily will unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose

or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully, suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;

nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands

E. E. CUMMINGS
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UM DIA PERFEITO


Hoje queria um dia
feito de horas de oferecer.
Porque há dias diferentes.
Dias especiais
em que queremos encomendar o sol,
a luz do horizonte, a doçura do ar.

Queria oferecer um dia hoje.
Um dia perfeito.
Embrulhado em momentos guardados.
Talvez com uma fita cor de certeza
calma,
e um laço pleno de voltas cúmplices.
Só um dia.
Dado assim ...

MÁRIO QUINTANA
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PENSO, LOGO EXISTO



De há muito tinha notado que, pelo que respeita à conduta, é necessário algumas vezes seguir como indubitáveis opiniões que sabemos serem muito incertas, (...).

Mas, agora que resolvera dedicar-me apenas à descoberta da verdade, pensei que era necessário proceder exatamente ao contrário, e rejeitar, como absolutamente falso, tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida, a fim de ver se, após isso, não ficaria qualquer coisa nas minhas opiniões que fosse inteiramente indubitável.

Assim, porque os nossos sentidos nos enganam algumas vezes, eu quis supor que nada há que seja tal como eles o fazem imaginar. E porque há homens que se enganam ao raciocinar, até nos mais simples temas de geometria, e neles cometem paralogismos, rejeitei como falsas, visto estar sujeito a enganar-me como qualquer outro, todas as razões de que até então me servira nas demonstrações.

Finalmente, considerando que os pensamentos que temos quando acordados nos podem ocorrer também quando dormimos, sem que neste caso nenhum seja verdadeiro, resolvi supor que tudo o que até então encontrara acolhimento no meu espírito não era mais verdadeiro que as ilusões dos meus sonhos.

Mas, logo em seguida, notei que, enquanto assim queria pensar que tudo era falso, eu, que assim o pensava, necessariamente era alguma coisa.

E notando esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as extravagantes suposições dos cépticos seriam impotentes para a abalar, julguei que a podia aceitar, sem escrúpulo, para primeiro princípio da filosofia que procurava.

RENÉ DESCARTES
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014 2 comentários

REVERÊNCIA AO DESTINO


Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.

Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.

Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
domingo, 19 de janeiro de 2014 0 comentários

PROSTITUIÇÃO NO PCdoB parte2


Obviamente que não sou a 1° mulher a ser assedia para prostituição dentro do PCdoB e também não sou a 1° a denunciar. Mas infelizmente o partido tem assumido uma posição de apoio a essa inaceitável situação.
Tenho recorrido, pedido ajuda a todas as instâncias do partido e mesmo nomes que se destacaram por dizerem defender o direitos da mulheres, como a senhora Jandira Feghali fazem vista grossa sobre o assunto.
Hoje, depois de 12 anos de partido, sei na pele que para está no PCdoB antes de mais nada é preciso se prostituir e não denunciar.

sei que quem ousa denunciar essas histórias termina sempre muito mal. Mais a minha moral não me permite calar diante do absurdo da prostituição, ainda que para os membros do partido a prostituição de luxo não seja considerada prostituição.

Prostituição por cargo, dinheiro ou ordem de algum dirigente pode!

Um amigo ex militante do PCdoB, preocupado com a minha situação e me dando o seu apoio, disse-me que em seus longos anos de partido infelizmente conheceu muitas histórias como a minha. E o que essas mulheres passaram era tão absurdo que contando parece surreal.Ressaltou que eu tivesse muito cuidado, pois lhe dá com o PCdoB é muito perigoso.
Bem, mas enquanto isso a prostituição impera no partido que diz querer mudar o Brasil? Agora eu pergunto: em que o PCdoB quer transformar o nosso país?
Para o PCdoB é realmente uma pena que esse personagem dos clipes, o Snoop Dogg, não seja brasileiro.
Com toda essa popularidade, sexo, drogas e bebidas; Seria uma excelente representação política para o PCdoB. Seria o mais verdadeiro diante da população. Simplesmente perfeito.

Bastava colocar-lhe um terno e o deixar fazer um eloquente discurso dizendo o quanto admira e respeita as mulheres.
É com esse desrespeito e desprezo pela condição feminina que o PCdoB tem lutado para conquistar o lugar no poder que tanto almeja.
Em resumo:
Snoop Dogg para presidente do Brasil e pelo PCdoB!



Links indicados PROSTITUIÇÃO NO PCdoB: http://jeckmaluca.blogspot.com.br/2012/05/prostituicao.html
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PROSTITUIÇÃO NO PCdoB


Publicado em 31 de maio de 2012.

Se fosse brasileiro Snoop Dogg poderia filiar-se ao PCdoB e assumir alguma secretária de defesa dos direitos das mulheres, pois seu polêmico clipe "Sitting By The Water"seria facilmente usado como expressão da mentalidade dos dirigentes estaduais do PCdoB, principalmente os do Rio de Janeiro, a respeito do lugar que as mulheres devam ocupar na sociedade e na política.


Mulher no PCdoB tem apenas duas opções ou é bem apadrinhada e se entrega ao jogo sujo. Em outras palavras:  tem de ter por trás algum dirigente cafetão,
ou é muito macho (ou bancar o macho) e matar um leão por dia na tentativa de ser respeitada.

As mulheres do PCdoB têm sido vistas como prostitutas de luxo dentro do próprio partido. Brinquedinhos humanos dos dirigentes e liderança partidárias, entre outros. O pior e que me deixa ainda mais desapontada é constatar que muitas das mulheres do PCdoB, até mesmo de forma descarada apoiam esse tipo de ocorrência.

Aguem está vendo Jndira Feghalli reclamar de alguma coisa? Não!

Como pode uma mulher não só se sujeitar, mas apoiar essa escabrosa situação?

A exemplo: vocês puderam acompanhar na minha página do Facebook as declarações da Srª. Bethe Rezende. Uma senhora que possui fotos até com a presidente Dilma se prestando a tamanho absurdo e achando tudo muito natural. Infelizmente a pedido dos advogados do partido ela retirou suas absurdas declarações, pois a prostituição velada dentro do PCdoB deve ser camuflada, principalmente da população.

Eles ainda precisam dos seus votos nas épocas de eleição.

Outra mulher que parece está muito confortável com a prostituição dentro do partido e mesmo colaborado com ela, é a Senhora Helena Piragibe (dirigente estadual do PCdoB). A pesar de estranhamente liderar o movimento feminista (UBM),  ao que parece quando a prostituição é dentro de casa ela simplesmente fingi não vê. Não emite uma única nota sobre o assunto. Mete dinheiro dos seus padrinhos políticos no bolso, sorri e se cala.

Helena Piragibe restringe sua defesa as mulheres a opiniões sobre supostos estupros em reality Show, convenções sociais de exacerbação do próprio ego e ao uso de saltos altos.

Enquanto isso as mulheres que realmente lutam e preferem manter a sua dignidade se vêm obrigadas muitas vezes a se masculinizarem para evitar os inconvenientes e muitas vezes agressivos assédios.
Do contrário não encontrarão qualquer ajuda dentro do PCdoB.
E assim como eu sofrerão até mesmo, algum tipo de marginalização por não se darem por prostitutas de luxo.

Então, na falta de alternativa se calam com medo da anulação política, por medo de REPRESARIAS, de perderem o emprego de onde tiram o sustento de suas famílias, etc.
Essas mulheres não as culpo por calarem. Principalmente quando aquelas as quais detém o poder nas mãos para modificarem esse meio tão predominantemente masculino que é a política,
dão-se ao estupro e entregam as companheiras em bandeja  de prata.

QUEM NÃO SE SUJEITA CORRE PERIGO.
Prova disso é que passei a ser ameaçada de morte por denunciar a realidade vivenciada por mim e muitas outras mulheres no PCdoB.

Continua...
Links indicados, Segunda Parte: http://jeckmaluca.blogspot.com.br/2012/06/prostituicao-no-pcdob-parte2.html
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FILME - SOMOS TÃO JOVENS

Bom dia minha gente. Acabei de assistir esse filme com meu Maridão e o filhote mais velho que adora Legião Urbana mesmo não sendo música da época dele. 

Eu falei para vocês que meus filhos ouviriam Legião, Guns, Nirvana...


SOMOS TÃO JOVENS

Elenco: Thiago Mendonça, Sandra Corveloni, Marcos Breda, Laila Zaid, Bianca Comparato, Olívia Torres.

Direção: Marcos Bernstein
Gênero: Drama
Duração: 104 min.
Distribuidora: Imagem Filmes

Sinopse: 'Somos tão Jovens' conta a emocionante e desafiadora história da transformação de Renato Manfredini Jr. no mito Renato Russo, revelando como um rapaz de Brasília, no final da ditadura, criou canções como ‘Que País é Este’, ‘Música Urbana’, ‘Geração Coca-Cola’, ‘Eduardo e Mônica’ e ‘Faroeste Caboclo’, verdadeiros hinos da juventude urbana dos anos 80 que continuam a ser cultuadas geração após geração por uma crescente legião de jovens fãs.

Curiosidades: 
» Somos tão Jovens é dirigido e produzido por Antonio Carlos da Fontoura (Gatão de Meia Idade) e o roteiro é assinado por Marcos Bernstein (Chico Xavier, Central do Brasil e Zuzu Angel).

» Como em todas as cenas musicais do filme, a captação de som do show é original. O público poderá ver Thiago e os atores cantando e tocando no palco num registro ao vivo, que reproduz o clima dos shows da época.

» A direção musical é de Carlos Trilha, que participou da banda de apoio da Legião e arranjou e produziu dois CDs solo de Renato Russo, “The Stonewall Celebration Concert” e “Equilíbrio Distante”. Foram muitos meses de preparação para que Thiago cantasse e tocasse as músicas do longa em performances ao vivo.

» Além de aulas de canto e violão, o ator teve a oportunidade de conhecer o cantor através dos olhos de pessoas muito próximas a ele, como o próprio Trilha. Dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, Thiago Mendonça encarna o líder dos legionários em desempenho que impressiona pela semelhança.

sábado, 18 de janeiro de 2014 0 comentários

GRÁVIDAS AGUARDAM HORA DO PARTO NO CHÃO

GRÁVIDAS AGUARDAM HORA DO PARTO NO CHÃO DO HOSPITAL DE BASEEM BRASÍLIA!!!



PÁTRIA QUE PARIU

Pais perfeito, Copa , mídia em festa.

A corrupção não sente piedade de tanto sofrimento. 

O bem estar do estrangeiro é priorizado,

enquanto o povo está condenado e renegado. 

Milhões são gastos na construção de estádios,

Porém é no chão que o Brasil é parido. 



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014 4 comentários

GOLPE EM PEDESTRES NO CENTRO DO RIO

Atenção: agentes da COMLURB junto a um GUARDA MUNICIPAL estão aproveitando-se da lei que proíbe jogar lixo no chão das ruas para fazerem falsos flagrantes e depois pedirem propina para não aplicarem a suposta multa de R$157.00. 


No dia 14/01/14, por volta das 11:20 a.m eu e meu esposo enquanto víamos uma capa de revista na banca que fica na AV.PRESIDENTE VARGAS , entre o banco Itaú e o hotel Windsor Guanabara fomos abordados por um agente da COMLURB de estatura média, branco, cabeça raspada, malhado(bombado) e tatuagens nos braços que nos acusou de jogar lixo no chão exigindo nossos documentos.

Recusei a entrega-los e quis explicações sobre o que estava acontecendo , pois nem eu, nem meu esposo jogamos lixo algum, estávamos apenas olhando a revista.

Foi quando o rapaz branco de tatuagem nos braços disse que seriamos presos e chamou um guarda municipal que disse:

- Senhora nós estamos tentando fazer do jeito mais fácil e deixar essa multa mais barata, mas a senhora está dificultando as coisas.

-Deixar a multa mais barata como?
-A senhora não tem ai uns 50,00 Reais pra gente liberar vocês. Se não tiver pode ser menos.

- Não, não tenho e mesmo que tivesse não estou aqui para dar dinheiro para malandro.

Então a senhora e seu marido vão ser presos.

O guarda municipal pegou o telefone como quem vai chamar o auxilio policial. Algumas pessoas que já se acumulavam a nossa volta e outras que acompanharam a conversinha torta ficaram indignadas (já conhecem o golpe) com a situação e manifestaram apoio a mim e meu esposo.

Pedi a identificação deles. O rapaz da COMLURB, antes cheio de autoridade escondeu o crachá com a alça da bolsa e depois o retirou. O guarda municipal se fingiu de surdo enquanto as pessoas envolta gravavam com celular o que estava acontecendo.

Fiz um escândalo.

Gritei para todo mundo ouvir o absurdo pelo qual estava passando.Pois agora temos que pagar suborno até para a COMLURB. E choveu voz de protesto e mais denuncias contra os mesmos.

FIQUEM ATENTOS AO CAMINHAREM PELO CENTRO DO RIO. ESTAMOS REFÉM DE MARGINAS DISFARÇADOS DE SERVIDORES PÚBLICOS CUMPRINDO SEUS SERVIÇOS.

Quem me conhece sabe que a chata aqui não jogo lixo no chão e minha bolsa muitas vezes parece uma lixeira por causa disso. Diante do apoio de todos, inclusive de quem já passou por essa situação escabrosa os agentes corruptos se virão obrigados a nos liberar do falso flagrante.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014 2 comentários

BISCOITO GLOBO: a história de um ícone carioca


A história teve início no ano de 1953 quando os irmãos Milton, Jaime e João Ponce, em razão da separação dos pais, foram morar com um primo que possuía uma padaria no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Os irmãos aprenderam a fazer biscoitos de polvilho com o primo, os quais eram vendidos nas ruas da capital paulista.

Em 1954, aproveitando o grande contingente de um congresso eucarístico no Rio de Janeiro, os irmãos Ponce resolveram vender seus biscoitos na capital carioca. Com base no sucesso das vendas os irmãos Ponce anteviram que, dadas as características do biscoito, o Rio de Janeiro seria o mercado ideal para seu produto.

O biscoito de polvilho foi batizado com o nome Globo, homônimo à padaria para a qual foram contratados, localizada em Botafogo. Iniciava-se então a história dos famosos biscoitos de polvilho. O ano era 1955 e os biscoitos eram vendidos nesta padaria e em mais sete outras, dos mesmos proprietários.
Notando a grande demanda pelo biscoitos, os irmãos Ponce passaram a vender o produto para outras redes de padarias

Mas, foram os vendedores a pé, com o grande saco de plástico transparente nas costas, caminhando pelas praias do Rio sob o sol escaldante de verão , gritando,cada um com sua criativa marca pessoal, que transformaram o Biscoito GLOBO no ícone que é hoje.

O vídeo mostra bem o que representa para o carioca o grito:
 "- Biscoito Grobo, salgado e doce, olha o biscoito!".

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VÍDEO: 1946 - PASSEIO PELO RIO DE JANEIRO - PRAIAS , CENTRO, JARDIM BOTÂNICO...


O Rio de Janeiro de 1946, numa filmagem norte-americana hoje preservada no Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pennsylvania.

Nome: 1946 Rio (1946)
Produtor: Arthur and Kate Tode (Kahop)
Audio/Visual: Filme mudo, em cores (Som adicionado posteriormente)
University of Pennsylvania Museum of Archaeology and Anthropology, Philadelphia

terça-feira, 14 de janeiro de 2014 0 comentários

EU SEI QUE VOU TE AMAR


Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

Tom Jobim
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Heberson, eu sinto muito:Jornalista escreve ao inocente preso, violentado na cadeia e contaminado pela Aids



Heberson,

Nem sei como te dizer isso. Tateio pelas palavras certas há horas – elas me escapam. Claro que você já foi avisado e até leu no noticiário local, mas eu queria pedir desculpas. O governo do Estado do Amazonas questionou o valor da sua indenização. É, eles acham R$ 170 mil um valor muito alto pelos quase três anos em que você passou na cadeia, acusado de um estupro que não cometeu. Querem pechinchar pelo vírus HIV que infectou o seu corpo após os abusos sofridos atrás das grades. Seu sofrimento está “caro demais” para os cofres públicos. Como se algum dinheiro no mundo pudesse apagar o que você viveu.

Até hoje, como naquele dia em que te entrevistei, sinto minhas tripas se revirarem. Lembro de você contando que tinha 23 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro na periferia de Manaus quando o crime aconteceu. Uma menina de nove anos, filha de vizinhos, havia sido arrastada para o quintal durante a noite e violentada. A família o acusou de tamanha brutalidade e a delegada expediu um mandado de prisão provisória para investigar o caso. Você, que não tinha antecedentes criminais. Você, que divergia completamente do retrato-falado. Você, que estava em outro lado da cidade naquele horário. Mas você é pobre, Heberson. Pobres são presas fáceis para “solucionar o caso” e atender o clamor popular. As vozes que te xingaram ainda ecoam?

“Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, você disse, me matando um pouco também sem saber. Em tese, por lei, você não poderia ficar mais de quatro meses aguardando julgamento na cadeia. Sua mãe, desesperada, pegou empréstimos para bancar advogados particulares. Mesmo sem comida em casa, a dor no estômago era por justiça. Não dava para contar com a escassa quantidade de defensores públicos no país (embora, depois, a doutora Ilmair Faria tenha salvo o seu destino). Enquanto ela se rebelava aqui fora, você se resignava com os constantes abusos sexuais de que era vítima. Alegar inocência sempre foi a sua única arma. De que forma lhe deram o diagnóstico de Aids?

Sabe, querido, eu gostaria de ter presenciado o parecer do juiz na audiência que demorou dois anos e sete meses para acontecer. Deve ter sido um discurso bonito. Juízes usam frases empoladas, especialmente para se desculpar em nome do Estado por um erro irreparável. Onde estava a sua cabeça no momento em que ele declarou que você estava “livre”? Porque eu me pergunto como alguém pode supor que liberta o outro de suas memórias, de suas dores, de sua desesperança, de uma doença incurável. Você continua preso. Tanto que passou anos sem conseguir emprego por causa do preconceito e perambulou pelas ruas sob o efeito de qualquer droga que anestesiasse a realidade. Livre para ser um morto-vivo.

Na sala do meu apartamento, há um troféu de direitos humanos que ganhei por trazer à tona sua história. Olho para ele e enxergo a minha impotência. E os ossos saltados da sua pele. Com vinte quilos a menos, as suas roupas parecem frouxas demais – quanto você perdeu além do peso corpóreo? Imagino se a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que negou o pedido da sua indenização, sabe das suas constantes internações decorrentes da baixa imunidade. Será que alguém abriu a porta da sua geladeira e descobriu que, muitas vezes, você passa um dia inteiro tendo se alimentado de um único ovo? Ou será que eles se restringem a documentos e números?

Não consigo deixar de pensar que você foi estuprado de novo. Pelas canetas reluzentes de quem toma essas decisões descabidas. Você levou sete anos para ressuscitar a sua determinação e cobrar os seus direitos. Em parte, motivado pelo apoio das 23 mil pessoas que aderiram a uma campanha virtual pela sua história. Toda semana recebo mensagens de gente querendo saber sua situação, se oferecendo para pagar uma cesta básica ou dar assistência jurídica. Recentemente, um professor criou um grupo que mobilizou mais de mil cidadãos para ajudá-lo até com despesas de medicamentos. Minha última pergunta (eu, que não tenho respostas) é: O que mais nós podemos fazer por você, já que o Estado não faz?

Que o meu abraço atravesse a geografia até Manaus.

Sinto muito, querido.

Nathalia Ziemkiewicz
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014 0 comentários

COINCIDÊNCIA?


Ver um gato preto desperta uma sensação desagradável em muita gente;
estudos mostram por que a crença no sobrenatural é tão enraizada: supor
associações, inclusive onde elas não existem, pode ter suas vantagens


Nós vivemos em tempos de busca de comprovações. No entanto, a astrologia, a vidência e a magia não perderam sua atratividade. Pelo contrário: no Brasil não há levantamentosespecíficos sobre o tema, mas muita gente ainda bate três vezes na madeira para espantar o azar e certamente vai repetir a roupa que acredita lhe trazer sorte. Que o digam os jogadores da Seleção Brasileira. Entre os alemães, por exemplo, a crença em bons ou maus augúrios está hoje mais disseminada do que há um quarto de século, relatou o Instituto de Opinião Pública de Allensbach após uma enquete em 2005. 42% dos entrevistados consideravam, por exemplo, o trevo de quatro folhas um bom sinal. Segundo dados da National Science Foundation de 2002, mais de 40% dos americanos estão convencidos: o diabo, espíritos ou fenômenos sobrenaturais, como curas milagrosas, realmente existem.

Nem mesmo cientistas estão livres de superstições: em 2008, Richard Coll e seus colegas da Universidade de Waikato, em Hamilton, Nova Zelândia, entrevistaram 40 representantes de diversas disciplinas – entre eles, físicos, químicos e biólogos – sobre sua opinião a respeito de fenômenos sobrenaturais. Vários acreditavam no efeito curativo de pedras preciosas, outros, na existência de espíritos ou extraterrestres, e quase sempre com base em experiências pessoais ou em relatos convincentes. Alguns disseram que amigos e parentes teriam sido curados de graves doenças por meio de um apelo a um poder maior. Os céticos, por sua vez, justificavam quase sempre sua postura de rejeição com considerações teóricas.

Conclusão: a crença no sobrenatural não deixou de existir de forma alguma em tempos de ciência moderna. As pessoas tendem a imaginar que eventos concomitantes têm uma relação causal entre si, apesar de, na verdade, serem independentes. Quem experimenta o sucesso em diferentes situações e por fim percebe que esteve sempre usando a mesma jaqueta nesses momentos, provavelmente logo vai considerá-la o seu talismã pessoal – sem procurar as causas reais para o sucesso.

Animais apresentam um comportamento semelhante – isso foi demonstrado pelo psicólogo americano Burrhus Skinner em 1948, em seus experimentos sobre o condicionamento operante, nos quais um comportamento que surge espontaneamente é reforçado pela recompensa. Em seu experimento que se tornou famoso como a “superstição entre as pombas”, os pássaros em uma gaiola tinham acesso à comida regularmente por um curto período de tempo.

Paulatinamente, eles começaram a repetir suas ações ocasionais imediatamente antes da liberação do alimento: saltitavam, bicavam ou se viravam. As pombas reforçaram o comportamento que haviam associado ao recebimento da ração – o que para Skinner era uma consequência inevitável do aprendizado pela recompensa.
Divulgação

Entre a realidade e a ficção: estudo feito na Nova Zelândia mostrou que mesmo sem provas cientistas acreditavam na existência de vida extraterrena SAPATO NA MÃO
Vários psicólogos tentaram transferir o experimento de Skinner com as pombas para os seres humanos. Em 1987, o pesquisador Koichi Ono, da Universidade de Komazawa em Tóquio, espalhou sobre uma mesa três caixas, cada uma com uma alavanca na parte superior. Um contador em uma lateral móvel saltava em intervalos aleatórios para o próximo número mais alto acompanhado de um zumbido e uma luz vermelha. Além disso, três lâmpadas sempre voltavam a se acender ao acaso. Os 20 voluntários que participaram do estudo deviam obter o
valor mais alto possível no contador por meio de qualquer comportamento, de preferência criativo.

Dois deles desenvolveram, no decorrer do experimento, algo semelhante a um comportamento supersticioso, um deles especialmente marcante: certa vez, o contador se moveu justamente quando a mulher estava pulando da mesa – em seguida, ela passou a saltitar incansavelmente para elevar de novo o resultado. Quando ela tocou o teto com o sapato na mão, a lâmpada também se acendeu, o zumbido soou e um ponto adicional surgiu no contador. Então a voluntária passou a se esticar, apontando o sapato para o teto ao pular até desistir antes do término do experimento – provavelmente por exaustão, como escreveu o coordenador do estudo.

Koichi Ono concluiu que um ritual pode reforçar a si mesmo quando a pessoa sempre volta a repeti-lo seguidamente, sem intervalo, já que nesses casos a probabilidade é maior de que ele ocorra, por coincidência, simultaneamente ao efeito desejado. Como em seu experimento apenas dois sujeitos desenvolveram rituais constantes, ao que tudo indica a “superstição pela recompensa” de Skinner não pode ser tão facilmente transferida de aves para pessoas. Diferentemente dos animais, o homem tem uma ideia bastante clara de como o mundo funciona, de forma que algumas associações lhe parecem plausíveis; outras, por sua vez, absurdas. Mas então, de onde vem nossa tendência a atribuir causas injustificadas a determinados acontecimentos?

Os biólogos Jan Beck e Wolfgang Forstmeier sugeriram em 2007 uma estratégia de aprendizagem simples na qual a superstição surge como produto secundário inevitável. Fundamentalmente, as pessoas supõem uma relação causal quando observam a realização simultânea (uma coincidência) de dois acontecimentos ou ações. Uma ou duas coincidências já bastam para uma suposição como essa. O comportamento supersticioso, portanto, surge de forma relativamente rápida. Inversamente, são necessárias várias repetições da não simultaneidade para destruir uma suspeita.

Na avaliação de coincidências surgem dois tipos de erros:1) Não existe nenhuma relação entre os fenômenos, mas a pessoa a presume mesmo assim. Os estatísticos designam este como
erro do primeiro tipo. 2) Existe realmente uma relação, mas a pessoa a descarta: um erro do segundo tipo. Decisivo para o balanço são os “custos” de cada erro. Por exemplo, um movimento em um capim alto poderia indicar a aproximação de um tigre. Então seria um erro do segundo tipo (ou seja, a ignorância) que traria consequências fatais. Um erro do primeiro tipo seria a fuga rápida, sem pensar muito na questão sobre o que realmente significam as folhas de grama balançando.
MELHOR NÃO CORRER RISCO
Beck e Forstmeier supõem que para seres humanos a visão de mundo e o conhecimento sobre relações causais também influenciam a forma como as coincidências são avaliadas. Quem, portanto, sabe que na região não há tigres naturalmente também não precisa fugir. Essa avaliação, por sua vez, exerce influência sobre o conhecimento de mundo e melhora os fundamentos para todos os julgamentos seguintes. Tais considerações ocorrem extensamente de forma inconsciente e são constantemente reajustadas.

Se a tendência à superstição é uma vantagem para a sobrevivência, ela naturalmente também poderia ser hereditária. No início de 2009, os biólogos Kevin Foster e Hanna Kokko, da Universidade Harvard e da Universidade de Helsinque, respectivamente, publicaram um modelo matemático com o qual calcularam se a herança de comportamentos supersticiosos oferecia vantagens evolucionárias. “Supersticioso” significa aqui que os animais reagem a um estímulo ambíguo preferencialmente como se estivessem diante de um perigo real.

Os pesquisadores partiram do pressuposto de que indícios reais de uma ameaça nem sempre podem ser diferenciadosdos falsos. Um predador que se aproxima sorrateiro pela mata pode ser percebido pelo farfalhar dos ramos, então existe um grande perigo. Mas o vento também provoca o movimento das árvores – uma situação totalmente inofensiva. Se ambos os sons não podem ser diferenciados com certeza, a reação supersticiosa a qualquer farfalhar é a variante mais segura.Com isso, um comportamento aparentemente supersticioso, segundo os pesquisadores, seria uma parte inevitável da capacidade de adaptação de toda espécie animal, inclusive dos humanos.

Caso isso esteja correto, todos os homens deveriam ser supersticiosos na mesma medida, mas a maioria das pesquisas mostra o oposto: a tendência à superstição está distribuída de forma muito desigual e depende também da psique de cada um. Os psicólogos Marjaana Lindeman e Kia Aarnio, da Universidade de Helsinque, perguntaram em 2006 a mais de 200 pessoas se compreendiam afirmações como “móveis antigos conhecem o passado” ou “um pensamento malvado está contaminado” literal ou metaforicamente. Eles queriam, com isso, descobrir se os sujeitos misturavam categorias como “vivo”, “espiritual” ou “inanimado”, ou seja, se atribuíam características imateriais a objetos. Além disso, as pessoas testadas tinham de decidir se, em sua opinião, haveria um sentido por trás de acontecimentos casuais – como por exemplo “os freios do seu carro não funcionam e você bate no carro de um desconhecido, com quem você mais tarde se casa”.
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Para muitas crianças costuma parecer estranho que pessoas não "caiam" da Terra, já que o planeta é redondo Resultado: os sujeitos supersticiosos tendiam a atribuir características ou pensamentos espirituais a fenômenos puramente psíquicos. Além disso, presumiam com mais frequência uma intenção em acontecimentos totalmente casuais. Nesses casos, confiavam mais na sua sensação e menos na lógica analítica do que os céticos. Segundo Lindeman e Aarnio, a essência da superstição poderia então consistir em que as pessoas confundam características fundamentais de objetos mentais, físicos e biológicos. Mas como crenças também se alimentam da experiência, a superstição poderia também estar associada às vivências que acumulamos desde nossos primeiros anos de vida.

Os psicólogos Paul Bloom e Deena Weisberg da Universidade de Yale em New Haven, Connecticut, resumiram, em um trabalho de 2007, como a intuição da primeira infância poderia bloquear a compreensão de explicações científicas até a idade adulta. Logo nos primeiros anos de vida, desenvolvemos uma série de ideias sobre o funcionamento do mundo e sobre o comportamento de nossos semelhantes. Crianças muito pequenas já sabem, por exemplo, que as coisas continuam existindo mesmo quando desaparecem de seu campo de visão. Às vezes esses saberes, porém, colidem com os conhecimentos científicos. Por exemplo: as crianças têm consciência de que os objetos caem no chão quando os soltamos, e portanto lhes parece estranho que a Terra possa ser uma esfera. Afinal, as pessoas do outro lado do globo deveriam perder o equilíbrio.

Crianças de 4 anos, por sua vez, procuram em todas as coisas um objetivo – elas perguntam sempre “por que” e “para quê”. Por isso, têm dificuldade de compreender um desenvolvimento evolucionário com base em tentativa e erro. Como concluíram Bloom e Weisberg, as ideias não científicas se mantêm mais provavelmente até a idade adulta quando duas condições são preenchidas: as ideias precisam ser intuitivamente compreensíveis e ter origem em fontes confiáveis. Os autores concluem, com isso, que ideias pseudocientíficas, como o criacionismo, se manterão enquanto autoridades políticas e religiosas as apoiarem.
Thomas Grüter
sábado, 11 de janeiro de 2014 0 comentários

COMO DIZIA O POETA


Quem já passou por essa vida e não viveu 
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu 
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu 
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não 
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão 
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir 
Eu francamente já não quero nem saber 
De quem não vai porque tem medo de sofrer 
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão 
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não

(Vinícius de Moraes e Toquinho)
 
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